O GRUPO“A ORDEM DOS ANJOS DE ASAS VERMELHAS”SEGUNDA FEIRA 14 SETEMBRO DE 2026 ~ Equilíbrio é o tom que o poder produz quando aprende a ouvir ~
De Steve:
Desde que Lilith apareceu, ela pediu que eu usasse vermelho quando
a canalizasse.
Eu não costumo usar muito vermelho, então foi um pouco estranho.
Tentei usar um chapéu vermelho e depois um chapéu preto com uma
faixa vermelha, mas ela não gostou.
Então tive a ideia de encontrar um broche vermelho que eu pudesse
usar para homenageá-la quando a canalizasse.
Tenho certeza de que foi ela quem plantou essa ideia, porque foi
ela quem canalizou esta mensagem que ofereço com orgulho como os próximos
Faróis de Luz.
Saudações de casa,
Eu Sou Lilith, a Nona de
Nove,
e me lembro do primeiro jardim da Terra.
Lembro-me
da terra fresca sob meus pés e do momento em que me disseram que o amor exigia
que eu me curvasse a Adão.
Eu
me recusei.
Por
essa recusa, fui considerada rebelde e expulsa para além dos portões do jardim.
Contudo, o exílio me ensinou
o que o jardim não pôde:
que
nenhuma alma ascende pressionando outra contra o chão.
Muitos
éons depois, levei esse conhecimento para Éris, a gêmea multidimensional da
Terra, onde o desequilíbrio havia tomado um rumo diferente.
Em Éris, as mulheres haviam se tornado as guardiãs
incontestáveis da lei, do conhecimento, da propriedade e da expressão.
Sua
ascensão começara como uma libertação de uma crueldade ancestral, mas a
liberdade se transformou em domínio.
Os
meninos eram elogiados pela obediência.
Esperava-se
que os homens suavizassem todas as opiniões até que não ofendessem ninguém.
Sua
força era bem-vinda apenas quando servia ao propósito, nunca quando se
expressava livremente.
As mulheres de Éris não eram monstros.
Eram
simplesmente pessoas feridas que haviam confundido controle com segurança,
assim como os homens da Terra haviam feito por tanto tempo.
Finalmente
tomei consciência de seu medo profundamente enraizado, e foi somente então que
comecei a ouvir seu silêncio.
VERDADES
FINALMENTE DITAS
Então chegou
a fatídica noite em que fui convidada para uma reunião clandestina.
Cheguei
ao crepúsculo, vestida de vermelho, como era meu costume.
Nove
figuras esperavam à beira de um lago tranquilo:
três
mulheres, cinco homens e uma criança que ainda não havia aprendido quais
verdades eram proibidas.
Eles
vieram compartilhar suas queixas.
Eu
lhes disse que não tinha intenção de substituir um trono por outro.
Na
época, eu era um membro importante do Sehedrin, uma
organização internacional muito parecida com as Nações Unidas na Terra.
Eu havia
vindo apenas para ouvir e observar.
As
verdades ditas naquela noite não eram novidade para mim, mas ouvi-las expressas
com tanta clareza as lançou sob uma nova luz.
Pela
primeira vez, compreendi plenamente como um profundo preconceito havia se
enraizado em nossas sociedades.
Concordei
em me encontrar com eles novamente e, antes do fim da noite, resolvemos formar
uma irmandade pacífica, unidos por um propósito comum.
Chamamos-lhe
Ordem dos Anjos de Asas Vermelhas.
Mas
não porque seus membros fossem anjos, e sim porque cada um de nós jurou se
tornar um mensageiro pacífico do equilíbrio.
HISTÓRIAS
CARREGADAS SOZINHAS
O
primeiro homem a aceitar a promessa foi Taren, um fabricante de instrumentos
musicais.
Ele
passara a vida moldando madeira em sons, enquanto escondia a sua própria voz.
Ao
seu lado estava Oren, um professor que vira meninos curiosos se tornarem
cautelosos.
E havia
também Sef, um pai cuja filha o amava intensamente, mas fora condicionada a se
desculpar ao citar sua sabedoria.
