ANN ALBERS“O CAMINHO DE VOLTA À ALEGRIA”SEGUNDA FEIRA 29 JUNHO DE 2026 *O amor-próprio e os prazeres simples são
pedras no caminho de volta à alegria*
Olá a
todos,
Tenho me
sentido muito feliz ultimamente — não porque a vida seja perfeita, meu corpo
seja perfeito ou qualquer coisa seja perfeita.
Na
verdade, eu estava escrevendo minha newsletter quando o programa apagou meus
últimos parágrafos e começou a agir de forma enlouquecida.
Todos
nós enfrentamos muitos desafios.
Todos
nós passamos por momentos de instabilidade.
Mas
alimento minha alegria fazendo coisas que elevam meu espírito, dedicando tempo
para focar em como quero me sentir e buscando motivos para sentir gratidão onde
quer que eu olhe.
Tive que
me levantar e sair de perto do computador para pegar uma xícara de chá e me
reequilibrar!
Essa
é simplesmente a natureza da vida na Terra.
E,
quer as coisas ou as pessoas que nos desestabilizam sejam grandes ou pequenas,
o compromisso de cuidar do próprio bem-estar — físico, mental e emocional — é
fundamental.
Não é o
momento mais fácil para se estar na Terra.
Sentimos
as correntes que agitam a coletividade humana.
No
início do ano, enquanto caminhava em direção à cozinha, de repente fui tomada
por um choro profundo de pesar.
Isso
aconteceu mais ou menos na mesma época em que tiroteios abalavam nossa nação.
Assim
como muitos de vocês, não assisto aos noticiários, mas
sinto o impacto dos acontecimentos.
Ontem,
minhas costas estalavam por toda parte.
As
vértebras estavam se realinhando sozinhas.
Levantei-me
da mesa e senti, pela primeira vez na vida, uma
dor ciática que durou duas horas e depois desapareceu.
Eu
deveria ter imaginado.
Hoje,
a Mãe Terra estala e range com terremotos devastadores, erupções vulcânicas e o
que certamente deve ser um enorme ajuste interno em sua estrutura.
A maneira
como lido com tamanha sensibilidade é cuidando de mim mesma antes mesmo de
cuidar dos outros.
Permito-me
ser gentil comigo mesma.
Tenho tirado mais sonecas este ano do que nunca.
Às
vezes, reduzo minha agenda para fazer apenas o essencial, abrindo espaço para
descansar e meditar.
Todos
os dias, sento-me e foco em como quero me sentir em relação à próxima tarefa
que tenho pela frente.
Não
demora muito para eu me recentralizar, sentir a força vital fluindo e recuperar
minha alegria.
Um
pouco de autocuidado faz uma enorme diferença.
Isso
reconecta você ao fluxo eterno, renova suas energias e o ajuda a lembrar que
você precisa ser importante para si mesmo em sua própria vida; caso contrário,
não terá muito a oferecer aos outros.
Você
acabará sofrendo um esgotamento.
Muitos
de nós, que atuamos em profissões de ajuda ao próximo, já chegamos perto disso
muitas vezes!
Quando
chegou a hora de ministrar minha aula em junho, eu
mal podia esperar!
Minha
paixão havia retornado e eu estava com energia total!
E assim
entramos novamente na fase de recalibragem…
Eu
havia ficado tão entusiasmada em aproveitar a vida novamente que fiz o que às
vezes costumo fazer:
exagerei
um pouco… neste caso, com o açúcar!
Meu
limoeiro produziu 3.000 limões maravilhosos este ano, e preparei mais de 20
potes de um delicioso
*lemon
curd*
(um creme de
limão) bem docinho.
Meus
amigos foram generosos e me deram montes de chocolate no Natal.
E,
de repente, feliz por estar viva, mal podia esperar para aproveitar tudo
aquilo.
O
creme de limão saiu do freezer.
O
chocolate saiu da despensa.
E
o que entrou no meu corpo foi mais açúcar a cada dia do que costumo consumir em
várias semanas.
Foi
muito divertido…
Mas,
certo dia, olhei-me no espelho e caí na gargalhada ao ver as “ondas” de gordura que
haviam surgido
“de
repente” na
minha cintura.
De
alguma forma, em poucos meses, eu havia deixado de ser a pessoa esbelta que fui
durante a maior parte da vida para ficar parecida com aquele bolinho
rechonchudo típico de família — como as mulheres da minha linhagem costumam
brincar.
Eu não
conseguia parar de rir.
A única coisa que me vinha à cabeça era:
“De onde isso surgiu?”.
