MORTE NOS CÉUS:
COMO O NOSSO SISTEMA SOLAR IRÁ MORRER
POR LUCAS RABELLO·
03/01/2014
Assim como a vida na Terra depende da energia do sol para o seu
sustento, o mesmo acontece com o nosso sistema solar inteiro.
Nosso sol, que é classificado como um anã amarela
(um equívoco, já que o sol não é nem pequeno nem amarelo) é uma
estrela de meia-idade que tem aproximadamente 5 bilhões de anos.
Como uma estrela de sequência principal com uma vida útil finita,
ele morrerá um dia.
Este efeito irá ocorrer após o esgotamento do último átomo de
hidrogênio em seu núcleo.
Quando isso acontecer, o núcleo do sol irá encolher sob sua
própria gravidade e se tornará tão denso que os átomos de hélio começarão a se
colidir para formar átomos de carbono e oxigênio.
As colisões dos
referidos elementos vão produzir mais energia do que a quantidade atual, que é
produzida pela fusão de hidrogênio em hélio (que por sua vez, fornece
alimento para a Terra e todos os planetas vizinhos do nosso sistema solar).
Essa energia extra será o começo do fim do sistema solar.
Por um lado, o núcleo vai aumentar de temperatura, fazendo com que
o sol inche a centenas de vezes o seu tamanho atual, mudando seu status de uma
anã amarela para uma gigante vermelha.
Isso certamente representará o fim dos dois planetas mais internos
do
nosso sistema solar, Mercúrio e Vênus (ambos serão incinerados na
expansão inicial)
O destino do nosso planeta ainda é em grande parte um jogo de
adivinhação.
Muitos cientistas especulam que o nosso “pálido
ponto azul” vai se tornar uma casca preta, e que será consumido pelo nosso
sol.
Alguns outros afirmam que a Terra vai ser empurrada para fora da
órbita, para longe do sol.
Independentemente disso, a Terra já terá deixado de ser habitável.
Os oceanos vão ferver e evaporar, a atmosfera será perdida para
sempre, enquanto toda a vegetação exuberante – juntamente com todos os
ecossistemas que eventualmente sobreviveram – serão destruídos.
Tudo o que restará será uma Terra árida não apta para humanos…
ou qualquer vida dependente de H2O.
Os planetas exteriores, aqueles que estão localizados além da
órbita de Marte, podem ter um destino bem diferente,
especialmente algumas das luas de Júpiter e Saturno.
Particularmente, Europa e Enceladus.
Ambas são conhecidas por sediar corpos congelados de água líquida
sob suas superfícies geladas.
Acredita-se que Europa tenha mais água do que todos os oceanos,
rios e lagos da Terra juntos.
Graças à enorme expansão do sol, lugares nas regiões
ultraperiféricas do nosso sistema solar poderão descongelar,
permitindo por um período bem limitado a existência de vida como a
conhecemos.
Todavia, é possível que a expansão do Sol altere drasticamente a
órbita dos planetas.
É possível que ocorram algumas colisões como também é possível que
alguns planetas sejam arremessados para fora do sistema solar, se tornando planetas errantes.
Enquanto isso, no sol, a reação da queima de hélio produzirá
fortes ventos solares jamais vistos.
Quando todo o combustível se esgotar, a estrela irá colapsar.
Suas camadas exteriores serão ejetadas para o espaço, formando uma
nebulosa planetária brilhante.
A nebulosa resultante será visível durante milhares de anos para
quaisquer civilizações existentes (talvez inclusive nós mesmos) dentro de
algumas centenas de anos-luz de nosso antigo bairro estelar.
No centro dessa supernova, restará uma pequena e densa estrela
conhecida como anã branca.
A anã branca acabará por esfriar ao longo de algumas centenas de
milhões de anos.
Sua massa estará comprimida em uma esfera do tamanho da Terra, mas
muito mais densa.
Eventualmente, toda essa energia também irá se dissipar,
deixando para trás um cadáver estelar chamado anã negra,
efetivamente pondo fim a jornada da vida de nosso sistema solar.
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