ANN ALBERS“VIVENDO EM UM FLUXO NATURAL”SEGUNDA FEIRA 24 AGOSTO DE 2026Olá
a todos,
É
quarta-feira, meio da manhã.
Um
compromisso que eu tinha foi cancelado, então estou escrevendo a newsletter
mais cedo.
Sentei-me
à mesa e não conseguia pensar; concentrei-me no meu coração e acabei pegando
meu MacBook e algo para almoçar, indo caminhar calmamente até o pátio.
Faz
cerca de 38°C lá fora agora, e apenas um pouco mais fresco à sombra.
Isso
não importa.
Preciso
da natureza.
Preciso
do zumbido das cigarras, do canto alegre dos pássaros e do cheiro da grama
aquecida pelo sol.
Preciso
do céu azul acima e dos pés descalços e molhados de regar as plantas.
Depois
de passar uma semana com a família maravilhada com o universo natural,
lembro-me de como é necessário para mim conectar-me regularmente com o mundo
natural para nutrir mente, corpo e alma.
A
meditação também faz isso, mas, para mim, observar a natureza em silêncio —
simplesmente *ser* — é a minha
meditação favorita.
A visita
à família foi linda.
Passei
um tempo com meus pais antes de todos nós nos juntarmos às minhas sobrinhas e
voarmos para a Islândia!
Minha
mãe, a pessoa mais perseverante que conheço
— apesar de uma infinidade de desafios —,
planejou a viagem.
Com ou
sem a aprovação dos médicos, ela decidiu que iria.
E lá fomos nós!
Foi
uma viagem em que aproveitamos ao máximo uma amostra dessa terra magnífica: caminhávamos
quilômetros todos os dias, comíamos mais do que seria humanamente recomendável
e testemunhávamos algumas das forças poderosas da natureza.
“Vivenciamos” o eclipse total,
mesmo sem vê-lo diretamente.
Parados
sobre um fluxo de lava que havia coberto a estrada há apenas três anos,
observamos o céu nublado mudar de cinza para preto e voltar a cinza em menos de
dois minutos.
Todos
ficaram em silêncio.
Dia,
noite, dia no céu.
Criação
e destruição sob nossos pés
Corações
aquecidos e mãos frias.
Foi
um estudo de contrastes e uma experiência que jamais esquecerei.
Vimos
cachoeiras enormes e deslumbrantes e ficamos entre os continentes da Eurásia e
da América do Norte, onde
as placas tectônicas estão em constante movimento.
Fomos
guiados por um antigo túnel de lava, onde as rochas estavam escorregadias
devido à chuva que gotejava do teto da caverna e onde o guia apagou as luzes
para que pudéssemos vivenciar uma escuridão na qual nenhum olho conseguia
enxergar.
Minhas
sobrinhas — uma adolescente e a outra quase lá — me levaram para cima e para
baixo pelas ruas de Reykjavik para fazer compras e me divertiram com seu humor,
suas músicas e suas almas lindas.
Minha
mãe percorreu todo o trajeto conosco, chegando inclusive a descer até a caverna
e voltar, dando um passo cuidadoso de cada vez.
Papai,
como sempre, atuou como fotógrafo do grupo e inspirador de encantamento.
Como
cientista, ele nos incentiva a pensar constantemente e a nos maravilhar com os
milagres — tanto os naturais quanto os criados pelo ser humano.
A
maior parte da viagem transcorreu de forma natural e bela.
A
EMERGÊNCIA E A GRAÇA NO MOMENTO PRESENTE
E então
tivemos uma pequena emergência médica no voo de volta, quando o oxigênio em
altitude tornou-se rarefeito demais para os pulmões da mamãe.
Como
se já tivessem feito aquilo muitas vezes — e não tinham —, os comissários de
bordo conectaram calmamente um cilindro de oxigênio a uma máscara e a salvaram.
Milagrosamente,
um médico gentil estava sentado do outro lado do corredor.
Pousamos,
fomos rapidamente para casa pegar alguns itens e passamos a noite em claro no
pronto-socorro, até sermos liberados às 4 da manhã.
A
mamãe foi internada para uma estadia nem de longe tão glamorosa quanto aquelas
que havíamos acabado de aproveitar.
Ainda
assim, ela estava em boas mãos.
Para uma
situação de crise, tudo transcorreu de forma gentil.
Não
deixo de me maravilhar com o fato de a mamãe ter conseguido aproveitar cada
momento da viagem e, ao final, receber a ajuda de que tanto precisava.