De
repente, o desconforto que eu sentia na região abdominal fez todo o sentido.
Nunca
me ocorreu que aquela sensação constante de saciedade era, na verdade, eu
estando mais cheia de “energia
estocada”!
Não
havia mistério algum quanto aos quilos a mais.
Normalmente,
consumo alimentos saudáveis e naturais, com
pouco açúcar.
E,
embora eu não julgue ninguém pelo peso, eu já
não me sentia confortável —
e gosto de me sentir bem!
Eu
queria reequilibrar meu corpo, mas não tinha muito tempo para fazer trilhas ou
exercícios.
Então,
sentei-me e refleti sobre a sensação de estar na minha forma habitual, apenas
para entrar na sintonia certa, e lembrei-me de uma história do livro *Autobiografia de um Iogue*, na qual Yogananda
mentalizava a si mesmo como magro.
Aquilo
parecia a solução perfeita!
Estabeleci
uma prática diária, realizada duas vezes ao dia, com
duração de dois a três minutos cada sessão.
Eu
me sentava e simplesmente evocava a sensação de ser mais magra.
Recordava
a leveza de pular sobre as pedras no riacho, a sensação de me vestir sem
parecer que estava tentando enfiar um travesseiro grande numa fronha pequena, e
o bem-estar que sentia ao conseguir fazer inúmeros abdominais.
Relembrava
o sabor delicioso das frutas vermelhas frescas e de um refogado de legumes com
limão e ervas, que me deixava tão satisfeita a ponto de não precisar de
sobremesa.
Concentrava-me
na sensação maravilhosa do amor do Espírito tocando minha pele — algo que eu
vinha vivenciando com frequência — e no calor do sol em meu rosto.
Passava
esses poucos minutos diários focada em tudo o que me fazia sentir bem por
habitar um corpo.
Em
poucos dias, perdi o gosto pelo excesso de açúcar e voltei a sentir vontade de
comer frutas.
Eu
nem pensava em chocolate, exceto pelos dois pedacinhos que costumo comer
diariamente.
De
repente, eu mal podia esperar para levantar e fazer minha ioga e meus
abdominais.
E,
embora eu não tenha uma balança, sei o que vejo e sinto; em duas semanas,
metade daquela gordura extra na região abdominal havia desaparecido.
Para
melhorar ainda mais, comecei a “topar” com vídeos sobre
correção de postura
Não era
nenhum bicho de sete cabeças, é claro.
Menos
açúcar significa menos calorias, mas o processo não envolveu sofrimento nem
sensação de privação, como geralmente acontece.
No
momento, não tenho disponibilidade de tempo para fazer minhas caminhadas de um
dia inteiro uma vez por semana.
Mas,
simplesmente porque eu queria me sentir confortável e estava disposta a dedicar
alguns minutos do dia a me sentir bem no meu corpo — sem me preocupar com *como* ou *quando* as mudanças
ocorreriam —, o universo vibracional entrou em ação.
Meu
cérebro se reprogramou, meus desejos alimentares mudaram e estou voltando ao
meu tamanho habitual.
A lição
desta história não é sobre perda de peso.
Trata-se
mais de amar a si mesma nos altos e baixos da vida e, simplesmente, fazer um
reajuste quando algo não lhe agrada.
No
meu caso, isso aconteceu de forma natural.
Algumas
de vocês podem sentir o impulso de procurar um médico para equilibrar os
hormônios ou a tireoide.
A
orientação é diferente para cada uma de nós, mas o compromisso de fazer algo
que demonstre amor-próprio
— como dedicar alguns minutos do dia a
cultivar pensamentos que trazem bem-estar — é algo muito poderoso.
Se
eu estivesse obcecada em cuidar apenas dos outros, garanto
que não teria reservado nem esse tempinho para mim.
Portanto,
quer você sinta o peso no corpo, como eu senti, ou
o peso do mundo, como tantas de nós sentimos, o processo de tornar a vida mais
leve — seja literal ou metaforicamente — é o mesmo:
comece
amando a si mesma o suficiente para cuidar dos seus sentimentos.
Abra
espaço na mente para pensamentos que trazem bem-estar e espaço no dia para
coisas que fazem você se sentir bem, por menores que sejam.
O
número na balança é irrelevante; o que importa é como você se sente.
E, a
partir desse compromisso, sua energia começará a retornar.
Sua
alegria começará a se renovar.
E
seu corpo terá a chance de se renovar — afinal, é para isso que os corpos são
programados, com todas aquelas células novas nascendo a cada segundo.
