O DESTINO DO
COMETA ISON
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Por Gério
Ganimedes
De acordo
com o último boletim informativo do CIOC da NASA,
apesar da
promessa contida nos relatórios anteriores emitidos,
sobre a
grande probabilidade de espetáculo no céu, o cometa ISON começou
a sublimar significativamente nas horas imediatamente anteriores ao periélio (ponto de maior aproximação com o sol).
Antes de
passar pelo disco (imagem
acima), ocultando-se no
centro do campo da vista da LASCO
C2, não havia mais um
núcleo sólido discernível, no entanto a cauda permaneceu bastante ampla e densa
em comparação com outros cometas rasantes que já foram testemunhamos neste
mesmo campo de visão.
Neste ponto
de passagem o “iceberg espacial”
mostrou sua resistência ao ser atingido por uma forte EMC ou CME (inglês) Ejeção de Massa Coronal que o atingiu na aproximação com nossa
estrela.
Cometas por serem constituídos de rocha e gelo
ao aproximarem-se de fontes de calor sublimam, ou seja, passam diretamente do
estado sólido para o gasoso.
Durante o
periélio, houve detecções positivas do cometa que foram feitas pelo (Proba-2) o
instrumento de precisão do ESA e também do SDO (Observatório Dinâmico Solar) da NASA.
Métodos de
processamento de imagens mais complexas puderam produzir uma assinatura do
cometa convertido em gráfico (imagem
acima).
Após o
periélio uma trilha empoeirada apareceu nas imagens da LASCO C2 e nas aproximadamente 24 horas seguintes a cauda ficou muito
tênue, difusa e “empoeirada”.
A cauda
assumiu uma forma de “leque ou asa de borboleta”,
contendo uma
visível condensação central, que “pode” ainda
conter um pequeno núcleo remanescente, ou simplesmente um "monte de
pedras" (estas sim preocupam futuramente).
No momento
da “escrita” (rastro),
prefiro dizer assinatura, o resto do cometa ISON
ficou muito fraco e difuso.
Uma nuvem
sem de gases sem condensação central.
Uma
estimativa aproximada da magnitude visual é de cerca de [7,5], mas este é o valor obtido "a olho técnico", pois como não existe condensação
central fica quase impossível fazer uma abertura para fotometria astronômica.
O resultado desta análise de imagens a meu ver,
torna-se conclusivo e todos os dados conduzem a um quadro astronômico de
destruição catastrófica iminente do cometa ISON perto do periélio, mas
ainda deve sobrar muito gelo para o uísque de todos os astrônomos envolvidos
nestas observações e muita pedra para uma futura chuva de meteoros, quando a
Terra cruzar o rastro fantasmagórico deixado pelo cometa.
Fiquem bem
Texto: Gério Ganimedes
Fonte: INOVE, NASA (CIOC) e Havard (International Comet Quartely)
Colaboração: Rosana
Ganimedes
Gério Ganimedes
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