PAMELA KRIBBE“UMA CONVERSA COM SANNEMENSAGENS DO OUTRO LADO”DOMINGO 13 SETEMBRO DE 2026 Mensagens
do outro lado sobre as armadilhas da alma antiga, as dificuldades de saúde
mental entre os jovens e a importância de se comunicar com honestidade sobre as
emoções
Por Pamela Kribbe
Há
algumas semanas, tive contato interior com Sanne, a filha falecida de uma amiga
minha.
Ela
faleceu há cinco anos, aos 26 anos, em um acidente de carro.
Sanne
morreu ao lado de uma menina mais nova, de quem cuidava quase diariamente como
profissional de apoio à saúde mental.
Conheci
Sanne pela primeira vez durante uma leitura que fiz para sua mãe.
Ela
me causou uma profunda impressão com sua presença leve e alegre; não parecia
nada pesada ou triste.
Após o término da leitura,
recebi mais mensagens dela — mensagens
que eram menos pessoais e de natureza mais universal.
Compartilho-as
neste artigo, mas começarei com um breve resumo da própria leitura, já que é um
contexto essencial para tudo o que se segue.
POR
QUE SANNE MORREU TÃO JOVEM?
Sanne
me contou que, em uma vida passada, ela havia tido um vínculo emocional muito
forte com essa menina, que
na época era sua irmã mais nova.
Ela
tentou desesperadamente proteger a irmãzinha da dor depois que as duas perderam
a mãe devido a uma doença contagiosa daquela época — algo como a peste.
Mais
tarde, a irmã mais nova também adoeceu e morreu.
Sanne
sofreu imensamente com isso.
Ela
havia tentado de tudo para impedir a morte da irmã e fez uma promessa interior:
“Nunca mais
vou te abandonar”.
Após
a morte de Sanne naquela vida, sua irmã não conseguiu deixá-la partir — a luz
de Sanne continuou sendo uma espécie de ímã.
Formou-se
um vínculo que se estendeu além da própria fronteira da morte.
Nesta
vida, Sanne cumpriu aquela antiga promessa ao morrer exatamente no mesmo
momento que a menina.
Desta
vez, a menina não era sua irmã, mas uma cliente sob seus cuidados com quem ela
compartilhava um laço poderoso.
Do
ponto de vista cármico, a morte compartilhada delas foi o cumprimento do voto
feito naquela vida anterior.
No
momento em que o espírito de Sanne deixou seu corpo durante o acidente, teve
uma percepção repentina e profunda.
Ela
compreendeu com total clareza que nunca deveria ter sido assim — que uma alma
nunca deveria se entrelaçar tão completamente com outra.
Não
se deve carregar a dor de outra pessoa com tanta intensidade a ponto de se
fundir com ela e abandonar o próprio caminho.
Aquela
velha ideia de entrelaçamento e responsabilidade simplesmente não era
verdadeira.
Imediatamente
após falecer, ela se desligou totalmente da menina; logo no início da leitura, ela disse quase
de imediato:
“Não estou
mais junto com ela”.
É
claro que Sanne também sentiu uma dor profunda por ter morrido tão jovem.
Ela
tinha sido uma mulher talentosa, sensível e radiante, cheia
de potencial ainda não realizado.
E,
no entanto, ela deixou claro que uma alma pode escolher um fim tão precoce
porque uma lição específica — neste caso, reconhecer que o envolvimento
emocional não é o caminho — tem prioridade.
Ela
colocou isso de forma direta: a alma estabelece
prioridades; o mais importante vem primeiro.
Por
mais potencial que sua vida terrena tivesse, essa percepção era o que mais
importava:
cada alma trilha seu próprio caminho, e é exatamente assim que deve ser.
Ao
longo da sessão, senti a presença de Sanne como algo vívido e profundamente
humano.
Ela falou com convicção e
me disse que está bem do outro lado.
A
vida lá é tudo menos monótona — ela está por lá vivendo, explorando, fazendo
todo tipo de coisa.
Quando
a sessão terminou e fui dar uma caminhada na floresta, ainda conseguia senti-la
ao meu lado.
Foi
então que ela quis transmitir algo mais universal.
A
primeira frase que surgiu foi: a alma antiga e suas
armadilhas.
A
PRIMEIRA MENSAGEM DE SANNE:
AS ARMADILHAS DA ALMA ANTIGA
Sanne: “A alma antiga às vezes tem dificuldade em se colocar no lugar da
alma mais jovem.
