HISTÓRIA DO PAI EUSÉBIO AFRICANO(PARTE 2 / FINAL) E RECOMEÇOS,CANALIZADA POR NEVA DURANTE AULA EM 12.01.2026QUINTA
FEIRA 22 JANEIRO DE 2026É
filhos, quantos recomeços…
Não é filhos?
Nas
nossas vidas…
Vocês
têm recomeços todos os dias.
Não é verdade?
Todo dia
vocês têm um recomeço.
A
oportunidade de fazer alguma coisa diferente, de fazer algo novo.
Olhar
para frente, meus Filhos!
Olhar
para frente.
É
isso que nós insistimos nesse chamado com vocês.
Olhar
para frente!
Vocês
precisam olhar para frente. Vocês precisam confiar na espiritualidade que ajuda
vocês, no “caminhador”
de vocês, e nas promessas de nosso Senhor Jesus Cristo, que sempre cumpre nas
nossas vidas.
Meus
filhos, vou falar uma coisa para vocês, meus filhos:
a
sua conduta, meus filhos, a sua ética, a sua moral, a sua autenticidade, meus
filhos, a verdade como você se conduz neste mundo, meus filhos, é a força
motora, é a força luz, que vai impulsionar em vosmecê os recomeços,
meus
filhos.
É
isso.
Muitas
vezes vocês vão ser tentados a permanecer nos velhos padrões, porque é muito
cômodo.
Não é, meus filhos?
Se
deixar, se vocês deixarem a mente tomar conta, meus filhos, vocês nem se
levantam de manhã.
Porque
na cabecinha de vocês, que às vezes fica cheia das caraminholas…ah, tudo de
novo, não é?
Vou
fazer tudo de novo.
Parece
que os dias são todos iguais, não é?
Mas
não é meus filhos, são recomeços.
Deus
nos dá os recomeços constantemente em sua misericórdia.
Mas
não se esqueçam da conduta, da ética e da verdade.
Porque
meus filhos, o “tentador”
vai querer continuar puxando vocês para as velhas maneiras, para os velhos
comportamentos, meus filhos.
Assim,
como naquele dia naquela senzala, com aquela bolsinha…o que tinha
dentro da bolsinha?
Muita
joia, muito ouro, muitas especiarias, hein, meus filhos?
E
aí, naquele desespero todo quando aconteceu outra confusão…
Isso
também perto da nossa libertação.
Peguei
minha trouxinha, nem me dei conta do que eu estava levando, e levei embora.
Saí
sozinho no meio da mata, meus filhos.
Fugido?
Em
parte…
Primeiro,
nós já estávamos sendo livres no plano espiritual, depois tinha que sair dali
porque houve muitas invasões em fazendas vizinhas.
Deu
uma loucura em alguns senhores e que alguns senhores também tinham certa briga
com a Sinhá lá da fazenda, que eu fazia parte, e ele julgava que tinha negro
que era dele.
Imagina
a confusão.
E
mandou invadir.
E
nós ó… para o meio do mato.
Levei
aquela mochila.
E
eu poderia ter aproveitado bem, não era mesmo, meus filhos?
Mas,
eu nem sabia.
Depois,
meus filhos, de embrenhado naquele mato por uns oito dias de diante, comendo
algumas folhas, alguns frutos, bebendo as águas das cachoeiras – por isso que
sou magro –
resolvi mexer nos meus panos, me deparei:
muito
ouro, as pedras de ouro, as moedas, as especiarias, eu
nem sabia o que era.
Eu
sabia o que era ouro porque não tinha como não saber.
E o que que eu vou fazer com isso?
O que vocês fariam no lugar do velho?
O que que vocês fariam?
Conta
para o velho.
Alunos:
“Se
eu soubesse onde estava, assim, eu ia correndo devolver, porque eu ia me sentir
muito culapada de ficar com aquilo.”
“Com a consciência de hoje, devolvia.”
