Sunday, 19 June 2011
DISSERTAÇÃO SOBRE A MALDADE
Alguns filósofos afirmam que não existe nenhum mal, que isso é mais uma ilusão.
Outros dizem que o mal é um fato observável por qualquer um que depare com a realidade.
Algumas filosofias religiosas afirmam que o mal deriva de uma fonte principal, de uma entidade chamada demônio – assim como o bem provém de um Deus personificado .
O bem e o mal advém desses dois, de acordo com esse ponto de vista.
Outras filosofias ainda dizem que as forças do bem e do mal existem como princípios, como energia, na forma de atitudes.
As várias idéias do que é o mal e de onde ele vem são verdadeiras, contanto que não excluam a abordagem aparentemente oposta.
Se vocês dizem que o mal não existe, em nenhum nível do ser, isso seria errado; mas se vocês afirmam que, em última análise, não existe mal nenhum, isso também é verdade.
Qualquer um desses postulados é incorreto quando visto como uma única verdade.
Isso pode parecer paradoxal, como às vezes é o caso.
Mas quando consideramos o problema de um ponto de vista mais amplo, os opostos aparentes de súbito se reconciliam e complementam cada qual.
Agora, explicaremos de que modo esses opostos aparentes são verdadeiros. Permitam-nos repetir, em primeiro lugar, que o Universo consiste em consciência e energia.
No estado unificado, consciência e energia são uma coisa só.
No estado de desunião, elas não são por força apenas uma coisa.
A energia pode ser uma força impessoal, que não parece trazer em si nem expressar a consciência.
Ela parece uma força mecânica que a consciência pode dirigir mas que é em si mesma avessa à determinação, ao conhecimento de si mesma – em resumo, a tudo o que distingue a consciência.
Pensem, por exemplo, na eletricidade e na energia atômica.
Até mesmo a energia mental por vezes parece desvinculada da fonte da consciência de vocês.
É possível que vocês tenham certa idéia do que estamos querendo dizer.
Por exemplo, muitos de vocês já sentiram algum dia que o poder dos pensamentos, atitudes e sentimentos não exercem um efeito imediato na vida de vocês.
Eles têm um efeito indireto, que a princípio parece tão apartado de sua fonte que compreender o liame entre causa e efeito requer atenção e concentração.
Só quando a consciência se expande é que vocês podem sentir a unidade desse poder mental imenso e da energia que ele põe em movimento.
Essa unidade atua de um modo construtivo e destrutivo.
O princípio é o mesmo.
A mente humana, separada e dualista cria a ilusão de que a energia e a consciência são duas manifestações diferentes.
No ser humano existe essa mesma percepção parcial, no que concerne à vida e ao eu, a Deus e à humanidade, à causa e ao efeito e a muitos outros conceitos ou fenômenos.
Existem pessoas neste plano terreno que sentem o Universo, o Cosmos, como um fenômeno puramente energético.
Há outros que sentem o Universo e o Cosmos sobretudo como consciência suprema.
Ambos os tipos estão certos, é claro.
E os dois estão errados quando afirmam que o ponto de vista deles é a única verdade.
As duas coisas são iguais.
Já que o pensamento é movimento e energia, é impossível separar a consciência da energia em sua essência, embora em suas manifestações haja uma falta de vínculo aparente.
Como podem todas as filosofias e modos de perceber a vida serem verdadeiros quando parecem opostos?
Examinaremos isso mais minuciosamente.
É bem verdade que na realidade máxima do estado unificado não existe nenhum mal.
O pensamento é puro e verdadeiro; os sentimentos são amorosos e abençoados;o sentido ou intenção da vontade é totalmente positivo e construtivo.
Portanto, não existe mal; mas a mesma consciência pode alterar a mente, por assim dizer, num processo de pensamento falso e limitado, acompanhado dos sentimentos de ódio, medo e crueldade, levando-a a um sentido e intenção negativa por parte da vontade.
Nesse momento, a consciência, ou um aspecto dessa consciência, torna-se a sua própria visão distorcida.
Se isso acontece, a energia também altera a sua manifestação.
Assim, a manifestação do mal é algo intrinsecamente diferente da consciência e da energia pura.
