GERRIT
GIELEN“CRIAÇÃO
CONSCIENTE:VIVENDO
EM ALINHAMENTO”TERÇA
FEIRA 10 FEVEREIRO DE 2026Será que realmente criamos nossa própria realidade?
Essa
pergunta atemporal desperta algo profundo dentro de nós — uma certeza
silenciosa de que a vida é mais do que mera coincidência.
Para
entender a resposta, precisamos primeiro reformular um dos conceitos mais
incompreendidos da sabedoria espiritual: o karma.
Com
muita frequência, o karma é visto como punição cósmica — um universo severo que
registra nossos erros passados, distribuindo dificuldades como retribuição por
injustiças cometidas nesta vida ou em outra.
Alguns
chegam a falar em “queimar” o karma, como se fosse uma dívida a
ser apagada por meio do sofrimento ou de rituais.
Mas
isso ignora a essência do que o karma realmente é.
O karma
não é punição.
Não
existe nenhuma força vingativa em nível cósmico esperando para nos fazer pagar.
Deus
— ou a fonte infinita de tudo — é amor, não retribuição.
O
karma é simplesmente o currículo amoroso da alma. Representa as lições que sua
consciência escolheu assimilar para que possa crescer, expandir-se e relembrar
sua verdadeira natureza.
Antes
de encarnar, sua alma mergulha nesta vida com uma intenção: aprender, evoluir,
tornar-se mais plenamente ela mesma.
Querer
queimar o karma é como querer queimar a própria alma.
Desafios
surgem — doenças, perdas, mudanças repentinas, o fim de um emprego ou
relacionamento — e nossa resposta instintiva é a resistência.
Ansiamos
por voltar no tempo, retornar a “como as coisas eram”.
Rotulamos
a experiência como “ruim” e a afastamos, recusando-nos
a enfrentá-la.
Contudo,
nessa recusa, perdemos o convite.
A
lição persiste, às vezes se intensificando até que não possa mais ser ignorada.
A
dor aumenta não como punição, mas como um sinal de compaixão — Abrace-me.
Aprenda
comigo.
Deixe
o passado para trás e dê um passo em direção ao crescimento.
RENDIÇÃO,
TRANSFORMAÇÃO E O VERDADEIRO PAPEL DO KARMA
Quando
finalmente nos rendemos — quando aceitamos a experiência, liberamos velhos
apegos e nos abrimos à transformação — a energia muda
O
karma, longe de ser um juiz externo, revela-se como a voz sábia de nossa
própria alma nos guiando para casa.
Essa
crença em um juiz cósmico externo torna impossível identificar-se com o criador
interior e, portanto, torna a criação consciente impossível.
Você
não pode realmente criar se acreditar que a força criativa fundamental do
universo está separada de você e quer puni-lo.
E isso
nos leva à criação consciente
Sim,
nós moldamos nossa realidade, mas o processo é sutil, complexo e profundamente
pessoal.
O que
experimentamos é a dança combinada de três forças internas:
1.
Nossa mente consciente — os pensamentos que escolhemos, as afirmações que
repetimos, as visões que cultivamos.
2. Nossas
crenças subconscientes — as suposições ocultas, muitas vezes formadas há muito
tempo e herdadas, que operam silenciosamente sob a superfície.
Todos os medos que não enfrentamos.
3. A
energia e o plano de nossa alma — a intenção mais profunda que nos trouxe até
aqui.
Considere um desejo comum: mais abundância,
talvez liberdade financeira.
No
nível consciente, você pode afirmar:
“O
dinheiro flui para mim facilmente”, visualizar prosperidade e tomar medidas
inspiradas.
No
entanto, se o subconsciente abriga a crença de que “pessoas ricas são gananciosas”
ou “a
riqueza corrompe”, então esse julgamento age como uma força
contrária invisível.
O
desejo consciente é sincero, mas a profunda desconfiança bloqueia o fluxo.
Não
importa quantas afirmações positivas você repita, a realidade permanece
inalterada até que o conflito interno seja visto e curado.
