ANN ALBERS“SOMOS SEMPRE DIGNOS E TUDO É ESPIRITUAL”TERÇA FEIRA 06 OUTUBRO DE 2026 Olá
a todos,
Nesta
época do ano, lembro-me de que a natureza tem suas estações, e nós também.
À
medida que o verão nos liberta de seu calor e dá lugar às noites frescas e
agradáveis do outono, todos nós, aqui no Arizona,
soltamos um suspiro de alívio.
Aceitamos
o calor do verão como parte da vida no deserto, mas
aquele leve frescor no ar noturno é motivo de comemoração.
Quando as temperaturas caem abaixo de 38°C (100°F), as pessoas ficam visivelmente mais
animadas.
Saímos
mais de casa, cuidamos do jardim e resolvemos coisas que não tínhamos ânimo de
fazer durante o calor do verão.
Os
animais pedem para passear.
Há
uma sensação de expectativa pela temporada de festas que se aproxima.
Talvez o
outono, mais do que qualquer outra estação, desperte
o desejo de mudança.
Para
muitos de nós, o outono significava voltar às aulas, conhecer
novos amigos, usar uniformes ou roupas novas, encapar
os livros, apontar os lápis e aguardar novas aventuras.
Em
alguns anos, a sensação era mais de receio!
Mas, de
qualquer forma, a mudança das estações nos lembra de que a vida segue em
frente, sempre trazendo algo novo.
No
meu caso, traz um workshop lúdico, uma casa decorada com abóboras, fantasmas e
guirlandas de folhas de outono, grama de inverno no jardim e, este ano, uma nova alegria: marshmallows de bordo (maple) da Trader Joe’s no meu café todas as manhãs 🙂
São
as pequenas coisas…
Apesar
de todos os pequenos e maravilhosos prazeres da vida, é muito fácil ficarmos
presos aos problemas do momento.
E,
quando não sabemos como resolvê-los ou não temos vontade de agir, tendemos a
nos culpar excessivamente.
Supõe-se
que devemos produzir algo para conquistar nosso valor, de acordo com as
inúmeras mensagens implícitas que recebemos diariamente.
Supõe-se que devemos evitar todos os problemas por sermos “espirituais” e, de alguma
forma, sentimos que falhamos se enfrentamos um desafio.
Supõe-se
que não devemos julgar, mas nos sentimos confusos quando precisamos exercer o
discernimento.
Supõe-se
que devemos manter uma vibração elevada, e isso traz uma dose extra de culpa
quando não conseguimos.
A verdade é que, como dizem os anjos: “somos perfeitos como somos, mesmo
enquanto evoluímos para algo maior!”
Portanto,
quando você não sente essa vibração elevada, saiba
que ainda é feito de luz divina; é apenas uma questão de não sentir isso
naquele momento.
Retornar
a uma vibração melhor não significa tornar-se mais merecedor para que o
universo nos recompense.
É
mais como mudar a estação de rádio para sintonizar uma transmissão melhor.
Somos sempre dignos de amor;
só precisamos nos sintonizar nessa frequência.
E quando
você enfrenta um desafio na vida, isso não significa que você não foi “espiritual o
suficiente”.
A
vida acontece.
Coisas
mecânicas quebram.
Pessoas
nem sempre são confiáveis.
Sistemas
mudam.
Você
não fracassou.
A
vida está sendo vida.
As
coisas estão acontecendo como são.
As
pessoas estão sendo quem são.
E
nós podemos escolher se vamos navegar por isso com amor ou cair na
autodepreciação ou na culpa.
É
melhor enfrentar o que quer que surja em nosso caminho com o máximo de amor
possível.
Isso
torna a vida mais gentil e muito mais leve.
Além
disso, quando você não está produzindo nada, isso também pode despertar todo
tipo de questão sobre o próprio valor.
Ouço
pessoas todas as semanas dizerem que se sentem sem propósito ou inúteis,
recriminando-se por não terem energia, por descansarem mais ou por não se
importarem mais com coisas que antes lhes interessavam.
Em todos
esses momentos, os anjos as acolhem com amor.
A
vida não se resume ao que produzimos.
Realizar
coisas pode ser divertido quando há inspiração.
Pode
garantir nosso sustento.
Pode
nos dar um senso de propósito.
Mas há
muito mais valor em nosso puro ser.