Ela só mudou de direção e do foco.
Portanto, é tão acertado afirmar que em essência não existe mal quanto afirmar que no nível da manifestação humana ele existe.
Cada pessoa deve aceitar a realidade do mal nesse plano de desenvolvimento, para aprender a lidar com ele e, assim, superá-lo positivamente.
O mal precisa ser enfrentado e sobrepujado primeiramente no eu.
Só então pode o mal, que é exterior ao eu, ser controlado.
A tentativa de inverter esse processo fracassará, pois que tudo deve começar a partir do centro interior – o eu.
No desenvolvimento atual da consciência humana, existem o puro e o distorcido, o bem e o mal, Deus e o demônio.
Cabe a todo ser humano, na longa estrada da evolução, vida após vida, purificar a alma e dominar o mal.
Examinemos por um momento qual é o sentido do mal, do ponto de vista da energia e da consciência.
Quando a energia se desvirtua, ela gera uma manifestação destrutiva.
Sua freqüência diminui e torna-se proporcional à distorção da consciência que determina o estado, escolhendo o sentido da vontade do processo de pensamento e estabelecendo o modo de atitude negativo.
Quanto mais lento o movimento, mais acentuada é a distorção da consciência e mais podemos falar em termos de manifestação do mal.
Outra característica do fluxo de energia em desarmonia é a condensação.
A energia condensada é o estado dualista, de separação.
Quanto mais desenvolvido é um ser humano, mais pura é a sua energia, mais rápida a sua freqüência e mais radiante a sua matéria.
Quanto mais desarmonia e negatividade tiver uma pessoa, mais condensada é a forma em que a sua consciência se manifesta.
A matéria, do modo como vocês a conhecem, é um estado avançado de condensação.
A consciência envolvida nesse estado terá de voltar a uma freqüência aumentada de seu movimento energético purificando seus pensamentos e seus tipos de atitude.
O que significa o mal como fenômeno da consciência?
A religião, evidentemente, falou de maneira ampla sobre isso, valendo-se de termos como ódio, medo, egoísmo, duplicidade, despeito, malbaratar a vida não pagando o preço das coisas, querer mais do que se está disposto a dar e outras atitudes destrutivas.
Isso é óbvio; contudo, tratemos do fenômeno do mal num nível mais sutil.
Jesus Cristo disse:
“Não se oponha ao mal”.
Essa frase foi mal compreendida de diversas formas.
Foi interpretada de modo demasiado literal, como que significando deixar que os outros nos explorem e que não afirmemos nossos direitos humanos e nossa dignidade.
Os que aceitam essa interpretação têm pregado a passividade e o masoquismo, que não estão de acordo com a verdade divina.
Pelo contrário, eles ajudam a perpetuar o mal e a deixar que quantos o perpetram prejudiquem a si mesmos e ao seu ambiente.
Qualquer verdade pode ser interpretada de diversas maneiras corretas.
Já que agora estamos examinando o mal como uma manifestação da consciência e da energia, interpretaremos o “ não se oponha ao mal “ desse ângulo.
A frase indica o fato de que a própria resistência é o mal, o fato de que ela o gera.
A energia sem bloqueios flui tranqüila e harmoniosamente, como as águas mansas de um rio.
Quando há resistência ao movimento da corrente energética, seu fluxo se torna lento e sua forma se condensa, bloqueando os canais.
A resistência causa tensão e, portanto, engrossa a energia.
Retém o que deveria fluir.
A consciência responsável pelo espessamento da energia deve existir consequentemente.
Essa afirmação não é muito correta, mas a linguagem humana é incapaz de exprimir a unidade essencial da consciência e da energia, de modo que devemos nos comprometer a falar como se a consciência fosse “responsável” pelo fluxo energético.
De qualquer modo, do ponto de vista de vocês essa expressão será bem adequada.
Os pensamentos distorcidos, a intenção, os sentimentos e as atitudes negativas se opõem ao que é: verdade, vida, o Criador – qualquer aspecto da bondade do Universo.
Por opor-se à confiança no processo vital, essa consciência gera a má vontade ou a intenção negativa.
Nenhuma atitude má pode se manifestar a não ser que a resistência ao bem também ocorra.
