MARIA MADALENA“PODER E IMPOTÊNCIA NA ALMA DA MULHER”QUINTA FEIRA 20 AGOSTO DE 2026Queridos
amigos, sou Maria Madalena.
Saúdo
a todos com calor e alegria no coração!
Vocês
me são tão conhecidos e familiares.
Já
nos encontramos em épocas passadas e também estamos ligados por um passado
comum; um reconhecimento entre almas, pois todos nós, à nossa maneira,
trilhamos o mesmo caminho.
E,
ah, como esse caminho pode ser longo e árduo, e como ele nos conduz por muitos
vales profundos antes de chegarmos à Terra Prometida!
Gostaria
de falar com vocês hoje sobre a profundidade desses vales.
Se
permitirmos que esse assunto seja expresso, surge um brilho e uma clareza na
consciência, e isso só pode nos conduzir para cima, rumo àquela Terra
Prometida, o território da Nova Terra.
A Terra Prometida é onde as pessoas podem novamente dar as
mãos umas às outras com interesse e admiração:
homens e mulheres, adultos
e crianças.
Essa
Terra, essa visão de um novo país, está profundamente gravada nos corações de
todos nós, e como esse novo mundo está se aproximando, estou aqui hoje para
compartilhar meus pensamentos com vocês.
Sou
sua irmã em espírito e, como também já fui um ser humano, conheço as
profundezas e as alturas de ser humano na Terra.
Por que
tudo isso é tão difícil?
E por que precisamos descer tão fundo?
Pode
parecer estranho para vocês, mas eu não tenho as respostas!
Ainda
não cheguei à linha de chegada, de onde eu pudesse ensiná-los por meio de
discursos espirituais.
Estou
no caminho tanto quanto vocês, embora agora veja as coisas deste lado de uma
maneira diferente daquela de quando vivia como ser humano.
Tive
muitas experiências intensas em minhas vidas na Terra, mas ainda estou nessa
jornada, e é aí que reside parte da resposta, e também parte da libertação e do
alívio: vocês não precisam saber tudo!
Vocês
têm o direito de estar nessa jornada e não precisam compreender tudo por meio
de processos mentais.
Meu
caminho é sentir; sentir a vida com suas muitas profundezas e altitudes; sentir
essas experiências intensamente a partir de dentro; e, a partir daí, deparar-me
com uma certa verdade, um insight, uma compreensão – algo que só pode ser
alcançado por meio da própria experiência.
É
por isso que não estou aqui para pregar para vocês sobre verdades superiores.
É
o “caminho da
experiência”, a estrada que parte de dentro, que me atrai e torna
minha jornada comum à de vocês.
A
ENERGIA FEMININA E O DESPERTAR DO VENTRE
Hoje,
quero falar sobre a energia feminina; como ela está desabrochando nesta época e
como está sendo cada vez mais convidada a se manifestar neste mundo.
Há
uma necessidade de equilíbrio entre as energias masculina e feminina no mundo e
nas próprias pessoas,
mas por que isso tem sido tão difícil de alcançar? Superficialmente,
parece que o equilíbrio já tenha sido restabelecido.
As
mulheres agora têm praticamente os mesmos direitos que os homens, pelo menos no
Ocidente.
Em
certas partes do mundo, as mulheres podem se realizar com a mesma liberdade que
os homens: ocupar cargos de liderança, acumular riqueza e tudo mais.
No
entanto, em um nível mais profundo, há algo mais acontecendo, de modo que falta
muito na maneira como o equilíbrio é alcançado.
O
que realmente acontece, quando as mulheres lutam pela igualdade dessa forma, é
que a energia masculina, a energia da dominância e do poder, é atraída para
elas e está sendo usada a serviço de seus próprios interesses.
Não
considero isso repreensível – não tenho nenhum julgamento a respeito – mas permanece
a questão:
será que fazer isso satisfaz profundamente a alma feminina?
E, da mesma forma, se acumular poder e domínio realiza profundamente
a alma masculina?
