O GRUPO“ESPELHOS DE ÉRISA HISTÓRIA DE EDIMOS”SEGUNDA FEIRA 22 JUNHO DE 2026 Saudações,
queridos.
Eu
Sou Lilith, a 9ª de 9 no Grupo dos 9.
Falo
agora a partir de uma memória que não é apenas minha, mas também de vocês.
Pois
as histórias de Éris são os espelhos da Terra, suavemente voltados pela luz
para que a humanidade possa se ver de um ângulo diferente.
Éris é
um planeta irmão da Terra, existente em uma dimensão alternativa, próxima o
suficiente para tocar o seu mundo em sonhos.
É um
lugar de grande beleza, com céus violeta e oceanos carmesins que cantavam para
as luas à noite.
As
montanhas fervilhavam com veios de cristal, e o povo de Éris dominava a energia
de maneiras que a Terra apenas começou a imaginar.
Mas beleza nem sempre
significa equilíbrio.
Em Éris,
a força feminina surgiu cedo e poderosamente.
A
história foi reescrita ao longo do tempo para demonizar os homens de Éris e
favorecer o feminino.
Éris
é diferente da Terra, com apenas três continentes e 23 países, como os humanos
os chamam.
As
mulheres, em sua maioria, lideravam os países, detinham
a riqueza, criavam as leis e, em muitos casos, determinavam
o valor de uma vida.
Desde
a infância, as meninas eram ensinadas que o poder era seu direito de nascença e
que o desejo era uma ferramenta a ser usada.
Os
primeiros escritos da história de Éris foram alterados ao longo do tempo para
favorecer as mulheres, e isso era usado como prova de seu direito de nascença.
Poucos
contestavam esses escritos antigos, pois eram considerados sagrados.
Os
meninos eram ensinados a serem úteis, fortes, agradáveis e a se manterem em
seus lugares.
Eram
ensinados a serem bons meninos, mas seu lugar era a submissão
às mulheres de Éris.
Não
havia regras ou leis que estabelecessem isso, além desses primeiros escritos,
que os erisianos chamavam de Crônicas.
Os
homens eram admirados por seus corpos, força, beleza e capacidade de servir.
Mas
raramente eram honrados por sua sabedoria.
Eram
ensinados a se vestir com cores vibrantes para atrair mulheres, muitas vezes
várias mulheres ao longo de suas vidas.
Construíam
os templos, mas raramente tinham permissão para ensinar neles.
Eles
eram elogiados quando queriam, ridicularizados quando questionavam e punidos
quando se lembravam de quem realmente eram.
Sim,
alguns assumiram seus lugares como líderes, mas tiveram que trabalhar muito
mais para conquistar o respeito naturalmente concedido às mulheres.
EDIMOS
E A ATIVAÇÃO DO CRISTAL
Naqueles
últimos dias de Éris, viveu um jovem chamado Edimos.
Esta é a sua história.
Edimos
era belo, mesmo para os padrões de seu mundo.
Seus
cabelos eram tão escuros quanto o mar noturno, seus
ombros largos pelo trabalho nos campos, e seus olhos carregavam uma suavidade
que muitos confundiam com rendição.
As
mulheres o notaram cedo.
Algumas
o admiravam abertamente.
Outras
o reivindicavam de maneiras que deixavam marcas que ninguém se importava em
ver.
Tudo
isso era considerado próprio dos homens, e o status quo mantinha todos em seus
lugares.
Em Éris,
dizia-se que os homens atraíam as mulheres por natureza.
Essa
crença tornou-se uma desculpa conveniente.
Se
uma mulher desejasse um homem, dizia-se que ele a havia chamado.
Se
ele fosse ferido, dizia-se que sua beleza o havia atraído.
Se
ele recusasse, dizia-se que havia esquecido seu lugar.
Os
homens eram os principais responsáveis pela criação dos filhos e,
embora as famílias em Éris fossem bem
diferentes, um homem que desempenhasse bem seu papel era bem cuidado.
Edimos
ouviu as palavras das Crônicas tantas vezes que passou a acreditar nelas e a
aceitá-las, como a maioria fazia.