Essa é uma grande armadilha — uma em que a alma antiga pode
tropeçar feio.
As experiências de uma alma jovem podem parecer tão distantes das
suas, da mesma forma que uma pessoa de setenta anos pode ter dificuldade em se
identificar com um adolescente de quinze.
É aí que a alma antiga pode errar de duas maneiras”
Primeiro: o papel de salvadora.
A
alma mais velha vê a alma mais jovem se enredando em experiências difíceis.
Recorrendo
à sua própria sabedoria, ela tenta tirar a alma jovem desse sofrimento — porque
já consegue ver o que está dando errado e como consertar isso.
Mas,
ao fazer isso, ela priva a alma mais jovem de seu próprio caminho de
experiências.
Ela
quer que a alma mais jovem pule etapas porque é doloroso assistir à luta.
Mas
não funciona assim; uma alma mais jovem precisa vivenciar essas lições por
conta própria.
Quando
a alma mais velha se esforça demais para resgatar, forma-se um emaranhado
empático, e você acaba carregando a dor de outra pessoa.
Essa
é a primeira armadilha: a incapacidade de
deixar a alma mais jovem seguir seu próprio caminho.
Segundo: a postura de combate.
A
alma velha empunha as armas contra o mundo que as almas mais jovens estão
moldando — um mundo cheio de medo, julgamento e controle.
Ela
vê tanta injustiça, destruição ambiental e guerra.
Mas
esses são processos pelos quais a consciência coletiva precisa passar, passo a
passo, para crescer.
Se,
como alma velha, você enfrentar isso com resistência feroz, você será arrastado
para baixo emocionalmente.
Você
começa a sentir emoções mais baixas — raiva, ódio,
impaciência.
Você
cai em uma espécie de regressão.
Em
ambos os casos — ajudar em excesso e lutar — você é arrastado energeticamente
para baixo.”
Sanne
explicou que o verdadeiro propósito da alma antiga é elevar-se.
O
foco deve estar no que está mais desenvolvido, não no que está menos
desenvolvido.
As
almas antigas estão aqui para construir uma ponte para os reinos superiores que
se encontram energeticamente próximos da Terra.
Não
se trata de lugares físicos, mas de reinos de vibração e consciência mais
elevadas — o que tradicionalmente chamamos de céu.
As
almas antigas se sentem mais em casa lá, e é por isso que, na Terra, muitas
vezes sentem saudades de casa, um cansaço profundo e a pergunta persistente:
o que estou realmente fazendo aqui?
Perguntei
a Sanne se essa era de fato sua mensagem principal.
Ela
respondeu:
“As almas antigas impulsionam a Terra para frente quando abrem essa
porta e constroem a ponte para a dimensão onde estou agora.”
Ela
enfatizou muito especificamente:
“Estou realmente aqui, você sabe.”
Para
ela, o mundo astral não é um reino fantasioso e nebuloso — é tão real quanto o
mundo físico é para nós.
Esses
reinos astrais ao redor da Terra assumem todas as formas e configurações
possíveis.
“Há todos os tipos de lugares aqui — feios e bonitos, altamente
desenvolvidos e menos desenvolvidos.
Há regiões cheias de pessoas gentis que desejam coisas boas, que
querem aprender e seguir em frente.
Mas também há reinos onde as pessoas se apegam a crenças rígidas,
excluem os outros e fazem julgamentos severos.
É exatamente como na Terra.
É um mundo enorme, só que sem a forma de um planeta
— é um plano de existência.”
A consciência é um mundo; a consciência é
tudo.
Um
planeta físico, na verdade, não é nada — é apenas uma espécie de representação.
É
difícil para mim explicar, mas a consciência cria mundos, e
neste momento eu existo dentro de um desses mundos da consciência.
Nele,
quero aprender e crescer.
Quero
compreender profundamente o que aconteceu comigo na vida da qual agora me
libertei e como posso continuar evoluindo a partir daqui.
Deste
ponto de vista, consigo ver o que está acontecendo com vocês: há almas de grande
leveza, com profunda percepção e corações amplos e calorosos, que ainda são
arrastadas para esse profundo emaranhado.
Isso
vem de um senso de responsabilidade mal direcionado.”
Perguntei
a Sanne:
“Por que você fez isso?
Por que sentiu uma necessidade tão forte de cuidar de alguém mais
jovem do que você dessa maneira?
De onde veio esse intenso instinto de cuidar e ajudar?”