A
TERCEIRA FORÇA: A ALMA
Mas
ainda há uma terceira força em jogo, que é a alma.
Frequentemente,
nossos desejos conscientes estão enraizados no medo.
Queremos
dinheiro para nos sentirmos seguros, protegidos e no controle.
Por
trás desse desejo, reside a falta de confiança na própria vida.
A alma,
no entanto, cria a partir do amor.
A intenção
mais profunda da sua alma pode não ser a segurança financeira, mas sim aprender
a confiar — aprender que a vida o apoia, que você pode enfrentar a incerteza,
que seu valor não depende de controle ou acumulação.
Quando
o desejo consciente é impulsionado pelo medo e a direção da alma é guiada pelo
amor, a criação se torna conflituosa.
A
verdadeira criação acontece somente quando essas forças se alinham.
O plano
da alma está sempre enraizado no amor — na expansão, na coragem, em uma
confiança mais profunda.
Quando
suas intenções conscientes se harmonizam com esse impulso amoroso, a inspiração
pode surgir.
Ideias
fluem.
Sincronicidades
aparecem.
Você
se torna um canal para algo maior.
Você
sente o fogo criativo dentro de si — não como um esforço forçado, mas como um
alinhamento alegre.
Criando
em Harmonia
Quando
você tenta criar por medo, você trabalha contra a sua própria alma e as coisas
tendem a estagnar, desmoronar e você se sente exausto.
Quando
você cria com amor, você se sente inspirado, energizado
e profundamente alinhado.
Esta
é a força criativa da alma fluindo através de você.
Para
acessá-la, é necessário ter consciência.
Você
precisa se tornar consciente de suas crenças subconscientes — especialmente
aquelas que parecem tão “normais” que
você nunca questionou.
Você
não pode criar abundância enquanto sente ressentimento pela riqueza.
Você
não pode construir um relacionamento saudável enquanto acredita que os outros
não são confiáveis.
Nenhuma
quantidade de pensamento positivo pode superar crenças subconscientes
profundamente arraigadas.
O crescimento começa quando
você pergunta:
• No que eu realmente acredito?
• Do que eu tenho medo?
• Do que estou tentando me proteger?
Por
trás dessas perguntas reside a essência da criação.
A
verdade mais profunda é esta: o que você realmente quer não é dinheiro, amor ou
sucesso — é crescer.
Você
quer se tornar mais plenamente você mesmo.
Você
quer viver em maior conexão com a energia da sua alma.
Você
quer irradiar a sua luz.
Resumo
A
Chave para a Criação
A
chave para a criação consciente é o autoconhecimento.
Autoconhecimento
significa tomar consciência das suas crenças inconscientes, reconhecer os seus
medos sem rejeitá-los e integrá-los gentilmente à sua consciência.
E
além disso, significa reconectar-se com a parte mais profunda de você — a
centelha divina, a inteligência criativa que trouxe o universo à existência.
No nível
mais profundo, essa força criativa não está separada de você.
Quando
a consciência, o subconsciente e a alma se movem juntos, você se torna um ponto
de luz criativa.
A
vida não parece mais algo que acontece com você, mas algo que flui através de
você, e a partir desse lugar, a criação se torna fácil, significativa e
profundamente viva.
Os
desafios se tornam portas de entrada.
Os
desejos se tornam expressões da alegria da sua alma.
Você não
é vítima das circunstâncias.
Você
é um criador que está despertando.
O
universo não está contra você — ele trabalha através de você
Abrace
as lições.
Alinhe-se
com o amor que você é.
Nesse
alinhamento, você se torna um ponto de luz radiante — moldando consciente e
alegremente uma realidade que reflete a beleza e o poder da sua alma.
Ao
fazer isso, você inspira o mundo simplesmente por se lembrar de quem você
realmente é.
Canal/Autor: Gerrit Gielen
Fonte primária: https://www.jeshua.net
Tradução: Sementes das
Estrelas/Isadora Delya Damasceno Branco
https://www.sementesdasestrelas.com.br/2026/02/gerrit-gielen-criacao-consciente-vivendo-em-alinhamento.html


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