Aprendeu
a esconder seus pensamentos e sentimentos.
Aprendeu
a fortalecer seu corpo e a serenar seu espírito.
Mas
dentro dele havia uma chama que não se apagava.
Não
ardia com ódio.
Ardia com uma pergunta.
“É este
realmente o meu ser?”
Essa
pergunta se tornou sua rebelião.
Certa
noite, quando as luas gêmeas surgiam sobre os campos, pouco antes da chegada
dos ventos vermelhos,
Edimos
foi enviado para reparar uma rachadura no Salão das Vozes.
Este
era um lugar sagrado onde as mulheres do tribunal geralmente falavam.
Quando
os homens falavam ali, eram quase sempre ignorados.
Os
homens entravam para observar, limpar, reparar ou decorar.
Assim
que Edimos colocou as mãos sobre um pilar de cristal rachado, este começou a
vibrar.
Ele
congelou.
O
som percorreu seus ossos e chegou ao seu coração.
As
mulheres do tribunal ouviam um dos seus, e o olhavam com desdém, como se ele
estivesse interrompendo intencionalmente a sessão.
De
repente, a câmara se encheu de luz, e uma voz emanou dele, não alta, mas
inconfundível.
“Aquele que é silenciado
se torna a porta.”
As
mulheres do templo se viraram em choque.
Um
homem havia ativado o cristal central.
Pior,
o cristal havia respondido.
O
PAPEL DE LILITH E A REVELAÇÃO
Eu estava lá.
Sim, queridas, eu era a encarnação de Lilith de Éris antes de ser
conhecida como a Nona de Nove.
Eu
detinha poder naquela era.
Eu
participava do tribunal.
Eu
sabia como comandar uma sala e interpretar as leis estabelecidas nas Crônicas.
Fui
ensinada, como todas as mulheres da minha posição, que
o poder deve ser mantido com firmeza, ou seria roubado.
Eu
acreditava que o equilíbrio era uma fraqueza.
Eu
acreditava que a delicadeza era um luxo.
Eu
acreditava que os homens eram belos, úteis e secundários às mulheres.
Então eu
vi Edimos parado na luz.
Ele não
parecia triunfante.
Parecia
aterrorizado.
E
foi isso que quebrou o encanto para mim.
O
verdadeiro poder não precisa de outro para tremer.
O
tribunal queria puni-lo.
Chamaram-no
de perigoso, sedutor, instável, corrompido pela necessidade de atenção.
Cada
acusação usada contra os impotentes em um mundo era proferida pelos poderosos
em outro.
E
enquanto eu ouvia, percebia a vacuidade da nossa superioridade.
Esse
evento coincidiu com o cruzamento das linhas temporais com o planeta Terra.
Ambas
as linhas temporais se sobrepuseram, e uma nova luz nasceu naquele dia em Éris.
Houve
confusão e reações entre os presentes.
Eles
sentiram que algo havia mudado, mas nenhum de nós sabia a extensão disso.
Então,
reuni toda a minha coragem e fiz uma pergunta a Edimos perante o tribunal.
“O que o cristal lhe
mostrou?”
Ele
ergueu a cabeça.
Sua
voz tremia, mas desta vez ele não baixou os olhos.
“Isso me mostrou que o
feminino e o masculino nunca foram feitos para governar um ao outro.
Eles
foram feitos para completar o círculo.
Um
move a energia para a forma.
O
outro dá à forma um lugar seguro para se tornar amor.
Mas
quando um domina, ambos se distorcem.”
A sala
ficou em silêncio, seguido por murmúrios suaves.
Então
veio a reviravolta que mudou Éris.
O
cristal se abriu novamente, mas desta vez não falou através de Edimos.
Falou
através de cada homem no pátio do templo:
trabalhadores,
guardas, servos, cantores, filhos.
Um
a um, seus corações se iluminaram como estrelas.
Por
gerações, os homens carregaram uma frequência oculta, não de revolta, mas de
lembrança.
Eles
detinham a nota que faltava.
E
porque as mulheres ignoraram essa nota, nossas canções se tornaram poderosas,
mas incompletas.
