LEO
BABAUTA“LIBERDADE
COMPLETA”TERÇA FEIRA 10 MARÇO DE 2026Como seria libertar sua mente de uma forma que lhe desse uma
sensação de liberdade e expansão, levando à paz interior?
Essa é a
pergunta que filósofos e sábios vêm fazendo desde que existimos.
Alguns
deles chegaram a respostas muito interessantes.
A
liberdade interior é possível.
Hoje,
convido você a experimentar um exercício para alcançar esse tipo de liberdade
mental.
Experimente
de verdade, se você já desejou paz interior e contentamento.
Vamos
por esse caminho, um passo de cada vez.
PRIMEIRO PASSO:
OBSERVE COMO CRIAMOS SENTIMENTOS RUINS
Observe
como criamos tantos sentimentos ruins sobre nós mesmos e sobre os outros.
Essas
são criações da nossa mente — não são “imaginárias”, mas sim limitações
e dores reais que criamos para nós mesmos.
Deixe-me
listar algumas maneiras pelas quais fazemos isso:
Nós nos
fazemos sentir mal o tempo todo.
Eu
não fui tão produtivo quanto gostaria, então me sinto mal.
Eu
não atingi minhas expectativas, não me exercitei, não estava tão no controle
das coisas.
Então
me sinto mal por isso.
Talvez
eu tenha sido um mau pai/mãe ou um mau amigo/amiga, então me sinto mal.
Criamos
expectativas para nós mesmos que nos fazem sentir mal.
Queremos
que os outros se sintam mal porque não estão atendendo às nossas expectativas.
Evitamos
as coisas porque temos medo de sermos inadequados.
Evitamos,
procrastinamos e permanecemos na zona de conforto por medo de sermos
inadequados.
Ficamos
ansiosos com frequência porque nos preocupamos que os outros possam pensar que
somos inadequados.
“O que eles pensam de mim?
Será que me acham burro, feio, desajeitado ou malvado?
Será que gostam de mim?”
Você
pode perceber que as expectativas que criamos nos fazem sentir
mal conosco mesmos, nos sentir mal com os outros, nos sentir inadequados.
Essas
expectativas são criações mentais.
Essas
criações não são um problema.
Estou
apenas pedindo que você as observe.
SEGUNDO PASSO:
PERCEBA COMO É, SEM ISSO
Tente
imaginar como seria a vida se você parasse de se sentir mal o tempo todo.
Como
seria se você não tivesse expectativas em relação a si mesmo?
Às outras pessoas?
Ao mundo?
Como
seria se você não precisasse mais se preocupar em ser inadequado ou uma pessoa
boa o suficiente?
Para
mim, imaginar este momento sem tudo isso… é uma sensação de paz.
Não
há preocupação em ser suficiente — eu já sou suficiente.
Não
há julgamento dos outros — eles também são suficientes.
Não
há nada que realmente precise ser feito, porque este momento também é
suficiente.
Que paz!
TERCEIRO PASSO:
TENTE ELIMINAR OU MUDAR AS CRIAÇÕES MENTAIS
É uma
habilidade incrível perceber quando você tem uma criação mental como uma
expectativa, ou alguma ideia de que você é inadequado, ou alguma ideia de que
os outros são ruins.
Se
você conseguir perceber as criações mentais, poderá eliminá-las.
Ou
criar algo diferente que faça você se sentir mais animado, em paz ou grato.
Para que fique claro: não estou
dizendo que você nunca deva se sentir mal.
Somos
humanos, temos emoções e todas elas são normais.
Mas
mesmo quando as emoções surgem, e se deixássemos de lado a expectativa de que
deveríamos nos sentir diferentes e simplesmente aceitássemos a emoção como ela
é, como parte de um momento perfeito como é?
Se você
perceber a criação mental — uma expectativa, um desejo de que as coisas sejam
diferentes, a ideia de que você é inadequado ou que outra pessoa é má — tente
fazê-la desaparecer.
Como
fazer uma imagem mental simplesmente puf!
Desaparecer!
Ou tente
criar uma nova imagem mental — que nova maneira de se ver, de ver a
outra pessoa ou este momento criará algo novo?
Por exemplo:
Gratidão:
Podemos
sempre encontrar algo pelo qual sermos gratos, imaginando este momento sem
isto.
Eu
posso ser mais grato pelos meus entes queridos se imaginar um mundo sem eles.
Posso
até ser mais grato por pessoas com quem discordo politicamente… se imaginar um
mundo sem outros seres humanos.
Compaixão:
Ajuda-me
pensar em alguém que está se comportando mal… como alguém que está sofrendo,
ansioso, estressado.
Isso
não justifica o mau comportamento, mas posso sentir mais compaixão por essa
pessoa e ficar mais em paz interiormente, sem ter que carregar ressentimento.
Conexão:
Quando
começo a julgar outras pessoas, consigo imaginar as maneiras pelas quais somos
semelhantes.
Se elas são egoístas, consigo me lembrar de como eu também sou
egoísta às vezes?
Se elas são sem consideração, consigo me lembrar de como eu também
sou sem consideração às vezes? Imaginar como somos semelhantes me
ajuda a me sentir mais conectado aos outros.
Maravilhosidade:
Consigo
imaginar qualquer objeto ou momento comum com um senso de admiração e magia.
Isso
me dá uma sensação de estar maravilhado — que coisa maravilhosa é este mundo!
Curiosidade:
Quando
me sinto bloqueado gosto de tentar visualizar a pessoa ou a cena à minha frente
como se fosse algo totalmente novo, que eu nunca tivesse visto antes — não só
sinto mais admiração, como também consigo ficar mais curioso sobre essa coisa
fascinante à minha frente.
Esses
são apenas alguns exemplos, mas podemos mudar nossa criação mental de infinitas
maneiras.
E
isso pode nos libertar, a qualquer momento.
Deixe-me
observar que isso é mais fácil dizer do que fazer, às
vezes.
É
difícil quando estamos presos à nossa criação mental e não conseguimos enxergar
nada diferente.
Tudo
bem — não precisamos sempre ser livres.
Também é
difícil perceber que estamos presos nisso e lembrar de nos libertar. Isso pode
levar muito tempo e prática.
Este
artigo não resolve esse problema, mas apenas aponta para o mecanismo da
liberdade mental.
Você
também pode notar quaisquer objeções que tenha a esse tipo de libertação.
Talvez
pareça errado de alguma forma, ou impossível.
Isso
também é uma criação mental, e acho fascinante que a tenhamos!
Protegemos
nossas criações, geralmente porque fazer qualquer outra coisa parece errado.
Independentemente
de como você adote essa metodologia, desejo-lhe paz e liberdade.
Com
amor,
Leo Babauta | Hábitos Zen
Canal: Leo Babauta
Fonte primária: https://zenhabits.net/
Fonte Secundária: https://eraoflight.com
Tradução: Sementes das Estrelas/Iara L. Ferraz
https://www.sementesdasestrelas.com.br/2026/03/leo-babauta-liberdade-completa.html/


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