MENSAGEM
DE SAMUEL, DO CONSELHO ARCTURIANO“QUEM
RESTA QUANDO TUDO DESAPARECE”DOMINGO
14 DE JUNHO DE 2026Vamos
explorar algo juntos, algo que você pode perceber diretamente, aqui e agora,
sem precisar se preparar.
Se, por
um instante, você parar de agir, não de forma dramática, mas simplesmente
permitindo que seu corpo seja como é, sem buscar a próxima ação, algo muito
sutil começa a se revelar, e já está aqui.
E se,
nesse mesmo instante, o pensamento se suavizar por si só, mesmo que levemente,
de modo que o fluxo de palavras não seja mais tão contido, você poderá perceber
que nada essencial em você está faltando, embora a atividade habitual tenha se
aquietado.
Agora,
vá ainda mais longe e imagine que o papel que você desempenha, a identidade que
você construiu, a história que explica quem você é e para onde você vai,
tudo
isso desaparece suavemente, por um segundo, como se nunca tivesse sido
necessário.
O que
resta então?
Há um
desaparecimento ou há uma presença que parece ainda mais real, justamente por não ser mais definida por nada em particular?
Existe
uma abertura que não depende do pensamento para existir, não requer esforço
para se sustentar e não é algo que você cria, porque já estava lá antes mesmo
de qualquer pensamento surgir para
descrevê-la.
Você já
a tocou muitas vezes, embora talvez não tenha lhe dado muita atenção, porque a
mente foi treinada para se concentrar no que acontece, em vez de no que permite
que tudo aconteça.
Ela está
presente na pausa silenciosa entre dois pensamentos, naquela lacuna quase
imperceptível onde nada está sendo dito, e ainda assim algo profundamente
consciente está presente.
Ela está
presente na quietude entre dois sons, onde a escuta continua, mesmo que não
haja nada específico para ouvir.
Ela está
presente no espaço entre os objetos que a mente geralmente ignora, embora sem
esse espaço nada pudesse ser visto, nada pudesse ser colocado, nada pudesse
existir em relação a qualquer outra coisa.
O
CÉU E O SILÊNCIO FUNDAMENTAL
Este
espaço, esta abertura, esta presença silenciosa, é muito mais estável do que
qualquer pensamento, muito mais contínuo do que qualquer experiência e muito
mais íntimo do que qualquer identidade que você tenha aprendido a carregar.
E, no
entanto, você foi ensinado a valorizar o conteúdo, a seguir o raciocínio, a
analisar a situação, a aprimorar a história, a refinar o papel, como se esses
fossem os aspectos mais importantes da existência.
É um
pouco como observar as nuvens e esquecer o céu, ficando tão fascinado por suas
formas e movimentos que você não percebe mais a imensidão em que elas aparecem.
As
nuvens vêm e vão incessantemente, mudando de forma, às vezes se juntando em
tempestades, às vezes se dissolvendo em suavidade, mas o céu permanece
completamente intocado por tudo isso.
Da mesma
forma, os pensamentos se movem, as emoções surgem e desaparecem, as
experiências se desenrolam e passam, mas essa consciência aberta em que tudo
isso acontece nunca é perturbada da maneira que a mente imagina.
Ou você
pode ver isso como ouvir música e acreditar que apenas as notas importam,
enquanto ignora o silêncio que permite que cada nota seja ouvida, que dá ao
ritmo seu significado e ao espaço sua profundidade.
Sem esse
silêncio, não haveria música alguma, mas o silêncio raramente é apreciado,
embora esteja sempre presente, mantendo tudo unido.
De
maneira semelhante você foi gentilmente condicionado a acreditar que deve estar
sempre ocupado, sempre pensando, sempre fazendo, sempre se movendo em direção a
algo, como se a quietude não tivesse valor em si mesma.
A PLENITUDE TRANQUILA E O CINEMA DA VIDA
No
entanto, quando esse condicionamento se suaviza mesmo que ligeiramente, algo
começa a mudar, e você começa a perceber que nada essencial depende de
atividade constante.
Há uma
plenitude tranquila em simplesmente ser, uma sensação de presença que não precisa
se justificar por meio de ação ou pensamento, e à medida que você começa a
apreciar isso, como um reconhecimento natural, torna-se mais familiar.
Você não
está indo contra a mente e não está tentando silenciá-la, porque isso apenas
criaria outra camada de esforço, outro movimento dentro do mesmo padrão.
Em vez
disso, você está gentilmente percebendo que há algo aqui que sempre esteve
presente, algo que não vem e vai com o pensamento, algo que permanece mesmo
quando nada está acontecendo.
E à
medida que isso se torna mais claro, naturalmente se torna mais precioso, não
porque você está tentando se agarrar a isso, mas porque você o reconhece como o
aspecto mais estável da sua experiência.
É isso
que a renúncia realmente revela, não como uma rejeição do mundo, mas como uma
descoberta silenciosa de que o que você é não depende de nenhuma parte do mundo
para existir.
E a
partir daí tudo o mais começa a se reorganizar de uma forma muito natural,
porque as ações, os relacionamentos, o
ambiente, os papéis, são vistos com mais leveza, mais fluidez, mais como
expressões do que como definições.
Você
ainda participa, você ainda se envolve, você ainda se move pela vida, mas há
uma suavidade nisso, uma certeza de que nada disso precisa te completar, porque
o que você é nunca foi incompleto.
É como
sentar em um cinema e assistir a um filme que uma vez pareceu intensamente
real, onde cada cena te envolvia, onde cada desafio parecia exigir sua
participação, onde cada momento carregava urgência.
Em algum
momento você se lembra de que o que está vendo é uma projeção, luz se movendo
por uma tela que permanece inalterada, não importa o que apareça nela.
O fogo
na tela parece vívido, quase tangível, mas não há impulso de correr para a
frente e apagá-lo, porque você reconhece sua natureza.
E nesse
reconhecimento algo relaxa e a experiência se torna mais leve, mais aberta, até
mesmo silenciosamente agradável, porque não há mais a mesma necessidade de
controlar ou corrigir o que está acontecendo.
Você
permite que a história se mova, que se expresse plenamente, porque sabe que ela
terminará, e quando terminar, a tela permanecerá intocada, vazia, pronta para o
que vier a seguir.
E lá
está você, não como um personagem do filme, mas como aquele que sempre esteve
presente, antes da história, durante a história e depois que a história se
desvanece.
Dessa
mesma forma o que você é não é definido pela sequência de pensamentos, não é
moldado pelos papéis que desempenhou, não é limitado pela história que
carregou.
Você é o
espaço no qual tudo isso aparece, a abertura tranquila que permite que tudo
seja exatamente como é, sem
precisar se apegar a nenhuma forma específica.
E à
medida que você começa a perceber isso com mais frequência, por meio de uma
apreciação simples e gentil, surge uma sensação de retorno, não a um lugar, mas
ao que sempre esteve aqui.
Permanecemos
com você aqui.
Canal: Octavia Vasile
Fonte primária: https://www.holographicyou.com
Fonte secundária: https://eraoflight.com
Tradução: Sementes Das
Estrelas/Iara L. Ferraz
https://www.sementesdasestrelas.com.br/outros-mensagens/mensagem-de-samuel-do-conselho-arcturiano-quem-resta-quando-tudo-desaparece/


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