SANHIA“O QUE ACONTECE COM A MENTE EGÓICA QUANDO ESTOU
DESPERTO?”QUARTA FEIRA 07 OUTUBRO DE 2026 A
resposta rápida é que a mente egóica deixa de existir.
Em
certo nível, podemos dizer que a mente egóica nunca existiu.
Era
uma ilusão.
A
mente egóica acredita na existência de um outro “você” –
um “eu” – que interage com o mundo, com quem as coisas
acontecem e que faz escolhas.
No
estado desperto, este “eu” desaparece.
Ele
não passava de uma criação da imaginação do ego.
Para
quem estiver se perguntando o que acontece com a mente egóica – uma pergunta
que não poderia surgir de uma mente desperta – quando você opera sob a crença
de que possui uma mente egóica, de que tem pensamentos, ações
e escolhas que são seus, de que coisas acontecem com você e de que está
tentando chegar a este lugar que imagina ser a iluminação (seja qual for a imagem que tenha disso,
mas onde você não se encontra agora), oferecerei
uma resposta que utiliza um modelo.
Não
canso de repetir que quaisquer palavras que forem usadas aqui para explicar
alguma coisa não são a verdade, a
qual não pode ser dita.
Palavras
apenas apontam.
Não
olhe para as palavras, mas para aquilo para o qual elas apontam.
O
“você” que está buscando jamais encontrará a verdade.
Somente
com o desaparecimento desse “você” é que a verdade se torna evidente, embora
não possa ser compartilhada.
É
só isso que existe.
No
estado desperto, tudo que resta é a verdade.
É
só isso que existe.
A
mente egóica tenta encontrar um caminho para algum outro lugar.
A
mente desperta está lá, agora e sempre.
Não
há um lugar a encontrar, nem nada a fazer.
A
MENTE FUNCIONAL E A MENTE PENSANTE
O modelo que mencionei é usado por Ramesh Balsekar.
Ele
fala sobre ter duas mentes, que ele chama de mente funcional e mente pensante.
Encorajo
você a relaxar seus pensamentos e ideias sobre o que é deixar essas palavras te
envolverem e ver o que acontece.
Aqui
vai uma descrição de como a mente funcional opera:
ela
reage a tudo que está presente no momento e “trabalha”
com essas coisas sem nenhum objetivo em mente.
Não
tenta resolver problemas, atingir metas, conseguir coisas ou obter qualquer
resultado.
Não
se preocupa com o porquê de algo estar acontecendo, não
assume responsabilidade pela criação do que está presente, por trazer o
presente à tona ou por ter feito escolhas ruins (ou boas) no passado.
Ela
apenas percebe o que está no aqui e agora.
A
mente funcional brinca com o que está presente.
É
reativa.
Fica
totalmente perdida e envolvida nesta atividade.
É
provável que você se identifique com momentos de tal experiência.
Talvez
você leia um livro e perca contato com tudo ao seu redor.
Pode
acabar perdendo a noção do tempo.
Isso
pode acontecer com qualquer atividade: brincar ou ouvir música, conversar, fazer jardinagem, dançar,
dirigir ou jogar xadrez.
O
tempo não existe para a mente funcional.
Existe
apenas o fazer.
Pode
ser resolvendo um problema de matemática ou explorando ideias filosóficas.
Novamente,
não há destino; apenas o fazer.
Sem
distrações.
É
a única opção.
Isso é tudo que a mente
funcional faz.
Nenhuma
atividade precisa ficar fora do envolvimento da mente funcional, porém todas
podem ser invadidas pela mente pensante.
A
mente pensante intervém quando a mente funcional está reagindo e faz perguntas
como:
“Isso realmente é verdade?”, “Isso
realmente é valioso?”, “Vale a pena fazer
isso, vale a pena gastar meu tempo com isso?”, “Isso vai pagar o aluguel?”, “O que isso me traz?”.
Está
cheia de perguntas e dúvidas.
É
fortemente influenciada pelo ontem e pelo amanhã, que costumam ter precedência
sobre o que está sendo apresentado agora.
Este
é o reino da mente egóica.
A
mente desperta simplesmente não funciona.
Não
pensa.
A mente
pensante critica a mente funcional.
Teme
que o despertar seja impraticável e que não seja possível funcionar no mundo
real.
Na
verdade, a mente funcional é muito mais produtiva e envolvida com o mundo do
que a mente pensante, que acredita ter controle e escolha.
Isso
não acontece.
A
mente pensante é, portanto, incapaz de reagir e lidar com a vida de forma
eficaz porque não vê as coisas como elas são, e sim como deseja que sejam.
As
ações dela são embotadas porque ela age apenas a partir da programação que
possui, por isso não consegue reagir às novidades que a vida sempre apresenta.
Por
acreditar que pode mudar o que é, falta-lhe flexibilidade para reagir ao que é.
A
mente funcional se envolve totalmente com o agora, é sensível a cada nuance,
reagindo ao que realmente está presente.
Pois
não está tentando entender as coisas, apenas reagindo, guiada pelo conhecimento
inato da Totalidade, do
Divino, de Deus.
É
a mente funcional, não a pensante, que lida com o mundo real e é mais produtiva
e eficiente.
A
mente pensante sente-se separada e amedrontada; está em guerra com o presente,
em vez de se incorporar nele.
Quando
a vida se movimenta e muda, o que sempre acontece, a mente funcional lê e reage
a ela.
A
mente pensante sempre tenta orientar as coisas de maneira predeterminada e não
consegue ler as mudanças.