Somos
dignos de amor mesmo que não produzamos absolutamente nada; e as coisas que
fazemos — ou produzimos — tornam-se muito mais valiosas para a nossa alma e
para todas as outras quando são realizadas com amor.
Não
diríamos que uma criança é inútil só porque está descansando ou brincando.
Talvez
seja hora de concedermos à nossa própria criança interior essa mesma gentileza.
“Descanse
um pouco, meu bem.
Eu
amo você.
Sim,
vá brincar.
Quero
que você ame a sua vida. Você já é o suficiente.”
Não
fomos ensinados a falar com doçura conosco mesmos, mas
basta ter a disposição para fazê-lo, mesmo antes de nos sentirmos confortáveis com
isso.
O
estado de espírito, a energia e as manifestações
resultantes serão muito melhores.
Há
alguns anos, finalmente aceitei de verdade o fato de que sou energia
vivenciando uma experiência.
Cansada
de fazer postagens diárias nas redes sociais — e após ter minha conta invadida
—, usei isso como desculpa para parar de publicar com tanta frequência.
Comecei
a trabalhar em projetos puramente divertidos que, comparados a muitas outras
coisas que fiz na carreira, parecem irrelevantes.
Livros de colorir?
*Cliparts*?
Kits de festa com tema de dinossauro rosa?
Tudo
isso vindo de uma mulher que canalizou energias milagrosas, palestrou em
conferências com personalidades famosas e parecia estar
trilhando o caminho para se tornar uma grande referência espiritual?
Sim!
Eu
escolhi isso.
Escolhi
não seguir o caminho tradicional, nem mesmo o de uma instrutora espiritual.
Decidi
não fechar um contrato para um livro, algo que chegou a ser uma possibilidade
em certo momento.
Palestrei
em grandes conferências, gostei da experiência, mas
depois percebi que preferia, na maior parte do tempo, a
vida mais tranquila em casa.
Quem sabe como as coisas mudarão no futuro?
Por
enquanto, estou feliz aqui.
Nós
temos o poder de decidir os rumos da nossa vida.
Podemos
amar algo enquanto esse amor faz sentido e mudar de direção quando desejamos
algo novo.
Viver
assim mantém a vida renovada e empolgante.
Nunca sei exatamente o que
farei a seguir.
Todos
nós somos dignos de todo o amor que o universo oferece — e esse amor é, quase
sempre, maior do que aquilo que estamos dispostos a receber.
Quando
a vida está difícil, somos dignos de conforto e gentileza.
Mesmo
que não haja ninguém por perto para compartilhar isso conosco, podemos oferecer
essas coisas a nós mesmos.
E,
independentemente de como você escolha vivenciar ou expressar o amor a cada dia
— seja tirando um cochilo no sofá, passando a manhã em um trabalho voluntário
ou caminhando com o cachorro —, isso é o suficiente.
Amor é
amor, não importa como o manifestamos 😊
A vida é espiritual, quer vivenciemos o nosso espírito ou não.
Aqui
estão algumas maneiras práticas de fazer as pazes com a ideia de que você é
suficiente e digno de amor e, nesse
espaço, encontrar uma “prática” espiritual que funcione como parte integrante da sua
vida:
1.
SOU DIGNO DE AMOR PORQUE EXISTO
Coloque
isso em um lugar onde possa ver com frequência.
Repita
sempre:
Sou digno de amor porque existo
Toda vez que você se
criticar, coloque as mãos sobre o coração e diga esta frase três vezes:
Sou digno de amor porque
existo
Sou digno de amor porque
existo
Sou digno de amor porque
existo
Não há
mágica no número três, mas a repetição com sentimento ajuda o cérebro a se
reprogramar.
“Droga, estraguei aquela
conversa!”
Sou digno de amor porque
existo
Sou digno de amor porque
existo
Sou digno de amor porque
existo
“Não estou fazendo nada.
Sinto-me inútil.”
Sou digno de amor porque
existo
Sou digno de amor porque
existo
Sou digno de amor porque
existo
“Deixei de cuidar de mim.
Estou
cansado/grande/letárgico demais…”
Sou digno de amor porque
existo
Sou digno de amor porque
existo
Sou digno de amor porque
existo
Estamos
tentando fazer uma reprogramação aqui.
2.