“Essa é uma boa pergunta”, ela respondeu.
“Naquela
vida passada, eu simplesmente queria ser uma boa pessoa.
Naquela
época, eu era fortemente influenciada pela doutrina da igreja sobre como se
deve viver — de que é nobre sacrificar a si mesmo e os próprios interesses por
outra pessoa.
Havia
um forte condicionamento religioso em mim e, como aprendi aqui, isso não é
espiritualmente correto.
A
verdadeira espiritualidade não tem nada a ver com abnegação, porque você é, na
verdade, o maior presente de Deus.
O
desenvolvimento pessoal é visto aqui como o bem supremo.
Essa
negação excessiva de si mesma é destrutiva — por favor, deixe isso de lado.
Naquela
vida passada, eu era uma menina sensível e aberta.
Eu
era ingênua e, por causa disso, muito suscetível aquele código moral rígido.
A
igreja gravou essas crenças em mim, até que eu simplesmente passei a acreditar
nelas.
As
histórias deixaram uma profunda impressão em mim; eu
queria tanto fazer o bem.
Olhava
para a figura de Jesus e pensava: ele viu a luz,
quero segui-lo.
Eu queria me dedicar exclusivamente a servir.”
Um campo coletivo de jovens
Agora, eu queria perguntar outra coisa à Sanne.
Ultimamente,
tenho sentido uma conexão interior com um campo de energia coletivo pertencente
a um grande grupo de crianças e jovens que estão atualmente na Terra.
Eles
enfrentam enormes dificuldades com a vida aqui.
Lutam
contra problemas de saúde mental, carregam um profundo sofrimento psicológico e
guardam algo belo e puro dentro de si — mas não conseguem encontrar seu lugar
na sociedade humana de hoje.
Quando
me sintonizo com esse campo, vejo um brilho azul-claro.
Em
minha imaginação, figuras com olhos grandes e belos vão aparecendo —
cristalinos, refinados, etéreos.
Surpreendentemente,
elas não têm boca.
Simbolicamente,
essa imagem me diz que elas não conseguem expressar claramente o que vive
dentro delas; não
conseguem se expressar na atmosfera terrestre atual
Isso
causa dor, e é aí que elas ficam presas.
Nos
últimos dias, também entrei em contato com a alma de uma menina que encontrei
algumas vezes.
Ela
ainda está viva, tem diagnóstico de autismo e luta contra a ansiedade e a
depressão — sintomas que tantos jovens apresentam hoje em dia; na minha
percepção, mais meninas do que meninos, embora eu não tenha certeza.
Ela
transmitia uma forte sensação de ser incompreendida, e
isso lhe causava uma profunda tristeza.
Ela
me disse que tem muita dificuldade com o que, para ela, parece ser uma
comunicação desonesta por parte dos adultos.
A
maioria dos adultos “bem
ajustados”
não diz mais o que realmente pensa.
Há
uma grande discrepância entre o comportamento, as palavras e a presença
energética deles.
Para
alguém com autismo, isso é extremamente confuso — os sinais que as pessoas
emitem são inconsistentes e ambíguos.
Essa
garota me disse que isso a deixa ansiosa e faz com que as pessoas pareçam
assustadoras para ela.
Resumindo,
sinto que esse grupo de jovens quer ser ouvido.
Há
uma mensagem que quer vir à tona sobre como eles vivenciam essa realidade.
Perguntei
à Sanne se ela poderia esclarecer um pouco isso.
A segunda mensagem de Sanne: seja emocionalmente honesto consigo mesmo e com os outros
“Esse é um ponto
crucial.
A Terra precisa
mudar agora. Há muito sofrimento psicológico em pessoas de todas as idades.
Uma onda gigantesca
de almas está entrando em corpos jovens neste momento, mas, por dentro, elas
estão longe de ser jovens.
Os jovens que você
está percebendo já são altamente evoluídos e sábios por dentro.
Eles carregam uma
consciência superior que desejam trazer para a Terra.
Estão aqui para
ajudar a transformar as coisas e construir uma ponte para um mundo mais
harmonioso — um mundo com maior respeito mútuo e pela natureza.
Essa consciência
superior é extremamente necessária, pois o sistema atual está chegando ao
colapso; as pessoas estão sucumbindo sob seu peso.”
Perguntei
à Sanne o que ela acredita que seja necessário neste momento.
Ela
respondeu com convicção:
“As pessoas precisam
se reconectar com seus sentimentos, seus corações, sua vulnerabilidade.