O Pai volta a falar:
Por que
devolver?
Como é que você ia recomeçar?
Não
é verdade, como é que você ia recomeçar com uma coisa, com uma bagagem, com algo
que não era seu?
Não é, meus filhos?
Mas
como é que eu vou devolver para a Sinhá se eu não sei onde ela está e se eu
volto para ela, ela me pega de novo.
Hein, meus filhos?
Ô
dilema!
Não é verdade?
Aí,
uma noite, matando os mosquitos mordendo, acordava e dormia, em uma dessas lá
no meio do mato, eu sonhei com um espírito, muito bonito, com penacho grande, colorido.
Quem é?
Isso…
É
meus filhos, sonhei com o Grande Oxalá.
Ele,
na roupagem do Pai
Seta Branca, falou:
“Você sabe o que tem que fazer.”
Eu
acordei, respirei e comecei o caminho de volta.
Mais
oito dias andando.
Cheguei
no lugar, na fazenda.
Estava
lá a Sinhá, com a mão na cabeça, sem entender direito o que tinha acontecido,
porque ela voltou, quando começou os burburinhos, nem foi direito.
E
ela viu esse Negro entrando, e ela ficou sem reação.
Você podia ter fugido, não é?
Você
podia ter ido embora.
Peguei
a sacola, e falei: aqui
minha Sinhá, isso é seu.
Ah, seu
Negro sem vergonha!
Você
me roubou.
Não
senhora.
Nessa
confusão toda aí, misturaram nossas coisas.
Como não?
E para convencer ela?
Eu
só senti a presença de Oxalá.
Calma!
Respira!
Fala
a verdade.
Estou
falando.
Falei
para ela:
ó, foi assim, assim, assim e assim…
Ah, seu Negro, como é que eu vou confiar em você?
A
senhora pode confiar, pode acreditar ou pode não acreditar.
Mas
é só raciocinar um pouco.
É
só raciocinar um pouco.
Não é verdade?
Aí
ela parou, olhou para o horizonte, ainda cheia do orgulho.
É
mesmo!
Porque
não fazia sentido, eu voltar.
Podia
ter ido se eu quisesse.
Ela
pegou, e ainda perguntou se eu podia ficar lá para ajudar ela.
Eu
falei:
ó Sinhá, eu sou livre!
Advinha o que aconteceu?
A
ajudei, fiquei do lado dela, e passei a ser o Preto ali que ela confiava, se
bem que só tinha eu.
Hehehe…
A coisa
começou a se organizar, e eu nunca senti tanta paz como eu senti naqueles
tempos.
Ah, mas ali foi um recomeço para você?
Foi.
Sim.
Você não ficou com raiva das vezes que ela mandou surrar você?
Não.
E tudo que aconteceu?
Aconteceu.
Filhos,
os novos começos, meus filhos, não tem jeito.
Vocês
precisam com muito amor, deixar o passado para trás.
Não
é esquecer, que você não vai esquecer.
É
ressignificar a experiência.
Você
só vai conseguir seguir adiante, filhos, dessa forma.
E
mais, a sua moral, a sua conduta, a sua ética, vão continuar sendo advogados de
vocês.
É
filhos!
É.
A justiça de nosso Senhor não falha nunca.
Filhos,
aquela Sinhá antes de ser quem ela era… esse Velho, antes de ser quem era… nós
vivíamos lá em Roma.
Esse
velho era do Senado.
E
eu era uma pessoa muito ambiciosa por terras.
Eu
queria terras.
Quanto
mais terras eu tivesse, melhor.
Eu
mandava aqueles que trabalhavam para mim, ir aos lugares e tomar posse, porque
eu julgava de direto.
E
eu era muito orgulhoso.
Tinha
um lugar, uma fazenda de pessoas bem-sucedidas, mas
eu não admitia alguém mais bem sucedido naquela região, do que eu.
Mandei
invadir.
Mandei
pegar tudo.