Aqui
estão algumas coisas que ajudarão você a recuperar seu ânimo quando se sentir
cansada, sobrecarregada ou desconectada, ou simplesmente quando quiser se
sentir um pouco mais inspirada na vida:
1. SEJA GENTIL
CONSIGO MESMO
Os anjos
sempre insistem que o primeiro passo para voltar a se sentir bem é aceitar-se
como você é.
Pare
de lutar contra seus sentimentos naturais e seus instintos saudáveis.
Se
estiver cansada, descanse quando puder.
Se
não estiver com vontade de ficar tão “disponível” quanto de costume, recue um pouco onde for possível.
Faça algo que permita à mente
sobrecarregada dar uma pausa:
saia
de casa, leia um livro, faça uma pausa digital.
Pare
de tentar atender às expectativas dos outros ou até mesmo às suas próprias.
Não
tente se sentir bem com coisas que não lhe trazem bem-estar.
Em
vez disso, busque coisas que tragam.
Quanto
mais paramos de lutar contra nós mesmos e nos entregamos àquilo que realmente
parece certo no momento — algo gentil e amoroso, por menor que seja — mais nos
abrimos novamente para o fluxo da força vital.
2. LIVRE-SE DE
PRAZOS ARTIFICIAIS. QUESTIONE A LISTA DE TAREFAS.
Muitas
vezes, achamos que precisamos realizar certas coisas quando, na verdade, não
precisamos.
E,
embora possamos realmente querer concluir muitas tarefas, a lista do que é *realmente* indispensável
costuma ser muito menor do que a lista do que *queremos* fazer.
Tenho
itens na minha lista que estão lá há alguns anos e ainda não me senti inspirada
a resolvê-los.
Um
dia eu chego lá.
Forçar
a si mesmo nunca traz uma sensação boa.
Quando
você estiver se sentindo um pouco desanimado, o melhor a fazer é reduzir a
lista de tarefas apenas ao que é realmente indispensável e deixar o restante
para quando tiver mais energia ou inspiração.
3. APROVEITE OS
PRAZERES SIMPLES DA VIDA E CONCENTRE-SE NO QUE FAZ VOCÊ SE SENTIR BEM
Na
jornada rumo à inspiração, precisamos começar aos poucos.
Aproveite
seu café ou a companhia do seu gato.
Desfrute
de um passeio com seu cachorro ou da leitura de algumas páginas de um bom
livro.
Curta um
vídeo interessante ou, à noite, feche os olhos e sinta o alívio de um momento
de descanso.
Caminhe
pela casa e aprecie as memórias despertadas pelos objetos que você possui, ou
sinta a textura de uma manta no sofá.
Prepare
ou escolha uma refeição saudável e dedique um tempo para saboreá-la.
Ou
reserve alguns minutos do dia — como costumo fazer — para focar em como você
deseja se sentir.
Permita-se
fantasiar.
Relembre
um momento em que se sentiu muito bem e reviva essa sensação.
Apenas
alguns minutos de bem-estar, aqui e ali, fazem maravilhas pelo seu espírito e
pelo seu dia.
Comece
de forma simples e modesta ao tentar reacender sua chama interior.
Pequenos
prazeres são como pequenas faíscas de amor que, somadas, alimentarão novamente
as chamas da inspiração.
Sempre
que buscamos algo para apreciar, mais coisas boas se revelam.
A
fórmula é bem simples.
Seja
gentil consigo mesmo.
Livre-se
de pressões desnecessárias.
Busque
coisas que tragam bem-estar.
Ensaboe.
Enxágue.
Repita.
O
caminho de volta ao alto-astral não é glamoroso, mas é pavimentado com pequenas
pedrinhas de bondade.
O
caminho se revela quando removemos obstáculos
— como pressões desnecessárias, prazos irreais
ou o autojulgamento — que nos deixam exaustos.
E, embora
às vezes este mundo possa parecer intenso demais para muitas de nossas almas
sensíveis, a vida na Terra também pode ser muito divertida quando mudamos nossa
energia e atenção, cuidamos de nossas próprias necessidades e encontramos
maneiras simples e descontraídas de acessar a alegria.
Tenham
uma semana abençoada,
Com
carinho,
~ Ann
Canal: Ann Albers
Fonte: https://www.visionsofheaven.com/
Formatação e tradução – DE CORAÇÃO A CORAÇÃO
https://www.sementesdasestrelas.com.br/artigos/ann-albers-o-caminho-de-volta-a-alegria/


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