ALUNA JOY“A ÚLTIMA NOITE NO VELHO MUNDO”SÁBADO, 11 DE
ABRIL DE 2026Acordei
no meio da noite com um sonho que não parecia um sonho.
Parecia
uma mensagem.
Comecei
a gravar de madrugada para não perder nada.
No
sonho, todos nós, trabalhadores da luz, curadores, etc., estávamos
arrumando nossas coisas.
No
início, parecia que eu estava arrumando minha casa, mas
quanto mais eu mergulhava no sonho, mais percebia que não era apenas a minha
casa, era o mundo inteiro.
E
estávamos partindo.
Não
fugindo, não escapando, mas arrumando tudo com consciência, cuidado e uma
profunda satisfação por saber que fizemos um bom trabalho.
As
últimas coisas que recolhi foram as mais sagradas.
Todo
o resto já havia partido.
Empacotei
coisas que pareciam cristais, pedras, artefatos, registros,
documentos, livros e sabedoria, etc.
Essa
era a essência de quem somos, não importa onde estejamos, e o que aprendemos
enquanto estivemos lá.
Era
como se estivéssemos empacotando apenas a essência do que importava para o
futuro.
Antes
de partirmos, houve aquele momento silencioso de despedida.
Lembro-me
de agradecer à casa, ao mundo e ao universo, e
de agradecer por me permitirem viver ali, pela beleza, pela
experiência e pelos ensinamentos.
Porque
era uma boa casa, era um bom mundo, era uma boa época.
Mas
quando saí, o lugar onde morávamos já não existia mais.
Não
havia mais paredes, nem chão, apenas uma estrutura em ruínas mal sustentando a
realidade, como se um empurrão forte e tudo desmoronasse.
Parecia
que estava se desfazendo há muito tempo, como se estivesse sendo demolida ao
contrário da sua construção.
Quase
como se o tempo estivesse retrocedendo e nos deixando naquele vazio.
O que
realmente me impressionou foi que seguramos a luz até o último instante
possível.
O
último suspiro, o último segundo, o último milésimo de segundo, e então
recolhemos nossas âncoras.
O
ESPAÇO ENTRE ERAS
Quando
saímos, não havia direção: nenhum plano, nenhum
mapa, nenhuma ideia do que fazer em seguida.
Então
fizemos algo estranho: simplesmente sentamos e fizemos uma refeição.
Comemos,
descansamos, rimos, mas também refletimos.
Porque
a nova Terra, a nova realidade, ainda não estava pronta, e a antiga já havia
desaparecido.
Estávamos
num lugar de transição.
Uma
pausa entre eras, entre realidades.
Era
um espaço de espera, como um bote salva-vidas onde podíamos reabastecer, corpo
e alma, enquanto esperávamos.
Não
havia pânico, medo ou urgência.
Apenas
a certeza tranquila de que os próximos passos chegariam quando chegassem.
Estariam
vindo até nós.
Tudo
o que tínhamos que fazer era içar as âncoras internas que nos prendiam ao mundo
antigo e esperar.
Houve um
momento em que me senti um pouco triste.
Percebi
outras pessoas em outras mesas que eu achava que viriam conosco, mas estavam
indo em direções diferentes.
Havia
muitas divisões dentro do nosso grupo.
Nem
todos estavam indo para o mesmo lado, mas eu ainda sentia a conexão entre nós.
Mas
minha tristeza não durou, porque eu também sabia que eles ficariam bem, e nós
também.
O que
mais me marcou foi a sensação.
Era
pacífica, satisfatória e nostálgica.
Não
era tristeza, apenas gratidão pelo que havia sido e aceitação de que tudo havia
terminado.
Aquele
mundo havia cumprido seu ciclo.
A
humanidade, de muitas maneiras, levou este mundo o mais longe que podia.
Então
chega um ponto em que paramos de investir no que já está se esgotando,
levantamos âncora, arrumamos as malas e partimos.
E então
me dei conta.
Esse
sonho aconteceu na Semana Santa.
Um
dia em que o mundo relembra uma história de ressurreição.
Uma
história sobre deixar tudo para trás e retornar transformado.
E
a sensação no sonho era a mesma.
Estávamos
nos desapegando de um mundo antigo, e um novo surgiria.
Seria
transformado.
Não
carregamos o mundo antigo para o novo.
Abandonamos
completamente nossa antiga realidade.
Reunimos
apenas o que é sagrado, levantamos âncora e esperamos para ver, sabendo que o
universo proverá, como
sempre fez e sempre fará.
A
TRANSFIGURAÇÃO DA REALIDADE
O que me
surpreendeu foi que o lugar para onde estávamos indo não parecia outra
dimensão, outra linha do tempo ou um lugar completamente diferente. Parecia
mais uma transfiguração.
Como
se fizéssemos uma pausa, nos desconectássemos e depois voltássemos ao mesmo
lugar, mas tudo estivesse elevado, livre de karma e repleto de novas
experiências para vivenciar.
Estamos
em uma grande pausa cósmica.
É
um espaço intermediário onde aguardamos que a nova base se forme sob nossos
pés.
Lembro-me
de ter sido uma das últimas a sair.
Fiquei
até que quase nada restasse, e eu tivesse apenas uma pequena caixa com objetos
sagrados.
E
quando finalmente fui embora, não havia mais nada a que me agarrar.
Mesmo
assim, senti paz.
Eu
sabia que se me virasse para olhar para onde eu estivera, não haveria
absolutamente nada lá.
E a sensação mais forte que
tive em todo o sonho foi esta:
Nossa
luz está intacta.
Não
importa o que tenha acontecido, não importa o quão caótico tudo pareça, não
importa o quanto pareça que tudo está desmoronando, a luz está intacta.
Ela
não foi destruída.
Ela
se fortaleceu e ganhou mais determinação.
Não
pode ser destruída.
E
as pessoas que a sustentam ainda estão aqui.
A
sensação era de estarmos em um bote salva-vidas.
Não
fugindo do mundo, não esperando ser resgatados, mas
sim sendo conduzidos pela verdade em nossos corações durante essa transição.
Manteremos
um rumo firme até que o novo mundo esteja pronto para nos receber.
Canal: Aluna Joy
Fonte Primária: www.AlunaJoy.com
Fonte secundária: https://eraoflight.com
Tradução: Sementes das
Estrelas/Isamara Damasceno Branco Guennon
https://www.sementesdasestrelas.com.br/artigos/aluna-joy-a-ultima-noite-no-velho-mundo/


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