GERRIT GIELEN“EM RELAÇÃO AO AUTISMO:UMA ABORDAGEM ESPIRITUAL E CONSCIENTE DA ALMA”SEXTA
FEIRA 06 MARÇO DE 2026Na
visão convencional, o autismo é frequentemente considerado um transtorno do
desenvolvimento: um desvio que deve ser corrigido ou controlado para que a
criança possa se adaptar melhor à sociedade.
Uma
abordagem espiritual, no entanto, convida a um ponto de partida
fundamentalmente diferente.
A
questão central não é o que está faltando?
mas
sim o que essa criança veio trazer?
A
criança autista é caracterizada por uma pureza interior particular e uma
sensibilidade refinada.
Essa
pureza é frequentemente acompanhada de medo
— não tanto medo, mas um traço de
personalidade, mas como uma resposta de uma alma aberta e vulnerável a um mundo
que é energeticamente grosseiro, rápido e avassalador.
Esse
medo é direcionado principalmente aos outros e se expressa em evitar contato
visual, afastamento da comunicação e uma aparente falta de interesse na
interação social.
O
que é interpretado externamente como distância ou desinteresse é, na realidade,
uma forma de autopreservação.
Como
resultado, o desenvolvimento social pode ficar atrás do desenvolvimento
intelectual.
A
consciência da criança autista não é orientada principalmente para convenções
sociais, mas para experiências internas, padrões, verdade e essência.
Isso
geralmente faz com que a criança se sinta diferente desde cedo, o que pode
intensificar ainda mais o medo subjacente.
UMA
PERSPECTIVA ESPIRITUAL MAIS AMPLA
De
uma perspectiva espiritual, as crianças autistas podem ser vistas como parte de
um movimento energético mais amplo na Terra.
Eles
encarnam com uma frequência vibracional mais alta e não se adaptam às
estruturas, normas e energias existentes neste mundo.
Em
vez de se conformarem, eles espelham.
A
presença deles expõe onde nossa sociedade falha em autenticidade, segurança e
amor incondicional.
Muitas
vezes, sem palavras, eles pedem sintonia com um nível de consciência mais
alinhado com o mundo da alma:
mais
lento, mais honesto, mais puro e mais amoroso.
Estas
crianças obrigam os pais, os educadores e, em última análise, a própria
sociedade a transformar-se —não através da luta, mas através da sua presença.
Simplesmente
por serem quem são, eles revelam onde nosso mundo carece de segurança,
autenticidade e amor incondicional.
O
erro mais fundamental que pode ser cometido em relação ao autismo é abordar a
criança como algo que precisa ser corrigido.
Quando
uma criança sente constantemente que não é boa o suficiente como é, que precisa
mudar para ser aceita, uma
profunda ferida na alma é tocada.
A
criança autista é extremamente sensível a esta corrente subjacente.
Percebe
perfeitamente se é bem-vindo em sua essência.
A
rejeição, por mais sutil que seja, confirma o medo primordial:
Não tenho permissão para ser quem sou.
Em
resposta, a criança se retrai ainda mais e se fecha.
O
primeiro passo numa abordagem de cura é, portanto, a aceitação completa e
incondicional.
Reconhecendo
que esta criança veio trazer algo único —não apenas para o mundo, mas
especificamente para a vida dos pais.
A
criança não chega a esta família por coincidência.
Do
ponto de vista da alma, este é um encontro consciente:
a
criança convida os pais ao crescimento interior —ao abandono do controle, das
expectativas e do condicionamento, e à abertura para um conhecimento mais
profundo.
Amor
incondicional, neste contexto, significa não querer mudar a criança, mas vê-la
verdadeiramente. Reconhecendo seu ritmo, sua sensibilidade e sua verdade.
Dentro
deste campo de aceitação, o medo pode dissolver-se lentamente.
INTERESSE
GENUÍNO E PONTE DE CONEXÃO
O
segundo passo essencial é demonstrar interesse genuíno no mundo interior da
criança.
Ao
estar verdadeiramente presente com o que fascina a criança, abre-se uma ponte.
Quando
a criança sente que seus interesses, sua maneira de perceber e sua experiência
interior são importantes, surge
um desejo natural de conexão.
A
comunicação então não surge da pressão ou do treinamento, mas da segurança e da
ressonância.
O
desenvolvimento social e verbal segue organicamente, de
acordo com o ritmo da própria alma.
Em
última análise, relacionar-se com o autismo exige o reconhecimento da alma
humana como princípio orientador.
A
criança autista não simplesmente cruza seu caminho; é um professor que convida
os pais ou cuidadores a elevar a consciência a um nível mais alto.
No
espelho da sua pureza, encontramos o caminho de volta aos nossos próprios
corações.
Nesse
sentido, a criança autista eleva não apenas a sua própria consciência, mas
também a dos pais.
É
um caminho de transformação, no qual o amor, a presença e a consciência da alma
ocupam o centro das atenções.
O
autismo torna-se assim não uma limitação, mas um convite a uma forma mais
profunda de ser humano
Canal/Autor: Gerrit Gielen
Fonte primária: https://www.jeshua.net
Tradução: Sementes das Estrelas/Cassianno Rossi
https://www.sementesdasestrelas.com.br/2026/03/gerrit-gielen-em-relacao-ao-autismo-uma-abordagem-espiritual-e-consciente-da-alma.html/


0 comments
Postar um comentário
Por favor leia antes de comentar:
1. Os comentários deste blog são todos moderados;
2. Escreva apenas o que for referente ao tema;
3. Ofensas pessoais ou spam não serão aceitos;
4. Não faço parcerias por meio de comentários; e nem por e-mails...
5. Obrigado por sua visita e volte sempre.