De modo contrário, sempre que a vida fluir sem peias, ela será harmoniosa, abençoada e criativa.
A própria manifestação da matéria do modo como vocês a conhecem, a qual é um estado que apresenta muita desunião , é conseqüência dessa resistência.
A matéria é energia espessa, rude, lenta.
A existência na matéria turva a visão clara e é, portanto, inevitavelmente dolorosa.
A resistência, a matéria, a cegueira, o dualismo, a separação, o mal e o sofrimento – tudo isso é a mesma coisa.
A resistência opõe-se ao fluxo, baldando-o; ela impede o movimento da energia Universal – do amor, da verdade, do movimento perpétuo da vida desdobrando-se como manifestação divina.
A resistência sempre está obstruindo algum aspecto de valor e belo da criação.
Ela é, portanto, uma manifestação do mal.
Quando mergulharem em si mesmos, perceberão sua verdadeira resistência com certa facilidade.
Os outros sempre a podem ver em vocês, a não ser que sejam cegos ou não se tenham desenvolvido, ou insistam em não vê-la.
Eles podem ter certo interesse em concordar com vocês ou em conservar uma imagem idealizada de vocês mesmos; porém, se esse for o caso, eles têm consciência da própria resistência.
Vocês também podem ter consciência dela se o quiserem.
Vocês então haverão de perceber o sentido dessa resistência.
Quando vocês se deparam e aceitam suas intenções negativas que estão profundamente arraigadas, podem relacioná-las à resistência.
Esta sempre diz, de uma forma ou de outra:
“Não quero saber a verdade sobre isso.“
Essa atitude destrutiva deve criar uma força maléfica porque obstrui o movimento da verdade.
Em nossa abordagem do desenvolvimento pessoal, descobrimos diversas vezes que a tríade básica que compõe o mal é o orgulho, a obstinação e o medo, sempre relacionados entre si.
Todas as outras manifestações do mal afloram dessa tríade.
Ademais, cada uma dessas três atitudes é uma conseqüência da resistência e gera mais resistência, ou seja, o mal.
A obstinação diz,“Oponho-me a qualquer outro modo exceto ao meu”.
E esse “meu modo” é por vezes contrário à vida, contrário ao Cosmos.
A obstinação opõe-se à verdade, ao amor e à união – mesmo que pareça querer essas coisas.
Quando ocorre um recrudescimento da obstinação, os aspectos divinos não podem se manifestar.
O orgulho é a resistência à unidade entre as entidades.
Ele se separa dos outros e se eleva – resistindo, assim, à verdade e ao amor, ambos manifestações criativas da vida.
O orgulho é o oposto da humildade, não da humilhação.
A pessoa que se opõe a humildade será humilhada porque a resistência sempre tem de chegar por fim a um ponto culminante.
A recusa quanto a se expor à verdade e admitir algo se deve ao orgulho.
Este causa a resistência tanto quanto é resultado dela.
De modo semelhante, a resistência gera o medo e o medo gera a resistência.
O estado de tensão da resistência e a diminuição do ritmo do movimento energético toldam a visão e o objetivo da experiência.
A vida é percebida como algo ameaçador.
Quanto mais resistência, mais medo – e vice-versa.
A resistência à verdade advém do medo de que a verdade possa ser nociva, e, por sua vez, a resistência à verdade gera esse medo.
O ocultamento torna-se cada vez mais difícil e a exposição cada vez mais ameaçadora.
O medo da verdade – portanto, a resistência – nega a qualidade benigna do Universo; nega a verdade do eu, com todos os seus pensamentos, sentimentos e intenções.
Essa negação de si mesmo, enraizada na resistência, é, e cria, o mal.
Quando vocês querem evitar seus sentimentos, seus pensamentos e suas intenções ocultas, vocês criam a resistência.
De uma ou de outra forma, essa resistência sempre está ligada ao seguinte pensamento: “Não quero ser ferido” – quer esse ferimento seja real ou imaginário.
A resistência pode se ligar à obstinação, que diz, “Eu não devo ser ferido”; ao orgulho, que diz; “Nunca admitirei que possa ser ferido”; ao medo, que diz, “Se eu for ferido, provavelmente morrerei.”