De
qualquer forma, essas são as questões que estão sendo levantadas
conscientemente neste momento, em pessoas que se perguntam: “quem sou eu, na verdade; para que vivo; qual é o sentido
desta vida?”
Todas
as respostas óbvias a essas perguntas desapareceram.
Vivemos
em uma nova época em que tudo está aberto a questionamentos e não há respostas
fixas.
O
campo de “qual
é o sentido da vida” está em descanso e ainda não floresceu.
Portanto,
há também muita confusão, embora, em parte, seja
uma confusão positiva, porque os antigos encaixotamentos rígidos e as formas
dogmáticas de pensar estão sendo abandonados; não há mais espaço para eles.
Há uma nova geração que
pensa e sente de maneira diferente – e, sobretudo, sente, e é aí que reside a
possibilidade de uma verdadeira ressurreição da energia feminina.
O que
aconteceu com a energia feminina?
O que aconteceu com ela no passado?
A
energia feminina foi privada de seu poder, e de maneiras que não preciso
descrever, pois todas as mulheres conhecem essa subjugação por dentro.
Os
homens também passaram por isso, quando se trata de se sentirem à vontade com
sua própria energia feminina.
Isso
tem dificultado a vida dos homens, pois eles aprenderam a confiar quase que
inteiramente em sua energia masculina, com sua determinação e dinamismo, e
perderam de vista sua energia feminina.
A
ideia de que ambas andam juntas e fluem juntas ainda é um conceito estranho
para a maioria das pessoas.
Mas o que
aconteceu com as mulheres?
Se
você observar a aura feminina em escala global, como uma forma que abrange toda
a energia feminina coletiva, verá
que, na região do abdômen, foi aberto um buraco na energia feminina.
Os
centros de energia inferiores – toda essa região do abdômen que inclui a base
da coluna (o
cóccix) e os centros no umbigo e no plexo solar – tornaram-se, de
certa forma, enfraquecidos e vazios.
Existe em muitas mulheres,
às vezes sem que elas sequer tenham consciência disso, um profundo sentimento
de indignidade, inferioridade e insegurança.
A
confiança na força abdominal feminina tornou-se incomum, porque essa força
abdominal é, na verdade, algo
bastante poderoso.
Não
é uma energia suave, como a de um gatinho, mas uma sabedoria forte e perspicaz;
uma sabedoria que tem raízes profundas na Terra e que não tolera enrolação!
O
CHAMADO AO EQUILÍBRIO E À INTEGRAÇÃO
Permitir
que essa força, esse poder, entre na sua barriga
– depois de longos séculos sendo estuprada,
assediada e torturada – é um salto no abismo!
O
que acontece quando você foi humilhada, rejeitada e violada no seu âmago mais
profundo, algo que vem ocorrendo há séculos para muitas
mulheres?
Você
empurra sua energia para cima e se afasta daquele lugar no abdômen, que também
é o lugar das emoções, da intimidade, da sexualidade e da reprodução.
Sua
pélvis, que está tão naturalmente conectada às forças da Terra, fica vazia.
Você
se afasta dessa área do seu corpo, porque parece assustador e perigoso estar
ali e expressar seu poder a partir dali.
E o que acontece nesse movimento de recuo?
Surge
uma espécie de lacuna entre o alto e o baixo; entre a energia do coração e o
que está acima, e
a energia do seu plexo solar e o que está abaixo: aquela energia no abdômen.
Quero
agora dar um passo bastante significativo.
Nesta
época, muitas pessoas são tocadas por uma consciência espiritual e por questões
espirituais:
“O que me comove profundamente?”
“Sou apenas essa pessoa de carne e osso, ou sou uma alma que
transcende o físico?”
No
momento em que você desenvolve sua consciência espiritual, seu coração se abre.
Com a
cabeça, você adquire conhecimento: lê livros, ouve histórias de pessoas que
descrevem sua jornada, sua vida, seus momentos de despertar.
Com
o coração aberto, você se torna sensível às energias dos outros e pode até
ficar esgotado porque sente tanto pelos outros.