Esses
homens não queriam vingança, simplesmente queriam estar ao lado das mulheres
que amavam sem desaparecer.
Esse
simples desejo exigia uma coragem que Eris quase se esquecera de reconhecer.
O
encontro seguinte aconteceu na oficina de Taren, à noite, depois que as luzes
da cidade se apagaram.
Doze
homens estavam sentados entre ramos de cedro e tambores inacabados.
Por
um longo tempo, ninguém falou.
Então
Sef admitiu que não se lembrava da última vez que outro homem lhe perguntara se
seu coração estava cansado.
A
energia da sala então se suavizou, e um a um os homens contaram as histórias
que carregavam consigo há muito tempo.
Eram histórias
de pais que se perdiam no silêncio, filhos que temiam a própria raiva e maridos
que confundiam paciência com rendição.
Eles
não deram conselhos, apenas ouviram.
Pouco
antes do amanhecer, Taren tocou um acorde grave em um de seus grandes
instrumentos de corda.
Todos
colocaram a mão na madeira para sentir a mesma vibração, e aquele tom profundo
se tornou a primeira voz coletiva deles.
Esse tom
foi usado para iniciar todas as reuniões subsequentes.
Falava
diretamente ao coração e dava coragem àqueles que desejavam se expressar.
A ideia
do vermelho foi minha.
Com o tempo, um símbolo foi
escolhido:
um pequeno broche com duas asas vermelhas unidas no centro.
Uma
asa representava a harmonia do feminino, a outra, a força do masculino
As
duas asas acolhiam ambas em plenitude.
Qualquer
pessoa podia usar o broche, pois não havia hierarquias nem inimigos a derrotar.
Não
havia slogans a serem gritados, pois quem o usava fazia apenas uma promessa.
Quando
alguém perguntasse o significado do símbolo, a resposta seria honesta, gentil e
corajosa.
A
princípio, os três homens usavam os broches sob as golas, e então Taren moveu o
seu para a luz.
Uma
cliente o notou enquanto comprava um pequeno instrumento semelhante a uma harpa
para o filho, e perguntou o que significava.
Taren colocou a harpa entre
eles e disse:
“Para que este instrumento funcione, as cordas precisam de tensão
e, no entanto, só pode ser tocado com delicadeza. Se apenas uma delas reger,
produz apenas ruído.
As pessoas são iguais.”
A mulher
olhou para ele, depois para o filho, que tocava as cordas como se fossem raios
de sol.
Ela
comprou o instrumento e, na semana seguinte, voltou usando um broche de asa
vermelha.
A
mudança se espalhou pelas perguntas feitas sobre os broches.
Oren
disse certa vez a uma mãe que equilíbrio significava deixar os meninos falarem
sem vergonha e as meninas liderarem sem dureza.
Em uma
casa de cura, Sef disse a um membro do conselho que cuidado não era feminino e
coragem não era masculina, mas sim dons humanos.
Homens e
mulheres começaram a se encontrar em cozinhas, oficinas, jardins e barcos ao
longo do rio.
Praticavam
dizer o que sentiam antes de dizer o que queriam.
O
costume era nunca apontar o dedo, mas sim vislumbrar um estado mais
equilibrado.
Aprenderam
a discordar sem serem cruéis e a se unirem sem se tornarem um exército.
A Ordem dos Anjos de Asas
Vermelhas tornou-se uma
mensagem do coração sereno.
Mas nem
todas as perguntas eram feitas com gentileza.
Certa
manhã, uma funcionária parou um professor no portão da escola e exigiu saber se
o broche que ele usava representava mulheres opressoras.
Crianças
se reuniram ao redor deles, e o professor poderia ter se defendido com firmeza.
Mas,
em vez disso, tocou a asa vermelha e respondeu:
“Simboliza que cada pessoa é sem divisões”.
Então,
perguntou à funcionária o que ela temia perder por causa do broche de asa
vermelha.
A
expressão dela mudou visivelmente, porque ninguém jamais havia lhe perguntado o
que ela temia.
