SEGUNDA-FEIRA, 22
DE JULHO DE 2013
Liberte-se
da ilusão dos dias atuais!
Por Patrícia Cândido
Atualmente chega a ser cômico o nível de ilusão e fascinação
onde a maioria das pessoas embarca, simplesmente por falta de discernimento,
por comodismo ou por falta de opção
A evolução tecnológica e digital está transformando
drasticamente nosso “modus vivendi”, fazendo com que nossa alma também se
transforme, desenvolvendo gosto pelo efêmero e pelo instantâneo.
De acordo com os sagrados escritos de Alice Bailey, podemos
chamar de fascinado aquele ser completamente reativo e guiado
pelo fluxo emocional.
A fascinação impede que a pessoa enxergue a vida e as condições
circundantes como elas realmente são, faltando clareza e objetividade.
O
fascinado só reage.
Acontece uma coisa boa ele fica bem.
Acontece um fato ruim, ele fica mal.
É um espectador da vida, não consegue ser o protagonista de seu
próprio viver, pois prefere aproveitar o que já está pronto e imitar, copiar o
que já foi feito.
Como se deixa levar apenas pelas emoções, é infantil em seu
raciocínio e dificilmente possui atos de pioneirismo e contribuição para o
mundo com projetos elevados que possam transformar uma realidade, mesmo que
pequena.
O fascinado é birrento, visceral, passivo-agressivo, tem
dificuldades em sua capacidade de generalização e na maioria das vezes é
oportunista e capaz de qualquer coisa para atingir seus objetivos.
Muitas vezes o fascinado almeja a fama, mas só se ela vier sem
nenhum esforço.
Normalmente o fascinado utiliza termos como “causei”, sou “top”, vou “arrasar”; todos
esses termos para instantaneamente suprirem um vazio existencial causado pelo
vazio mental, ou seja, da falta de informação e de conhecimento.
Você deve agora estar se perguntando:
- Será que sou um fascinado?
Lamento em ter que dar essa resposta, mas é sim.
Não sei se muito ou pouco, mas é.
Todos nós somos fascinados em algum nível e por isso estamos
aqui na Terra, para curar essa fascinação, essa ilusão de acreditarmos que
somos o corpo físico e esse culto à perfeição material que temos desenvolvido
principalmente ao longo dos últimos anos.
Antigamente percebíamos uma certa timidez nas pessoas e hoje, ao
menos aqui no Brasil, com as provocações da mídia, percebemos uma
ridicularização do ser humano promovida por uma sociedade carente de princípios
e valores morais, que acredita que qualquer coisa pode ser comprada: desde um
cabelo perfeito, um corpo perfeito, até um diploma universitário.
Índole, caráter, princípios, educação e gentileza não estão a
venda em farmácias e clínicas estéticas.
Classe e elegância também não.
E quando falo aqui de classe e elegância, são aquelas que
residem em um “bom dia” bem humorado, na humildade de um sorriso gentil ou na
contemplação de uma flor.
A natureza é elegante, o Criador também.
E a que ponto estamos distantes da energia Criadora, para acreditar que podemos ser quem nós não somos?
Um procedimento cirúrgico que, por exemplo, auxilia a pessoa a
manter sua autoestima elevada e que a faça sentir-se bem é uma coisa.
O exagero, que torna a pessoa viciada nesses procedimentos, é
outra coisa, bem diferente, e pode viciar.
Qualquer sentimento, emoção, pessoa ou coisa que lhe escraviza,
é um vício.
Desde chocolate, coca-cola, doces, raiva, stress, hipersexualidade,
internet ou drogas,
qualquer coisa que lhe trouxer uma relação de dependência e
aprisionamento, é um vício, que se dá pelo descontrole emocional do fascinado.
Algumas pessoas até usam essa expressão “sou
fascinado por chocolate, sou fascinado por internet” etc.
Hoje vemos pessoas dispostas a verdadeiras barbaridades para
aparecer em uma capa de revista ou em um programa de TV.
E elas dizem que batalharam muito para chegarem até ali.
Mas de qual tipo de batalha estamos
falando?
Com qual propósito?
Com qual visão, missão, valores?
Isso é fascínio.
Nesse caso, temos um bom exemplo de fascinação: pessoas que
estão dispostas a qualquer coisa para atingir certo patamar de fama.
Os fascínios podem dar-se em vários níveis, existem centenas,
mas vamos citar abaixo apenas os mais comuns, manifestados em cada chacra, para
que você possa fazer uma autoanálise:
Fascinações 1º Chacra
Do Egocentrismo e do Poder Pessoal;
Do isolamento, da solidão e do afastamento;
De impor a própria vontade sobre pessoas e grupos.
Fascinações 2º Chacra
Da popularidade;
Da autopiedade;
Da religiosidade (complexo do messias);
Fascinações 3º Chacra
De estar muito ocupado;
Da maquinação;
Da manipulação dissimulada e contínua;
De considerar-se importante, do ponto de vista do saber e da
eficiência.
Fascinações 4º Chacra
Do conforto e da satisfação pessoal;
Da guerra;
Da percepção psíquica em vez da intuição;
Fascinações 5º Chacra
Da materialidade e ênfase na forma;
Do intelecto;
Da segurança;
Fascinações 6º Chacra
Do sentimentalismo;
Da Visão estreita;
Do fanatismo.
Fascinações 7º Chacra
Do trabalho mágico;
Daquilo que reúne;
Da magia sexual;
Agora que você já possui um pouco de informação sobre fascínio,
procure perceber onde você está desalinhado e mude!
Sempre é tempo de novos aprendizados, novas aspirações e novos
recomeços.
Como mudar?
Use seu filtro interno, você possui o conhecimento do bem e do
mal, do certo e do errado e possui todos os instrumentos para se libertar desse
aprisionamento da fascinação.
Procure aconselhamento, livros, terapias, yoga, pessoas com quem
você tenha afinidade e um novo mundo se descortinará para você.
Você experimentará momentos felizes de plenitude e consciência
que lhe levarão a um caminho de evolução espiritual constante.
Mãos a obra!
Dê-se
a chance de experimentar o novo!
LUZ!
STELA

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