Dessa
forma, seu coração e sua mente ficam repletos de novas ideias, que muitas vezes
são bem-vindas, mas que também podem tornar sua vida bastante confusa.
Os
pensamentos nunca estão isentos de obrigações; abraçar
novos pensamentos pode ser uma aventura arriscada.
Se
você permitir que um novo pensamento realmente se torne parte de você, sua vida
mudará de forma muito significativa, e isso é especialmente verdadeiro no caso
de novos pensamentos na área da espiritualidade.
Se
você sabe, no fundo do seu ser:
“Sou
uma alma; sou muito mais do que me ensinaram sobre minha identidade e meu
papel; sinto uma força dentro de mim à qual quero responder, pois assim serei
capaz de viver a partir da minha alma e pensar, falar,
desejar
e criar com autenticidade.”
Dessa
forma, o coração pode ser trazido à vida.
Mas o que aconteceu, nesse meio tempo, com a região do ventre que
foi esvaziada por traumas antigos?
Mesmo
que você não tenha sido tratada de forma ruim ou agressiva quando menina, ou
como mulher, nesta vida, uma
parte essencial da energia feminina ainda contém padrões profundamente
arraigados que continuam vivos em todas as mulheres; imagens de humilhação e
dor.
Não
é fácil para nenhuma mulher deixar que a poderosa energia de seu ventre flua
naturalmente.
Paradoxalmente,
é justamente quando você inicia a jornada espiritual que, mais cedo ou mais
tarde, será necessário enfrentar essa situação.
Fala-se
muito sobre o coração, sobre abrir o coração e conectá-lo com o todo, mas aí se
esconde uma armadilha, especialmente
para as mulheres, mas também para todas as pessoas em quem a energia feminina
está fortemente desenvolvida.
Se
você se conectar com os outros sem estar presente no seu ventre – nesse centro
onde você pode permanecer em contato com suas necessidades e sua verdade –
então sua conexão com os outros pode levar à perda de si mesma, à exaustão e a
uma entrega incessante aos outros.
Isso,
de fato, é o que acontece com muita frequência com mulheres altamente
sensíveis.
E
isso certamente acontece com Trabalhadores da
Luz altamente sensíveis, que já sentem um forte impulso
interior por uma Nova Terra, onde possa haver mais harmonia entre as pessoas, e
mais liberdade e amor.
Mas,
ah, como é fácil afundar quando você não consegue integrar plenamente a energia
da sua alma e do seu coração no nível do seu abdômen e, assim, mergulhar
verdadeiramente na cavidade pélvica, que simboliza o poder da energia feminina.
Mas
quando você vive a partir dessa área de força primária, pode sentir que tudo na
natureza só consegue sobreviver quando há equilíbrio entre dar e receber; entre
estar consigo mesmo e estar com o outro; entre se conectar e se soltar.
É por
causa desse equilíbrio necessário que quero fazer um apelo veemente às
mulheres; às
pessoas altamente sensíveis; às pessoas com motivação espiritual:
cuidem
dessa força abdominal e tornem-na parte de vocês.
Ousem
se levantar novamente por si mesmas e ousem usar o espaço que surgiu na
meditação!
Às
vezes, associamos a espiritualidade ao amor, à luz e à conexão, e isso também é
verdade e pode ser incrivelmente belo, mas uma conexão verdadeiramente
equilibrada depende da capacidade de se limitar, de estabelecer limites e de
vivenciar plenamente sua própria força e dignidade.
Vivi
numa época em que a livre expressão das mulheres não era aceita nem valorizada.
Senti uma profunda conexão
com a mensagem de Jeshua Ben Joseph e com a essência da energia de Cristo.
Fiquei
comovida com suas palavras, com seu carisma, e vivenciei tudo isso à minha
maneira.
Ao
mesmo tempo, havia em mim uma raiva em relação aos poderes dominantes que me
proibiam de ser quem eu era: independente, poderosa e de vontade forte.
Naquela
vida, eu era constantemente levada a refletir sobre mim mesma e lutava contra
meus próprios sentimentos de impotência e raiva.