TENHO VALOR, QUER EU CONSIGA VÊ-LO OU NÃO
Em
seguida, queremos reconhecer o nosso valor.
Novamente,
quando você começar a dizer a si mesmo que é inútil, que já era, que não tem
propósito ou que está cansado demais para fazer a diferença, pare.
Coloque as mãos sobre o
coração e, com compaixão,
repita
três vezes:
O Divino conhece o
meu valor, mesmo quando eu não o conheço.
O Divino conhece o
meu valor, mesmo quando eu não o conheço.
O Divino conhece o
meu valor, mesmo quando eu não o conheço.
Confie
nisso.
3.
PRATIQUE A ESPIRITUALIDADE (O AMOR) REGULARMENTE
Queremos
praticar o ser espiritual regularmente, mesmo que não tenhamos uma prática
espiritual formal.
Se
você pratica meditação, acende uma vela, faz algumas orações, frequenta um
culto ou realiza trabalhos de caridade — fantástico.
Caso
contrário, encontre algo que possa fazer regularmente e que lhe proporcione uma
sensação de conexão com o amor.
Li a
história de uma mulher que, após a morte do marido,
assava
um bolo por dia para aliviar sua dor.
Essa
era a sua prática espiritual.
Ela
preparava o bolo com amor e o levava a estabelecimentos locais para alegrar o
dia das pessoas.
Esse
gesto acabou tendo um impacto profundo.
Ela
acabou abrindo um negócio próprio.
Sua
prática espiritual tornou-se a base para sua nova vida.
Para
alguns, a prática espiritual consiste em passear com o cachorro, apreciar a
manhã, entregar a Deus sua lista de tarefas e cumprimentar estranhos com um
sorriso.
Para
outros, a prática espiritual é fechar os olhos, respirar e permitir que o amor
dos anjos e o amor Divino envolvam todo o seu ser.
Pode ser
fazer ou dizer algo gentil uma vez ao dia.
Pode ser
cantar uma música que você adora ou cultivar uma prática de gratidão.
Para
alguns, a prática espiritual é cuidar do jardim, dedicar-se
a atividades criativas ou cuidar de uma pessoa idosa.
Existe
uma infinidade de maneiras de expressar amor.
E
cada uma delas, quando praticada regularmente, torna-se um meio de vivenciar
nossa conexão com o Amor Único que habita em todos nós.
Vivemos
em uma sociedade que valoriza mais o que produzimos do que quem somos.
Somos
recompensados mais pelo que “fazemos” do que por quem “somos”.
Aprendemos
a nos sentir indignos com pessoas que não sabiam o próprio
valor.
Mas,
hoje, temos acesso a informações que as gerações anteriores não tinham.
Sabemos
mais, logo podemos agir melhor.
Todos
nós somos muito mais do que suficientes.
É
hora de reconhecer isso 😊
Sempre
haverá em nós um impulso inato de fazer mais e ser mais.
Pode
ser fazer mais o bem, ganhar mais dinheiro, descansar
mais, ser mais organizado, gentil, saudável ou criativo, aprender mais, e assim
por diante.
Às
vezes, o “mais”
que desejamos é simplesmente ter “mais” paz.
Mesmo
quando estamos em uma fase de estabilidade na vida, o “mais” que queremos é
“mais tempo aqui, por favor!”
Independentemente
de qualquer outra coisa que desejemos, somos dignos de amor agora mesmo.
Esse
“algo mais”
que buscamos — seja lá o que for — serve de incentivo para continuarmos
crescendo e nos conhecendo mais profundamente como seres divinos.
Quanto à
prática espiritual, encontre algo que lhe transmita uma sensação de amor e o
ajude a perceber sua conexão com o poderoso Amor Universal; dedique-se a ela
enquanto essa prática o ajudar a manter tal conexão.
Seja
criativo.
Busque
inspiração em alguma tradição ou adote uma delas.
Mais
importante do que a forma é a essência: o nosso compromisso de nos conectarmos com o amor.
Todos
vocês são muito mais dignos e belos do que jamais poderiam imaginar!
Tenham
uma semana abençoada,
Com
amor,
~ Ann
Autoria: Ann Albers
Fonte: https://www.visionsofheaven.com/
Formatação e tradução: Blog De Coração a Coração
https://www.sementesdasestrelas.com.br/artigos/ann-albers-somos-sempre-dignos-e-tudo-e-espiritual/


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