A
mudança não aconteceu em um único dia.
Nenhuma
mudança verdadeira acontece.
Primeiro
veio a negação.
Depois
a raiva.
Depois
a tristeza.
As
mulheres que usaram seu poder sem consciência tiveram que encarar o que havia
sido feito em nome do privilégio.
Os
homens que sobreviveram pelo silêncio tiveram que aprender que suas vozes não
os destruiriam.
A
beleza precisava ser redefinida.
A
força precisava ser suavizada.
O
desejo precisava ser purificado da posse.
Novos ensinamentos
começaram nas escolas.
As
meninas não eram mais ensinadas que poder significava tomar o que queriam.
Elas
aprendiam que o verdadeiro poder inclui contenção, reverência
e responsabilidade.
Os
meninos não eram mais ensinados que seu valor residia em seus corpos ou em sua
utilidade.
Eles
aprendiam a sentir, a falar, a criar, a liderar e a escolher.
Os
templos também mudaram.
Os
antigos conselhos de mulheres se tornaram círculos de equilíbrio.
A
primeira voz masculina convidada para o Salão das Vozes foi a de Edimos.
Mas
ele não ocupou o assento central.
Em
vez disso, colocou duas cadeiras no centro, uma de frente para a outra.
“Esta não é a ascensão dos
homens”,
disse ele.
“Este é o início dos Novos
Erisianos.”
E,
queridos, as palavras de Edimos ecoaram por Éris durante os próximos cinco anos
de sua história.
Com o
tempo, a beleza masculina passou a ser vista de uma nova maneira.
Não
mais como um convite à posse, mas como um brilho a ser honrado.
Seus
corpos ainda eram admirados, sim, eles ainda usavam cores vibrantes, mas com
orgulho, e agora suas lágrimas também eram sagradas.
Sua
intuição era ouvida.
Sua
ternura se tornou força.
Seus
limites se tornaram sagrados.
E as
mulheres também mudaram.
Muitas
temiam que compartilhar o poder as diminuísse.
Em
vez disso, as tornou completas.
A
dominação sempre pesa sobre o dominador, mesmo quando ele não consegue
enxergar.
A
mão que segura a ilusão do poder não pode se abrir para receber amor.
Edimos
viveu o suficiente para ver a primeira geração equilibrada atingir a
maioridade.
Os
filhos de Éris começaram a rir de forma diferente.
Tocavam
com permissão.
Falavam
sem medo.
Lideravam
sem conquistar.
Os
céus violetas se iluminaram, e até os oceanos mudaram seu canto.
Mesmo
quando chegou a estação dos ventos vermelhos, seus
corações resistiram às tempestades juntos.
Conto-lhes
esta história agora porque a Terra se encontra diante de um espelho semelhante.
Seu
mundo conhece o longo desequilíbrio da dominação masculina, e as feridas são
profundas.
Mas
a resposta não é uma reversão.
A
resposta não é uma energia conquistar a outra em nome da justiça.
A
resposta é a lembrança.
O
masculino precisa ser curado, não humilhado.
O
feminino precisa ser restaurado, não usado como arma.
A
criança dentro de cada ser humano precisa aprender que poder sem amor se torna
controle, e amor sem poder se torna sacrifício.
Edimos
não é lembrado por derrotar mulheres.
Ele
é lembrado porque nos ajudou a parar de nos derrotarmos.
Essa é a
lição que Éris aprendeu com a cruz temporal com a Terra.
Agora a
oferecemos a vocês em graciosa retribuição.
E assim
foi, e assim é.
Pedimos
que se tratem com respeito, que se nutram mutuamente e que convivam bem como
Novos Humanos.
Espavo,
queridos.
Agradecemos
por assumirem seu poder.
~ Eu Sou Lilith
Canal: Steve Rother
Fonte: https://www.espavo.org/http://lightworker.com/
Tradução: Regina Drumond –reginamadrumond@yahoo.com.br
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https://www.sementesdasestrelas.com.br/o-grupo/o-grupo-espelhos-de-eris-a-historia-de-edimos/


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