LEO BABAUTA“A PRÁTICA DE FAZER MENOS, DE PROPÓSITO”SEXTA FEIRA 23 OUTUBRO DE 2026 Hoje em dia, muitas pessoas
com quem converso estão sofrendo de esgotamento — exaustão
decorrente de um trabalho interminável que, muitas vezes, parece não ter
sentido; vidas sobrecarregadas, sem descanso reparador suficiente; a
necessidade constante de responder a mensagens; a sobrecarga de informações; o
desgaste causado pelo hábito de rolar a tela nas redes sociais; e a enxurrada
de notícias estressantes sobre o que acontece no mundo.
Se você está passando por
isso, quero compartilhar uma habilidade que parece simples, mas que pode ser
surpreendentemente difícil: fazer menos, de
propósito.
Refiro-me
a fazer menos como uma prática deliberada, e não por não conseguir dar conta
das demandas.
Trata-se
de uma escolha consciente — bem diferente de uma situação forçada, em que o
esgotamento é tamanho que você mal consegue manter a cabeça fora da água.
Fazer
menos é, possivelmente, mais difícil do que tentar dar conta de tudo — seja por
medo de ficar de fora ou pelo desejo de otimizar cada aspecto da própria vida.
É
mais difícil porque exige desapego, disposição para tolerar o desconforto e
coragem para fazer as coisas de um jeito um pouco diferente do que todo mundo
faz.
Vamos analisar isso.
A
PRÁTICA DELIBERADA DE FAZER MENOS
Como
seria
“fazer menos” enquanto
prática?
É
algo que você pode adotar no dia a dia, em vez de simplesmente eliminar tudo de
uma só vez.
Por
exemplo, você pode praticar o seguinte:
Escolher
um item da sua lista de tarefas e decidir, deliberadamente, não realizá-lo
hoje.
Adie-o
para a próxima semana.
Limitar-se
a um número específico de tarefas por dia — digamos, 5 tarefas.
Decidir,
deliberadamente, parar de trabalhar em um horário determinado e respeitar esse
limite (por
exemplo, às 17h ou às 16h).
Analisar
sua agenda e decidir abrir mão de um compromisso por semana.
Desafiar-se
a dizer “não”
a todos os convites — caso sua agenda esteja sobrecarregada — durante um mês.
Reservar
períodos sem estrutura na sua agenda, evitando preenchê-los com tarefas
triviais ou reuniões.
Alguma
dessas sugestões faz sentido para você?
O que você acha que ganharia com isso?
Vale
ressaltar que o principal obstáculo para “fazer menos” costuma
ser o medo — o medo de ficar para trás ou de que os outros percebam que você
está fazendo menos.
Não
precisamos ignorar esse medo; o mais importante é reconhecer que se trata,
simplesmente, de medo.
Podemos
acolhê-lo, acalmá-lo e não permitir que ele dite os rumos da nossa vida.
Trate o medo com gentileza,
mas não deixe que ele assuma o comando.
O
ESPAÇO CRIADO AO FAZER MENOS
Qual é o
objetivo de tudo isso?
Criamos
um espaço de que precisamos desesperadamente.
Ao criar esse espaço, é
provável que você note o seguinte:
Você
ganha tempo para descansar e, de fato, recuperar sua saúde mental e física.
Com
essa recuperação, você passa a se sentir mais energizado e motivado.
Você
encontra tempo para movimentar o corpo, preparar refeições saudáveis e
dedicar-se a práticas de autocuidado que talvez estivessem sendo
negligenciadas.
Você
sente que, finalmente, consegue respirar.
É
uma sensação incrível.
No fim
das contas, “fazer
menos” não se trata de otimizar sua vida para ser mais produtivo a
longo prazo.
Trata-se
de viver uma vida com equilíbrio, cultivar aquela paz interior que você tanto
deseja e aproveitar melhor os seus dias.
Por
isso, meu convite a vocês, meus amigos, é que escolham uma coisa para eliminar
esta semana, em vez de acrescentar cada vez mais.
Canal: Leo Babauta
Fonte primária: https://zenhabits.net/doing-less/
Fonte secundária: https://eraoflight.com
Tradução: Sementes das Estrelas/Iara L. Ferraz
https://www.sementesdasestrelas.com.br/artigos/leo-babauta-a-pratica-de-fazer-menos-de-proposito/


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