Ela
confessou que sua trisavó havia sobrevivido à era do domínio masculino e que
temia qualquer retorno a ela.
O PÊNDULO DA
DOMINÂNCIA
Sim, a
dominância masculina governou Éris nos primórdios.
Ainda
se contavam histórias sobre a crueldade e a opressão das mulheres.
Éris
vivenciou guerras insensatas e inúteis movidas pela ganância, que dominaram e
destruíram grande parte da Éris primitiva e seu povo.
Embora
isso tenha acontecido há muito tempo, as cicatrizes ainda permanecem nos
corações de muitos erisianos.
A
sábia mestra prometeu que o equilíbrio honraria sua tataravó, não a apagaria.
A
oficial não aceitou o broche que lhe foi oferecido naquele dia, mas parou de se
referir à Ordem dos Anjos de Asas Vermelhas
como perigosa.
A
criança que encontrei à beira do lago em nosso primeiro encontro se chamava Luma.
Ela
começou a desenhar asas vermelhas nas margens de suas lições.
Quando
sua professora perguntou o que significavam,
Luma
disse:
“Uma asa só não consegue levantar um pássaro”.
As
palavras se espalharam de sala em sala, e depois chegaram às casas onde os
adultos faziam o equilíbrio parecer algo impossivelmente complicado.
As mães
começaram a perguntar aos filhos quais sonhos eles escondiam.
Os
pais perguntavam às filhas se o amor lhes dava a sensação de liberdade.
Ao
redor das mesas de jantar, as famílias descobriram que ouvir não era uma
rendição à autoridade.
Em
vez disso, era uma abertura por onde o afeto podia respirar e a luz podia
fluir.
As asas
vermelhas logo apareceram em mercados e concertos, nas vestes dos juízes, nos
aventais dos padeiros e perto dos corações das crianças.
Alguns
líderes zombaram delas por medo.
Outros
alertaram que a Ordem dos Anjos de Asas
Vermelhas era uma tentativa
disfarçada de restaurar o domínio masculino, mas nossos membros responderam sem
raiva.
Convidaram
seus críticos para se sentarem em círculo, onde
cada pessoa tinha a mesma oportunidade de falar.
Ouviram
mulheres descreverem as antigas feridas que ainda persistiam nas células de
seus corpos.
Em
seguida, os homens descreveram a solidão de serem úteis, mas invisíveis.
As
lágrimas se tornaram uma linguagem que nenhuma lei havia autorizado, mas que
todos compreendiam.
A MUDANÇA
Durante o Festival da Primeira Luz, muitos anos após o
primeiro broche ter sido usado, a energia mudou significativamente.
O Alto Conselho do Sehedrin discursou em uma
transmissão que alcançou todos os cantos de Éris, como era costume.
Naquele
ano, milhares compareceram pessoalmente usando broches de asas vermelhas.
Eles
não gritaram nem ergueram os punhos.
Quando o
conselho apareceu no palco, Taren ergueu um instrumento de sopro e tocou uma
nota clara.
Era
a mesma nota que ele tocou na primeira reunião da qual participei, e então Oren
respondeu com uma nota harmônica.
Do
outro lado do espaço, homens e mulheres se juntaram a eles com suas vozes ou
instrumentos, e cada um sustentava um tom harmônico diferente.
Embora
os líderes tenham tentado interromper a música por apenas alguns instantes, foi
em vão.
O
canto criou uma harmonia natural que comoveu os corações de todos e provocou
lágrimas livremente.
A
harmonia era tão plena e terna que até mesmo os membros do conselho choraram.
A PROPOSTA DE PAZ
Quando a
música se dissipou, uma jovem conselheira chamada Mara deu um passo à frente.
Seu
pai estava na multidão, seu broche vermelho brilhando.
Ela
disse:
“Chamamos o silêncio de paz e a obediência de harmonia.
Hoje, ouvimos a diferença.”
Ela
apresentou uma proposta para formar um coletivo de seis mulheres e seis homens
para constituir um conselho de equilíbrio, com lugares reservados também para
anciãos e jovens.