E
no combate lá, os meus homens, eles mataram os pais de uma menina.
Quem era a menina?
Isso…
Agora filhos, adivinha quem cuidou da Sinhá, na velhice dela, até
ela morrer?
Ela
virou minha filha.
Não foi?
Ela
virou minha filha.
Salve!
Aí,
tanto amor, em nome de nosso Senhor, que foi deixado ali naquele lugar, no
leito de morte dela.
Para quem ela deixou as coisas?
Mas
eu não queria…
Porque
o peso na alma ainda, eu não sabia do nosso transcendental, eu não sabia.
Mas,
depois Oxalá me disse no sonho: você está cumprindo
a sua missão.
Você
está concluindo a sua missão.
Receba
o que ela está dando para você.
Ali,
em minha consciência, fora do corpo, ele me mostrou tudo o que tinha acontecido
lá em Roma.
Mas
aí eu falei, mas Senhor, eu não sou digno de receber, porque
eu já fiz tudo o que eu fiz.
Aí
ele falou, filho, o amor cura tudo, filho.
O
amor cura tudo.
Você
passou 12 anos cuidando dela, 12 anos.
E
ela deixou tudo para você.
Tudo
para você.
Fique.
Acordei
no corpo, ela nos últimos momentos dela, reforçou que eu devia cuidar de tudo e
que ela nunca tinha sido amada, como foi por esse Velho, e nem cuidada.
Ela
desencarnou, eu mesmo enterrei, cuidei de tudo.
Veio
os povos da vizinhança, ajudou.
Mas,
é claro havia o preconceito.
Esse Preto, vai ficar com tudo?
Óbvio
que teve briga, mas filhos, eu estava tão em paz com meu coração, com minha
caminhada, com o recomeço que me trouxe a missão que hoje vocês têm a
oportunidade, de junto com esse Velho vivenciar.
Muita
coisa que estava ali, filhos, eu saí doando.
Por quê?
Quem eram os que recebiam doação?
Mas quem eram eles lá em Roma?
Isso
filhos!
Ah, você não ficou com nada?
Eu
fiquei, com minha dignidade.
Filhos,
no recomeço de vocês, sigam, sigam em Paz.
Parem
com essa mania de ficarem se agarrando às coisas do passado.
Se
apeguem com o Senhor Oxalá, chama o Velho aqui para ajudar, que vamos ajudar.
Sabemos
filhos, que vocês carregam muitos traumas.
E
o trauma não é o processo que vocês viveram.
O
trauma é o que ficou energeticamente no corpo pela vivência da coisa.
E
hoje, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, nós estamos puxando as forças para
ajudar vocês a liberar os traumas que vocês trazem.
Onde
dói no corpo, a energia precisa fluir.
Onde
dói no corpo, filhos.
A
energia precisa fluir.
E
nós vamos trabalhar com essa força hoje, meus filhos.
Nós
vamos trabalhar com essas, com essas energias hoje, meus filhos.
Se
vocês quiserem, hoje aqui, filhos, tem um monte de Preto Velho Africano que
está presente em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, pedindo a permissão para
trabalhar com vosmecê no socorro desses traumas para que vocês possam dissolver
as bolhas que esses traumas trazem e que atrapalhem o “caminhador” de vida de vocês.
Vamos
elevar o pensamento a Jesus.
Vamos
elevar o pensamento a nosso querido Oxalá, à nossa Mãe Santíssima, para que as
forças desçam do céu e alcancem o coração de vocês, ajudando na liberação dos
traumas, meus filhos.
Para
que vocês sejam livres.
Para
que vocês se libertem, meus filhos.
A
época da escravidão passou, meus filhos.
Não
sejam escravos dessas dores.
Liberem,
meus filhos.
Deixem
que esses processos encontrem sua paz e seu equilíbrio na força que nosso
Senhor Jesus Cristo está trazendo agora para todos vocês.