Uma
graça surpreendente e muitas orações estavam atuando ali.
À medida
que continuamos a nos entregar ao momento e aos nossos impulsos naturais, a
vida simplesmente flui, mesmo quando parece não estar fluindo.
Existe
uma harmonia notável no universo.
As
crianças vivem nesse fluxo.
Nós
também podemos, mesmo quando é difícil.
Foi
preciso toda a minha força de vontade para não ceder ao pânico, às lágrimas ou
a qualquer reação improdutiva enquanto a mamãe estava no avião com dificuldade
para respirar.
Presa ao
meu assento, eu não podia fazer nada; então, voltei-me
para dentro, envolvi-a na energia do amor e orei.
Eu
não estava no comando no pronto-socorro, então orei também por toda a equipe
prestativa.
Tudo
o que podíamos fazer era estar presentes, amar no agora e confiar.
Estamos
todas de volta em casa agora.
Ela
está se recuperando, e eu retorno ao fluxo natural do meu dia a dia, guardando
boas lembranças no coração
A
natureza segue seu curso pela eternidade.
Nós
também.
Tudo
o que podemos fazer é abraçar o presente com amor.
Essa
é a nossa natureza mais verdadeira.
TRÊS
DICAS PARA VIVER EM SINTONIA COM A NATUREZA
Aqui
estão algumas dicas para ajudar você a viver mais em sintonia com sua
verdadeira natureza:
1. Quando a mente estiver
agitada, conecte-se ao coração
Quando
não souber o que fazer, em vez de sofrer com isso, deixar sua mente girar ou
sentir-se impotente, faça uma pausa.
Lembre-se
de que existe uma Fonte amorosa que tem as respostas para todas as coisas e
está lhe enviando impulsos agora mesmo.
Respire fundo.
O
que parece mais natural, certo e fácil neste momento
— uma ação, uma palavra, uma
oração?
Faça
isso agora.
Esse
é o caminho natural.
2. Lembre-se frequentemente:
“Amar
é natural”.
Sentir
raiva é uma reação humana natural, mas permanecer com raiva não é natural para
a alma.
Amar,
sim.
Quando
se sentir chateado, vivencie esse sentimento.
Quando
precisar chorar, chore.
Mas,
depois, procure algo — qualquer coisa — para amar.
Você se
surpreenderá ao perceber que, se permitir sentir-se bem em relação a algo,
começará a se sentir melhor em relação à vida como um todo.
Basta
ter a disposição de mudar o foco.
3. Aprecie a natureza e aprenda com ela
Vá para
a natureza.
Procure
algo que chame a sua atenção.
Pergunte
a si mesmo:
“Como isso pode me ensinar ou responder às minhas perguntas?”
Espere.
Entregue-se
à sabedoria do mundo natural.
Fiz isso
recentemente, apenas por diversão.
Pedi
mais conselhos sobre como realinhar minha postura, que
havia se desajustado nos últimos anos, e fui imediatamente atraída por uma
palmeira — firme e flexível.
Voltei
a praticar ioga e meditação, então encaro isso como um sinal para continuar.
A
natureza pode nos ajudar a fazer o que é natural.
Quanto
mais percorro esse caminho, mais fácil a espiritualidade se torna.
Não
se trata mais de buscar experiências de êxtase.
Não
se trata de tentar me tornar algo que não sou.
Trata-se,
na verdade, apenas de ser natural e amorosa no momento, da melhor maneira
possível, e de ouvir aquelas vozes suaves e os impulsos naturais que nos guiam
em nossa jornada.
Às vezes, os impulsos são
coisas simples do dia a dia:
“Tome uma xícara de café”.
“Tire um cochilo”.
Outras
vezes, são mais profundos:
“Recite
mil mantras”.
“Coloque
os pés na terra e agradeça pela vida”
“Ajude
alguém que você ama”.
Em todos
os casos, porém, eles parecem naturais, normais,
bons e surgem como o próximo passo lógico.
Não
é preciso pensar demais.
Eles
simplesmente parecem certos.
Portanto,
nesta semana, tente ser gentil consigo mesma, evite
pensar demais e faça mais daquilo que lhe ocorre de forma fácil e gentil.
Veja
aonde isso a leva.
Tenham
uma semana abençoada,
Com
amor,
~ Ann
Canal: Ann Albers
Fonte: https://www.visionsofheaven.com/
Formatação e tradução – DE CORAÇÃO A CORAÇÃO
https://www.sementesdasestrelas.com.br/artigos/ann-albers-vivendo-em-um-fluxo-natural/


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