Cuidado com o seu foco
É comum escutar as pessoas falando que precisamos manter o foco,
olhar na direção que desejamos seguir, lutar para conquistar nossos objetivos,
enfrentar as dificuldades e não esmorecer.
Confesso que esse pensamento faz muito sentido para mim, pois sou
uma pessoa determinada, lutadora e sempre tive orgulho desse meu comportamento.
Claro que ao longo da minha vida,
enfrentei desafios, levei foras, fiz coisas erradas, perdi-me e também me
encontrei.
Não foram só vitórias e nos momentos
de derrota e frustração,
tive, como todo mundo, que arrumar
forças para continuar acreditando e lutando por meus objetivos.
Então, foi com muita admiração que me
deparei com um outro aprendizado.
A lição da renúncia.
Em princípio, até a palavra renúncia me soava mal, coisa de gente
fraca, de falta de opinião, determinação ou vontade.
Mas a vida ensina e as experiências terminam por mostrar caminhos,
às vezes inesperados.
Já há algum tempo tenho percebido que as pessoas estão muito
estressadas, cada vez trabalhando mais, cada vez com menos tempo para cuidar da
saúde, da vida pessoal, e o que dirá da consciência
espiritual.
Porém, como trabalho com Terapia de
Vidas Passadas dentro de uma abordagem do autoconhecimento, e em poucas
sessões,
acabo recebendo pessoas que desejam
entender porque a vida não está dando certo, sendo que estão fazendo o seu
melhor.
Assim, aprendo bastante com os
relatos.
São pessoas que justamente lutam
muito para alcançar seus objetivos e, talvez, até por isso, acabam tomando
coragem para buscar dissolver os aprisionamentos de vidas passadas.
O fato é que me chamou a atenção observar o perfil e identificar
pontos em comum no comportamento dessas pessoas.
Todas eram guerreiras, determinadas, trabalhadoras, comprometidas,
e com boa vontade
Então, por que a vida não dava certo?
Cada um tem a sua história, o seu
desafio, a sua forma de lidar com a família, com os sonhos, mas é claro que
existem linhas gerais que criam uma espécie de denominador comum.
Então, nesse raciocínio, fui
observando que esses executivos,
médicos, pessoal de TI, tinham em comum
um excesso de dedicação à profissão.
Alguns eram bem-sucedidos, ganhavam bem, outros nem tanto,
pelo menos não o que achavam merecer pelo nível de dedicação que
impunham na vida profissional.
Assim, ainda que empregados e com boa remuneração, essas pessoas
estavam muito infelizes.
Fui observando também que apesar dos seus dramas pessoais,
com namorados, esposas, família, davam bem pouca importância para
tudo isso.
Queriam, sim, ter um companheiro ou
companheira, mas a profissão, o foco do trabalho, vinham em primeiro lugar.
Tudo tinha que ser superado para se
dedicar ao trabalho e, por isso, a sensação de derrota, fracasso e insucesso
era tão grande.
Vi casos absurdos como o de um executivo que quatro vezes por ano
passava quinze dias nos melhores hotéis da Europa, mas que se sentia totalmente
impotente e sem brilho.
Sua condição era tão triste, que mesmo depois de ter se mudado há
dois anos para São Paulo, continuava morando num flat e visitando a filha no
Rio de Janeiro uma vez por mês.
Não se dava o direito de descansar,
pois a qualquer hora,
inclusive no final de semana, poderia
ser chamado.
Uma verdadeira escravidão, já que,
fosse qual fosse seu salário,
ele vivia como um pobre!
Ele me procurou depois de uma crise
de estresse, quando começou a ter suores frios no elevador, medo de avião, e
outras coisas.
Quando lhe perguntei sobre sua vida, olhando para o nada,
respondeu-me que não tinha vida.
Aliás, a sessão de Vidas Passadas mostrou um escravo em total
sofrimento.
Para um sujeito vestido de um impecável terno Armani, que sentido teria estar em sintonia com a energia de um escravo?
Todo, e nenhum.
Porém, ele se sentiu muito mais leve
depois da sessão e me disse que precisava encontrar um outro foco para sua
vida, pois até então, toda sua energia foi colocada no trabalho e, mesmo tendo
alcançado um bom cargo, sentia-se vazio e infeliz.
Conversamos sobre a vida e a importância de ouvir o coração, da
tentativa de se abrir mais para as pessoas à sua volta.
Ele até me disse que achava que estava viciado em trabalho e se
sentia culpado quando deixava alguma coisa para trás.
Tudo era importante, menos ele.
Se você se identificou com algum
desses comportamentos,
cuidado!
É hora de repensar seus valores, suas
crenças e a sua postura,
pois a vida é sua, e só você poderá
fazer algo diferente.
As transformações não vem de fora, do
ambiente externo.
Vem de você, do seu foco.
Tenho certeza que no momento que você
olhar profundamente para si mesmo, a vida vai mudar.
Pode até ser que seu trabalho esteja chato e massacrante,
exatamente porque o correto seja você colocar atenção num outro
ponto.
Porque quando estamos felizes, o natural é continuar fazendo tudo
do mesmo jeito.
Quando estamos infelizes, a vida está nos convidando fazer tudo
diferente.
Ouse ouvir a voz da alma.
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