Vejam
que luz bonita dourada que desce sobre vocês agora, meus filhos.
Vejam
as portas do céu se abrindo para vocês, meus filhos.
No
socorro dos seus processos.
Não
tenham medo de dar os passos que vocês precisam dar.
Não
tenham medo de serem autênticos, de viverem a verdade da alma de vocês, meus
filhos.
Isso
agrada a Deus.
A
verdade, meus filhos.
Sejam
amorosos com vocês mesmos.
E
sigam o caminho de vocês, na Paz. Sem levar nada de ninguém.
Nenhum
saco cheio de nada.
Venham
com esse velho em pensamento, àquela senzala.
Sentem-se
no chão da senzala ouvindo os batuques, nos nossos tambores, na puxada das
forças, nos reinos de Oxalá.
Sintam
o aroma da arruda e a força de Nosso Senhor Jesus, descendo sobre todos, dando
um impulso para vocês seguirem adiante, meus filhos.
Não
tenham medo de seguir adiante.
Vocês
são muito amparados!
E
hoje, vocês vão estar sobre toda essa Força Africana que vai mexer nos campos
de vocês.
Que
vai ajudar a limpar, que vai ajudar a liberar, para que vocês possam seguir.
Vocês querem seguir?
Deixar
tudo para trás, especialmente o que não pertence a vocês?
Para
um novo recomeço, onde vocês estejam leves.
Graças a
Deus!
Graças
a Deus, meus filhos!
Salve a
Força Africana.
Salve
a Força de Pai Eusébio.
Salve
a Força desse Preto Velho, meus filhos.
Graças a
Deus, meus filhos.
Que
bom, meus filhos.
Graças
a Deus.
Vamos
seguir.
Vamos
seguir nosso “trabalhador”.
Com
Fé em Jesus, fazendo o que nos cabe.
Sem
querer pegar serviço que não cabe a você.
Sem
querer carregar nada de ninguém.
Fazer o seu, não é, meus filhos?
Fazer
o seu.
Que
nosso Senhor Jesus abençoe e ilumine.
E
eu vou estar por aqui, podem fazer o “chamador”.
Eu
vou manifestar, vou estar perto e vou ajudar, se você quiser, se você confiar,
e se você deixar.
Salve!
Salve a
Força de Pai Euzébio.
Salve
a luz desses Pretos Velho aqui presentes.
Graças
a Deus.
Graças
a Deus.
Hehehe….
Salve
em Deus e graças a Deus.
Salve
a Força de Euzébio.
Salve!
Salve
a força de Nosso Senhor Jesus.
Salve
a Força Luz de Oxalá.
Graças
a Deus.
Salve
a Força de Caboclo.
Salve
a Força de Cabocla.
Salve
a Força de Iemanjá.
Salve a Força do Mar, não é meus filhos?
Graças
a Deus.
Salve
a nossa Mãe Santíssima.
Salve
Maria de Magdala.
Graças
a Deus.
Graças
a Deus.
Graças
a Deus.
Fiquei
sabendo…alguém me contou que a Filha está mexendo nas forças para contar umas
fofocas.
Graças
a Deus.
Vamos
preparar esses plexos, meus filhos.
Porque não é só o saber, não é?
Informação
também vem junto com o trabalho.
Salve
em Deus.
Graças
a Deus.
Qualquer
coisa, faz o “chamador”
que eu venho.
Está certo?
Vou
desincorporar, mas vou fazer um defumador em todo mundo.
Graças
a Deus.
E Jesus abençoe
viu, meus filhos?
Que
Jesus lhes dê as firmezas necessárias para que vocês possam seguir na vida.
Graças
a Deus.
Bem
em Paz.
Graças
a Deus.
Com
muita vergonha na cara.
E
seguir adiante.
Graças a
Deus.
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Transcrição: Cleilma Solarys/Sementes das Estrelas
Revisão Textual: Paulah Divino/Sementes das Estrelas
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