LEO
BABAUTA“SABEDORIA
ANCESTRAL SOBRE COMO NÃO LEVAR AS COISAS PARA O LADO PESSOAL”QUINTA FEIRA,30 DE ABRIL DE 2026Acontece: às vezes um
comentário de alguém pode simplesmente arruinar o seu dia, ou uma mensagem que
parece dolorosa pode te deixar em pânico.
A mágoa
parece pessoal e você pode ficar remoendo essa ofensa na sua mente
repetidamente.
É
uma reação tão humana.
Hoje,
vou compartilhar a sabedoria de três filosofias antigas — o budismo, o
estoicismo e os toltecas — que podem ajudar a não levar as coisas tão para o
lado pessoal.
Ao
praticarmos isso nosso dia se torna um pouco mais tranquilo e nos fechamos
menos para o lado emocional.
O que
torna esses ensinamentos tão poderosos — e não tão fáceis de implementar — é que eles
exigem que nos desapeguemos de algo importante: a ideia de que a
forma como os outros falam de nós ou nos tratam reflete o nosso valor como
pessoa.
Essa
ideia não é um fato, mas um conceito que assumimos.
E
deixar isso de lado pode ser libertador.
TOLTECAS:
O
SEGUNDO ACORDO
Don Miguel Ruiz, formado na
tradição espiritual dos Toltecas, escreveu um livro chamado “Os Quatro Acordos“, cujo segundo acordo é “Não
leve nada para o lado pessoal”.
Ele
ensina que nada do que as outras pessoas fazem é por sua causa, mas sim por
causa delas mesmas — e da realidade em que vivem em suas próprias mentes.
Levar as
coisas para o lado pessoal, então, está enraizado no que ele chama de “importância pessoal” — a suposição de
que tudo gira em torno de você.
Que
suposição estranha fazemos!
Ele
acrescenta que, quando levamos algo para o lado pessoal, estamos basicamente
absorvendo o “lixo emocional” de outra
pessoa e o tornando nosso.
Se
praticarmos não levar as coisas para o lado pessoal, não
precisamos depositar nossa confiança no que os outros fazem ou dizem — mas sim
confiar em nós mesmos para fazer escolhas responsáveis.
Somos
responsáveis apenas por nossas próprias ações, não
pelas dos outros.
Isso
nos dá a liberdade de caminhar pelo mundo sem sermos feridos
pelas opiniões ou julgamentos de outras pessoas.
Como praticar:
Escreva
este acordo e cole-o em algum lugar visível.
Conscientize-se
de quando você está levando algo para o lado pessoal, percebendo quando você
está se sentindo ofendido.
Faça
um diário sobre isso, mesmo que seja por apenas 5 minutos por dia, e observe
como você se sentiu.
Não
se concentre no que a outra pessoa disse ou fez.
Use
um mantra para
lembrá-lo, como “Isso não é sobre mim” ou “Eles estão fazendo o melhor que
podem”.
Quando
você perceber que está sendo acionado faça uma pausa. Respire.
Lembre-se
do mantra.
Traga
alguma curiosidade para o que eles estão dizendo.
A
prática leva tempo, abandonar esse velho hábito não é nada fácil porque quando
estamos presos nele, parece realmente verdade.
Com
o tempo parece menos verdadeiro.
BUDISMO:
NÃO
HÁ NENHUM EU PARA ATACAR
No
Budismo um dos principais ensinamentos é que a forma como nos vemos (como separados
e imutáveis) é uma ilusão da mente.
Este
é um tópico profundo que pode levar uma vida inteira para ser estudado.
Mas a aplicação prática pode
ser mais simples:
Se
alguém está criticando você, não está realmente criticando você… está
criticando a ideia equivocada que tem de você.
E
não há realmente um “você” para defender!
Quando
entendemos que as palavras e ações de uma pessoa são um reflexo de toda a
história e condicionamento de sua vida e do estresse que ela enfrenta agora,
também podemos ter alguma compaixão por ela quando ela se comporta de maneira
aquém do ideal.
Poderíamos
mudar de “Por que você está fazendo isso comigo?”
para “Que dor você está sentindo?”
E uma
vez que percebemos que esta auto-importância que normalmente temos é uma ilusão
criada em nossas próprias mentes… também podemos ver que é nossa própria
decisão se levamos algo para o lado pessoal ou não.
Isso
nos dá uma sensação de empoderamento diante das palavras e ações de outra
pessoa.
ESTOICISMO:
Os
estoicos tinham muitas coisas úteis a dizer sobre esse assunto, mas por hoje vou
me concentrar apenas em um dos meus favoritos:
Epicteto.
Ele aconselhou perguntar:
“Isso é algo que está ou não sob meu controle?”
Os
pensamentos, sentimentos, palavras e ações de outras pessoas não estão sob
nosso controle.
E
então ele aconselhou a reação:
“Então não é da minha conta”.
Tirar as
coisas do seu controle, pois é sua preocupação, só criará miséria.
Epicteto também escreveu
que se somos ou não prejudicados pelo que os outros dizem depende de nós
– se escolhermos ser prejudicados, então
seremos.
“Não é aquele que te
insulta ou que te bate que te insulta, mas a tua opinião de que estas coisas
são um insulto”.
Como praticar:
Faça uma
pausa antes de reagir – não responda impulsivamente à impressão que recebe de
outra pessoa.
Isso
permite que a razão volte a ficar online antes que as emoções assumam o
controle.
Se alguém falar mal de você,
em vez de se defender, você pode responder:
“Você
deve ignorar meus outros defeitos, ou não falaria apenas desse defeito”
Isso
permite que o humor alivie a dor das críticas.
Receba feedback:
Se
houver alguém lhe dando feedback e cuja opinião você valoriza, não ignore esse
feedback, mas veja o que você pode aprender com ele.
Epicteto, como Don Miguel
Ruiz e
os budistas, ajuda você a colocar o controle de volta em suas próprias mãos.
com
amor,
Leo Babauta, do Hábitos
Zen
Canal: Leo Babauta
Fonte primária: https://zenhabits.net/
Fonte Secundária: https://eraoflight.com
Tradução: Sementes das
Estrelas/Iara L. Ferraz
https://www.sementesdasestrelas.com.br/artigos/leo-babauta-sabedoria-ancestral-sobre-como-nao-levar-as-coisas-para-o-lado-pessoal/


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