Minha
barriga era tomada pela energia da frustração, e, por
baixo disso, repousava adormecido um sentimento de inferioridade por não ser
vista como plenamente humana.
Ao
mesmo tempo, eu também podia ser tomada pelo êxtase de estar em harmonia com a
energia que me conectava aos outros discípulos e a pessoas com ideias
semelhantes.
Lá,
sentia um poder e um reconhecimento que me apoiavam, o que me lembrava do Lar.
Ainda
assim, cabia a mim, em meu trabalho interior, aceitar
meus próprios sentimentos de inferioridade e insegurança.
Lembre-se de que poder e
impotência estão intimamente relacionados entre si.
O tema de hoje eu intitulei: poder e impotência
na alma da mulher.
É
justamente porque as mulheres aprenderam a se sentir impotentes a partir
daquele espaço no ventre que, às vezes, tendem a se entregar demais com o coração,
a se doar até se esgotarem ou a se perderem completamente nos relacionamentos
com os outros — seja com um ente querido, um filho, um pai ou uma mãe, ou ainda
um amigo.
A
perda de si mesma no outro, com muita frequência, mostra
que você não se sente completamente à vontade consigo mesma e segura em seu
próprio terreno.
Se
prevalece um sentimento de vazio ou alienação, é tentador buscar o outro,
aparentemente por amor, mas há outro motivo à espreita: você precisa
do outro para se sentir bem, para se sentir à vontade e para ajudá-la a se
sentir aceita.
Esse foi o meu trabalho
interior, e aqui vai um convite para você refletir:
“de onde eu me conecto com o mundo ao meu redor: com meu parceiro,
com meus amigos e amigas, com meus filhos e meus pais?”
Observe
como isso se manifesta no nível do abdômen em seu relacionamento com outra
pessoa, e a palavra “espaço” pode te ajudar aqui – você pode pensar
em alguém específico.
Seu abdômen consegue relaxar nesse relacionamento?
Você
se sente nutrido, com os pés no chão e aceito nesse relacionamento, exatamente como você é?
Ou sente que precisa se esforçar e que perde sua energia para o
outro quando faz isso?
Esses
são sinais de que algo o incomoda, de que você está dando demais ou de que está
se esforçando demais para obter a aprovação dos outros, porque, em algum lugar
profundamente escondido no seu abdômen, habita um medo, uma dor, um vazio.
Por fim, gostaria de convidar
todos vocês a descerem comigo até essa região do abdômen: tão maltratada, traumatizada
e sobrecarregada pelo passado.
Peço
a cada um de vocês, homem ou mulher, que desça comigo até essa região de dor
coletiva.
Levem
uma tocha e não tenham medo.
Vocês
são mais fortes do que a dor e são mais fortes e mais luminosos do que a
escuridão.
Semeiem
Luz nessa área esquecida e convidem o poder da energia feminina a se manifestar
novamente na Terra:
O poder da Terra e as
forças da natureza…
o poder do sentimento e da intuição, e o
poder do Mistério… o ritmo da semeadura e da colheita e das estações… a luz
serena da lua… que esses elementos se concretizem durante nossas vidas, para
que o feminino possa brilhar novamente… e, desta vez, não apenas a partir do
coração, mas
a partir dessa camada profunda de conhecimento em seu ventre.
Fique
aqui comigo, com uma tocha acesa na mão.
Sinta
a dor da Terra e de tantas gerações de sofrimento vivido pelas mulheres, e em
parte sentido também pelos homens; homens que perderam a conexão com sua
própria energia feminina.
Sinta
também o poder da Luz, da sua Luz.
Ao
se voltar para a sua Luz em silêncio, algo muda.
Obrigada
pela sua presença.
Canal/Autor: Pamela Kribbe
Fonte: https://www.jeshua.net
Tradução: Sementes das Estrelas/Paulah Divino
https://www.sementesdasestrelas.com.br/pamela-kribbe/maria-madalena-poder-e-impotencia-na-alma-da-mulher/


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