LEO BABAUTA“O QUE A SOLIDÃO ME ENSINOU, QUE A PRODUTIVIDADE JAMAIS PODERIA ENSINAR”DOMINGO 30 AGOSTO DE 2026 Se
eu pudesse voltar no tempo e conversar comigo mesmo quando tinha vinte e poucos
anos… o conselho mais importante que eu daria a mim mesmo seria aprender a
ficar comigo mesmo, sem distrações.
Essa é a
habilidade mais subestimada dessa fase da vida, e a tecnologia está fazendo com
que a percamos.
Deixe-me explicar!
Durante
grande parte da minha vida quis ser extremamente produtivo, criar o sistema e o
conjunto de ferramentas perfeitos e otimizar tudo.
Isso
acabou se tornando um jogo interminável, exaustivo e que pode levar a uma
sensação de falta de sentido, já que nunca chegamos nem ao fim nem à perfeição.
Não me
leve a mal: acredito que ser produtivo tem seu valor, desde que você tenha
objetivos significativos, e não apenas realize tarefas por pura produtividade.
Não
estou criticando a capacidade de manter o foco e realizar as coisas.
Mas, no mundo atual, enfrentamos desafios difíceis:
Estamos
sempre online e constantemente distraídos;
As
redes sociais aperfeiçoaram algoritmos para nos viciar;
Compramos
coisas e consumimos alimentos ultra-palatáveis
para preencher o vazio que sentimos;
O
mundo parece cada vez mais caótico e hostil;
Sentimo-nos
impotentes e, muitas vezes, insatisfeitos conosco mesmos.
Não é
fácil lidar com isso.
A produtividade não
resolverá nada disso.
É aí que
entra a solitude.
Vamos
falar sobre ela.
COMO A SOLITUDE
NOS ENSINA LIÇÕES PROFUNDAS
Em meio
ao caos, às distrações, aos vícios e à sensação de impotência… temos a
oportunidade de aprender e crescer de maneiras poderosas.
Uma das
formas mais eficazes é desligar tudo e aprender a ficar sozinho, em silêncio.
Não
ficar sozinho o tempo todo, nem desconectado o tempo todo… mas reservar
períodos intencionais para isso.
Por exemplo: faça uma caminhada diária de uma hora,
sem
dispositivos ou música.
Ou
medite por breves períodos ao longo do dia.
Ou
faça suas refeições em silêncio, sem tecnologia ou distrações.
Isso
começará a nos fazer perceber nossa tendência de recorrer à tecnologia, a
distrações, à comida, a drogas, a bebidas e muito mais.
Começaremos
a identificar esses impulsos e desejos.
Não
precisamos julgá-los; basta observá-los, como quem observa o funcionamento das
coisas.
Então,
no silêncio e na solidão, podemos simplesmente permanecer com os impulsos e
desejos intensos, e com quaisquer outros sentimentos que notarmos.
Apenas
ficar ali e permitir-nos senti-los, sem a necessidade de que desapareçam.
Se você
conseguir fazer isso será algo transformador.
Quem
dera eu tivesse aprendido isso quando tinha vinte e poucos anos.
Aqui
estão algumas outras coisas que aprendi com essa prática de solidão:
Como
regular minhas emoções quando me sentia solitário, triste,
insatisfeito comigo mesmo, chateado, ansioso ou sobrecarregado.
Como
começar a apreciar a mim mesmo — quem eu sou, mesmo
quando não estou sendo produtivo ou fazendo outras pessoas felizes.
Minhas
qualidades interiores, que estão sempre presentes.
Essa
valorização de si mesmo é o antídoto para a insatisfação pessoal.
Como
apreciar o momento presente, sem artifícios ou distrações extras.
Recorremos
a distrações online e redes sociais, comida e substâncias, porque achamos que
há algo errado com nossas experiências no momento presente sem tudo isso.
Mas,
se conseguirmos apreciar os momentos incríveis como eles são, não precisaremos
dessas outras coisas.
Como
usar os momentos e emoções desafiadores para nos abrirmos.
Normalmente,
esses momentos desafiadores e emoções difíceis nos fazem fechar — mas podemos
praticar a abertura quando eles surgem.
Isso
significa relaxar o corpo e o sistema nervoso, e aprender a encontrar a
oportunidade — a apreciação e o amor — dentro do momento desafiador.
São
lições poderosas que incentivo todos, jovens ou mais velhos, a vivenciar.
Sozinhos
e em um silêncio maravilhoso.
Com
carinho,
Leo Babauta, do Hábitos
Zen
Canal: Leo Babauta
Fonte primária: https://zenhabits.net/
Fonte Secundária: https://eraoflight.com
Tradução: Sementes das
Estrelas/Iara L. Ferraz
https://www.sementesdasestrelas.com.br/artigos/leo-babauta-o-que-a-solidao-me-ensinou-que-a-produtividade-jamais-poderia-ensinar/


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