A resistência expressa a falta de confiança no Universo.
Na verdade, a mágoa deve passar, pois, tanto quanto o mal, não se trata de um estado definitivo.
Quanto mais se vive o sofrimento em sua completa intensidade, mais rápido esse sofrimento volve ao seu estado original – energia fluida, movente, que cria a alegria e a benção.
Não importa se a resistência advém da pertinácia, do orgulho ou do medo, da ignorância ou da negação do que é.
A resistência obstrui à Fonte, o fluxo vital.
Ela cria muralhas que os separam da verdade e do amor – da sua unidade interior.
Uma pessoa na senda da evolução, que busque e tateie encarnação atrás de encarnação – realizando sua tarefa, acha-se num estado interior de conflito, como vocês sabem.
Num ser humano como vocês, uma grande parte já está livre e desenvolvida; mas há também em vocês desarmonia, cegueira, má vontade, resistência e mal.
O ser humano que se acha num estado de liberdade interior parcial – a verdade, o amor e a luz, por um lado; a teimosia, o orgulho e o medo, por outro – terá de encontrar a saída para esse conflito.
Uma parte da personalidade opõe-se à verdade de que esses sentimentos e atitudes negativas lá estão, e assim procede desistindo dessas coisas, ao passo que a outra parte se esforça por desenvolver-se e se purificar.
Esse estado dualista deve acarretar crise.
Permitam-nos enfatizar que essa crise é inevitável.
Quando dois movimentos opostos, duas formas de tensão existem numa pessoa, é mister que se chegue a um momento decisivo, que se manifesta na forma de uma crise na vida da pessoa.
Um movimento diz: “Sim, quero admitir o que é o mal; quero enfrentar a mim mesmo e deixar de lado o fingimento, que é mentira.
Quero desenvolver-me e dar o melhor de mim para que eu possa contribuir com a vida, assim como espero receber coisas dela.
Quero renunciar às posturas infantis e de enganação, a partir das quais tento me agarrar ansiosa e ressentidamente à vida, enquanto me recuso a dar-lhe algo exceto minhas exigências e frustrações.
Quero dar uma basta em tudo isso e suportar com confiança os reveses da vida.
Quero amar ao Criador aceitando a vida como ela é.”
O outro lado insiste em dizer:“Não.
Quero que as coisas sejam do meu jeito.
Quero até mesmo me desenvolver, ser decente e honesto, mas sem ter de pagar o preço de encarar, revelar ou admitir algo que me incrimine demasiadamente.”
A crise resultante deve pôr abaixo a estrutura interior deficiente.
Quando a orientação destrutiva é consideravelmente mais fraca do que a construtiva, a crise é um tanto menor, pois as deficiências podem ser extirpadas sem que se prejudique toda a organização psíquica.
Pelas mesmas razões, se o movimento para o desenvolvimento e a verdade é consideravelmente mais fraco do que o movimento de estagnação, de resistência e de energia negativa, a crise maior pode uma vez mais ser evitada por algum período; é possível que a personalidade permaneça estagnada por muito tempo.
Entretanto, quando o movimento para o bem é forte o bastante, e ainda assim a resistência continua a bloquear o movimento da personalidade como um todo – tornando-se confusa, sem horizontes e presa de atitudes falsas e destrutivas – alguma coisa deve ceder.
Suponham que vocês construam uma casa.
Parte do material de construção é sólido, bonito, de excelente qualidade.
Parte dele apresenta deficiências; trata-se de uma imitação barata, frágil.
Quando esses tipos incompatíveis de material se tornam inextricavelmente combinados, a estrutura não pode resistir.
Se o material estragado pode ser retirado sem que se prejudique a construção como um todo,então é possível evitar o abalo da vida dos habitantes.
O mesmo se dá com a personalidade – e esse ato de retirada do material depende inteiramente da determinação consciente da pessoa em questão.
Se a personalidade está embaraçada demais porque teve atitudes de resistência durante muito tempo e porque ainda lhe falta o ímpeto necessário, proveniente da boa vontade, só existe uma saída.
A estrutura terá de ser destruída para poder ser reconstruída de forma pura.
Semelhante processo requer um movimento energético quase impossível de descrever.