A
multidão não explodiu em triunfo como haviam ouvido promessas anteriores.
Em vez
disso, um murmúrio caloroso percorreu a assembleia, o som de pessoas
reconhecendo que um futuro que secretamente almejavam agora era possível.
Sua
proposta naquele dia chegou ao plenário do Sehedrin e foi adotada.
Foi
então posta em prática e permanece em vigor até hoje.
Éris não
se curou em um dia; foram necessários anos para que a
consciência coletiva dos erisianos se transformasse silenciosamente.
Mesmo
com forte resistência de alguns, as escolas, os lares e as leis mudaram, e os
corações se abriram.
Mesmo
diante da oposição baseada no medo, homens e mulheres continuaram a dialogar e
sua voz coletiva permaneceu suave o suficiente para ser ouvida.
As mulheres descobriram que compartilhar o poder não as diminuía.
Os homens descobriram que a
ternura não reduzia sua força.
As crianças cresceram vendo
força e compaixão sentadas à mesma mesa.
A Ordem dos Anjos de Asas Vermelhas tornou-se menos
visível, à medida que o equilíbrio se tornou natural ao longo dos anos que se
seguiram.
As
pessoas em Éris não usam mais os broches de asas vermelhas, porque eles não são
mais necessários como antes.
No
entanto, as histórias de equilíbrio natural agora estão escritas no coração de
todos os erisianos.
Agora
retornei à Terra, onde as antigas feridas carregam o mesmo rosto que eu
conhecia no jardim com Adão.
Por
muito tempo, a humanidade viveu sob uma supremacia masculina, separada de sua
sabedoria feminina, com guerras insensatas de ganância e agressão.
Os
humanos na Terra já promoveram grandes mudanças nessa direção, incluindo o
recente movimento #MeToo. Agora é
o momento perfeito para introduzir a transformação silenciosa do coração.
A intenção da Ordem dos Anjos de Asas Vermelhas vai além de um
chamado para mudar a perspectiva masculina.
Ela também convoca as mulheres a
saírem de seus papéis submissos e assumirem a responsabilidade por seu próprio
poder.
Essas não são mudanças fáceis e levam tempo.
A Ordem dos Anjos de Asas Vermelhas não existe para
mudar mentalidades, mas sim para plantar sementes em solo fértil.
Meu
trabalho em Éris cessou e agora retorno ao Grupo dos Nove.
Não
retorno à Terra para punir Adão, nem para derrotar seus filhos.
Retorno
em vermelho, com asas vermelhas abertas, para reunir mulheres e homens que
estejam prontos para se reconectarem em igualdade.
A Ordem dos Anjos de Asas Vermelhas está se formando
novamente.
Seu
primeiro templo é um coração que escuta, e sua primeira cerimônia é uma
conversa corajosa.
O
milagre é o momento em que dois seres humanos se encontram como iguais; eles
sentem o futuro da esperança e do empoderamento.
Que o
tom profundo de Taren seja agora ouvido na Terra, pois
foi assim que Éris começou a ascender a uma frequência da quinta dimensão.
Não por meio da conquista,
mas por meio da harmonia.
Um
pequeno broche provocou uma pergunta, e essa pergunta provocou uma verdade.
Essa
provocou outra voz e outra, até que o silêncio se tornou uma canção.
Eu Sou Lilith, a Nona de
Nove,
e cruzei mundos para compartilhar isto.
O
equilíbrio não é o fim da diferença.
Em
vez disso, é a diferença harmônica criada quando o amor dá a cada alma espaço
para se firmar.
Pedimos
que se tratem com respeito, cuidem uns dos outros e joguem bem juntos como um
só.
Espavo
~ Lilith
Canal: Steve Rother
Fonte: https://www.espavo.org/http://lightworker.com/
Tradução: Regina Drumond –reginamadrumond@yahoo.com.br
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https://www.sementesdasestrelas.com.br/o-grupo/o-grupo-a-ordem-dos-anjos-de-asas-vermelhas/


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