A
mente funcional não raciocina; ela atua.
Usa
o passado apenas para adquirir habilidades práticas que foram aprendidas e que
podem ajudar na situação atual.
Não
julga nem avalia com base em experiências do passado.
Se um
perigo físico imediato aparece, é a mente funcional que entra em ação.
A
mente pensante é bastante previsível, pois opera com base na programação que
possui.
A
mente funcional é totalmente imprevisível, pois reage sem pensar ao momento,
que está em constante mudança.
A
mente pensante não está apta às ações rápidas que uma emergência exige, pois só
consegue vasculhar memórias de situações semelhantes – que provavelmente nem
existem – e, então, seguir o curso habitual de ponderar as possíveis respostas.
Enquanto
isso, a bola já bateu no rosto ou o carro já atropelou o cachorro.
A
mente funcional age de forma mais simples e rápida.
Mais
tarde, a mente pensante pode até se surpreender com a rapidez e destemor com os
quais o corpo e a mente reagiram.
A
mente funcional não descansa sobre os louros conquistados.
Ela
não tem louros.
Ela
simplesmente redireciona energia para o que está presente no agora.
Alguns
podem dizer que a mente funcional age mais por paixão do que por razão.
Não
vejo problema nisso.
Outro
termo que poderia descrever a mente funcional é “instintiva”.
Certamente,
reagir ao perigo é algo mais instintivo do que passional.
Também
não diríamos que reagir à uma picada de abelha é paixão em ação.
Neste
caso, a mente funcional percebe a sensação, mantém-se
totalmente presente nela e abandona qualquer pensamento sobre certo ou errado,
sobre a causa do evento, de preocupações com futuras picadas ou complicações
decorrentes do incidente, bem como qualquer sentimento de culpa ou atribuição
de culpa.
Ela
apenas vivencia o que está ali até que aquilo não esteja mais presente ou se
transforme em outra coisa
– digamos, uma reação alérgica.
Ela
permanecerá presente diante dessa nova forma.
Qualquer
medo que apareça será notado, mas não guardado.
A
mente funcional não se preocupa.
Animais
não possuem mente pensante.
Se
um cervo percebe a aproximação de um predador em potencial enquanto pasta, ele
corre imediatamente para um lugar seguro.
Quando
a ameaça não está mais presente, continua pastando ou fazendo qualquer outra
atividade que o presente lhe ofereça.
Ele
reage ao momento.
Quando
não há nenhum perigo no momento, não existe perigo na consciência dele.
Ele
não se preocupa com futuros ataques.
Não
teme a morte, embora reaja instintivamente no momento para fazer o que for
necessário para viver.
Sem
ameaças; sem preocupações.
Ele
aprendeu por meio da experiência quem pode ser um predador, então essas memórias
aparecem para direcionar a segurança dele, mas, caso contrário, não estão
presentes.
Não
existe senso de identidade.
Não
existe mente pensante.
Não
há preocupação, apenas reação.
Não
há preocupação com a comida do próximo inverno, apenas
a intenção de encher a barriga agora.
O
DESPERTAR E O MOMENTO PRESENTE
Voltando
ao eu desperto.
É
semelhante à mente animal.
Não
existe preocupação com o futuro.
Trata
apenas do momento presente.
Não
existe senso de identidade.
O
corpo/mente é apenas um veículo para percorrer o agora da vida através da qual
a Divindade atua.
A
mente funcional desperta observa e participa desta atividade sem se confundir
com o corpo.
Não
existe medo da morte.
Este
é o reino da mente pensante.
A
mente funcional não reconhece que há algum trabalho a ser feito, alguma escolha
a ser feita, nem algo a ser aprendido.
Nem
sequer pensa em fazer parte da Totalidade que é Deus, que é a Vida.
A
capacidade de pensamento não está presente.
Tudo
é conhecido sem palavras; existe apenas a resposta intuitiva ao que a Vida
apresenta.
Ela
desempenha inconscientemente o papel dela, que não pode ser mal interpretado.
O
potencial do que vai ser realizado pela mente funcional vai infinitamente além
do que a mente pensante consegue fazer, mas não há ninguém para reivindicar o
mérito de qualquer realização.
Na
Unidade, não existe uma parte separada que possa
– ou que de fato vá – assumir o crédito.
Tudo
está conectado.
Existe
apenas a alegria de realizar a ação.
A
Divindade da qual você faz parte não possui identidade pessoal.
Não
existe senso de controle, de autoria ou de responsabilidade.
Não
existe julgamento de valor, nem noção de certo e errado.
Nada
é previsível; existe apenas a perfeição Divina.
É
apenas um jogo.
Divirta-se
jogando!
Bom
Agora
Sanhia/Espírito
Todos os direitos reservados
© 2026 Channels Without Borders
Fique à
vontade para compartilhar com amigos
Canal: Michael Hersey
Fonte primária: Channels Without Borders
Fonte secundária: Era of Light
Tradução: Sementes das Estrelas/Mariana Spinosa
https://www.sementesdasestrelas.com.br/artigos/sanhia-o-que-acontece-com-a-mente-egoica-quando-estou-desperto/


0 comments
Postar um comentário
Por favor leia antes de comentar:
1. Os comentários deste blog são todos moderados;
2. Escreva apenas o que for referente ao tema;
3. Ofensas pessoais ou spam não serão aceitos;
4. Não faço parcerias por meio de comentários; e nem por e-mails...
5. Obrigado por sua visita e volte sempre.