Resistir ao mal não significa encará-lo e aceitá-lo em vocês.
Essa resistência cria um grande acúmulo de energia, a qual, por fim, vem a explodir.
O sentido mais profundo da destruição que se segue é verdadeiramente maravilhoso.
Ela destrói o próprio mal que criou.
Infelizmente, é impossível transmitir a configuração que ocorre.
Grande parte da vida da pessoa é feita em pedacinhos.
O movimento energético da substância anímica desfaz a estrutura estragada, mesmo que isso signifique que, temporariamente, tudo parece fazer-se em pedaços; entretanto, as coisas de real valor se reconstroem a si mesmas automática e organicamente.
Imagine uma forma composta de movimentos contrários que remoinham e se precipitam, explodem e implodem e se destroem a si mesmos.
A substância anímica se fende e se reconstrói simultaneamente.
A criação está ocorrendo.
Toda crise é uma parte integrantes da criação.
Portanto, as pessoas ajuizadas acolhem e aceitam as crises, que eliminam cada vez mais as resistências.
Não resistam ao mal em vocês.
Ou seja, desistam das aparências, do fingimento de que o mal não faz parte de vocês.
Cedam, acompanhem o movimento da vida.
O processo de destruição/criação é uma visão magnífica para os olhos do espírito.
A entidade cega pode sofrer temporariamente, mas ela é muito benigna.
O processo é assustador, mas sua violência faz bem.
Novos movimentos acontecem; os antigos tomam outro rumo, assumem outra cor, outro matiz, outro som.
Se vocês mergulharem profundamente em si mesmos e sentirem intuitivamente o sentido da crise, poderão ter um vislumbre do processo criativo, simultaneamente criativo e destrutivo, no que concerne aos elementos anímicos imperfeitos.
A natureza eterna, máxima e essencialmente benigna da criação tem a sua expressão mais eloqüente no fato de que o mal, ao fim e ao cabo, deve destruir a si mesmo.
Ele pode sustentar-se por muito tempo, mas, por fim, virá a derrocada.
Todos vocês concordarão que a destruição da destrutividade é um fenômeno construtivo, criativo.
Dessa maneira, a longo prazo, toda destruição é construtiva e serve à criação.
Sempre: porém, na vida de uma pessoa, essa verdade nem sempre é óbvia.
Quanto mais vocês avançam na senda, mais tomam consciência dessa verdade.
Será útil se vocês puderem meditar para ter uma experiência plena desse fenômeno,porque, nesse momento, contribuirão com o processo em função das sua determinação consciente em renunciar a resistir ao mal em vocês, o qual vocês inequivocadamente acreditam que vem de fora.
Vocês podem diminuir a violência da destruição construtiva se o compromisso de vocês com a verdade assumir um novo ímpeto e se vocês desarraigarem a intencionalidade negativa e a mudarem numa intencionalidade positiva.
Quando vocês expressam a intencionalidade negativa em palavras concisas, vocês criam um novo movimento.
É isso o que lhes cabe; contudo, mesmo antes de fazer isso, pela consciência de sua própria má vontade deliberada, vocês estarão mais voltados à verdade e menos inclinados a expressar o mal, o que vocês às vezes fazem de modo hipócrita.
Vocês saberão quem são.
Por estranho que pareça, quanto mais vocês admitem o mal em vocês , mais dignos se tornam, mais têm consciência disso e se valorizam a si mesmos.
O mesmo se dá com o sofrimento: quanto mais vocês o aceitam, menos o sentem.
Resistir a ele às vezes só faz torná-lo insuportável.
Quanto mais vocês aceitam o ódio, menos odeiam.
Quanto mais aceitam a feiúra,mais belos se tornam.
Quanto mais aceitam a fraqueza, mais fortes são.
Quanto mais admitem suas mágoas, mais valor têm, independentemente da visão deturpada dos outros.
Essas leis são inexoráveis.
Essa é a senda que trilhamos.
“Dêem prosseguimento ao soberbo empenho de serem pessoas verdadeiras.
Se a sinceridade de vocês é posta em dúvida, vocês devem saber no fundo do coração onde estão – isso é tudo o que importa.
Sejam de fato quem são!”
Postado por MAORI MOJAV
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