Todas essas emoções
que fluem por você a cada momento são exatamente o que faz de você humano — não
há nada do que se envergonhar.
Seja você irritado,
triste, com ciúmes, inseguro ou cheio de dúvidas: tudo isso tem o direito de
existir.
Quando você aceitar
plenamente suas emoções, já terá vencido metade da batalha.
Só então você será
verdadeiramente humano.
E quando conseguir
falar sobre isso abertamente e com honestidade com os outros, uma energia
curativa do coração surge naturalmente.
Conversa verdadeira,
conexão verdadeira — é disso que se trata.”
Os pais muitas vezes
falham nisso, porque não compreendem de verdade o que se passa no interior de
seus filhos.
Eles próprios nunca
foram ensinados a expressar abertamente suas emoções e acabaram ficando
emocionalmente bloqueados.
É realmente o mundo
de cabeça para baixo: são essas crianças que precisam ensinar seus pais.
As gerações mais
jovens, muitas vezes, já estão muito à frente da geração mais velha quando se
trata de expressar sua verdade interior.
O aprendizado, neste
momento, flui dos jovens para os mais velhos.
Os adultos precisam
encontrar coragem para se abrirem para os jovens.
Os jovens ainda
estão muito mais próximos de seu núcleo emocional espontâneo, enquanto a
geração mais velha muitas vezes fica presa em uma armadura feita de medo,
convenções e do “como as coisas devem ser”.
Essa
imensa pressão para se conformar faz com que você fique em silêncio sobre o que
realmente está em sua mente.
Isso
gera vergonha e distância emocional, e essa barreira precisa ser derrubada.
É
exatamente isso que esses jovens vieram trazer.
Suas
dificuldades com a saúde mental só podem ser resolvidas quando lhes for dado
espaço para falar sobre quem realmente são e o que de verdade sentem.
Ao
reivindicar esse espaço, eles levam a geração mais velha a se soltar também.
“A meu ver, os
jovens são, na verdade, muito mais normais do que os adultos”, diz Sanne com um
sorriso.
“Os
adultos às vezes agem de maneira tão estranha:
escondem
tudo, têm medo de dizer a verdade, desaparecem constantemente por trás de
máscaras.
As
crianças absorvem todo esse medo não expresso de seus pais e professores.
Para
receber o presente que essa nova geração está trazendo, os adultos precisam, de
uma vez por todas, tirar os tampões de ouvido.
Vocês
estão coletivamente surdos.
O
problema, na maioria das vezes, está em vocês — porque nunca aprenderam a lidar
com seu próprio mundo emocional.
E
é por isso que não conseguem realmente ouvir.
A
maioria dos adultos na Terra se beneficiaria muito se se aprofundasse na
terapia.
A
propósito, fazemos isso aqui no mundo espiritual também, acrescenta ela.
“Entrar em contato,
repetidamente, com seus sentimentos mais profundos — especialmente aqueles que
você mais gostaria de enterrar — e ouvi-los com total atenção.
Esse é o único
caminho para o verdadeiro crescimento espiritual.
Você precisa estar
disposto a enfrentar esse confronto;
caso contrário, sua
vida fica estagnada e você fica preso.
É isso que
entendemos por “elevar-se”: olhar diretamente para o que
é difícil para você e ousar falar sobre isso.
É nisso que tudo se
resume.”
Conclusão
Sinto-me
comovido por Sanne — por sua franqueza e por sua defesa apaixonada da
honestidade emocional.
Isso
me lembra que é realmente disso que se trata, e não de teorias espirituais
grandiosas.
Trata-se
puramente de humanidade e vulnerabilidade.
Agradeço
a Sanne por suas mensagens.
Espero
conversar com ela novamente no futuro — ela me disse que continua disponível e
adoraria compartilhar mais quando chegar a hora.
Ela encerra
com um sorriso tranquilizador e diz:
“Tudo sempre acaba bem.”
Obrigada,
Sanne.
©
Pamela Kribbe
Canal/Autor: Pamela Kribbe
Fonte: https://www.jeshua.net/articles/by-pamela-kribbe/messages-from-the-future/
Tradução: Sementes das Estrelas/Juliane Becker
Veja mais mensagens de Jeshua Aqui
https://www.sementesdasestrelas.com.br/pamela-kribbe/pamela-kribbe-uma-conversa-com-sanne-mensagens-do-outro-lado/




